quarta-feira, agosto 29, 2012

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Não Vote em Ficha Suja E NEM EM CANDIDATOS APOIADOS POR ELES









Brasil vive uma era de contradições e tem um belo encontro com o futuro

Carlos Newton
De vez em quando, deixo de lado as mesquinharias humanas, como a corrupção da classe política ou a insensibilidade das elites, para ficar pensando de uma forma positiva nesse extraordinário país chamado Brasil, que já é uma das nações mais importantes do mundo e vai ser cada vez mais respeitado.



Caindo João Paulo, cairão outros do PT

Carlos Chagas



Peluso condena João Paulo em dois crimes, mas o absolve em outros dois.

Carlos Newton
O ministro Cezar Peluso votou pela condenação dos publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz por peculato e corrupção ativa. Também condenou o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato duas vezes por peculato, uma vez por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Peluso disse que se os publicitários quisessem ter direito ao bônus volume, eles deveriam ter negociado isso no contrato. “No contrato era explicitamente claro que a DNA deveria transferir ao banco todas as vantagens decorrentes da execução do contrato”, afirmou o ministro, que também condenou Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz pelos crimes de corrupção ativa e peculato
 Peluso ficou na dúvida em dois crimes

As malas abriram e o jogo virou

Sebastião Nery



quarta-feira, 29 de agosto de 2012 | 16:44

Paulo Preto decepciona e não ataca ninguém na CPI; apenas se defende, e sem citar nomes.

Carlos Newton
Foi mais uma decepção na CPI do Cachoeira. O engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de engenharia da Dersa, estatal paulista responsável por obras rodoviárias, apenas atacou, sem citar nomes, políticos tucanos que qualificou como “ingratos”.
 O engenheiro depõe na CPI



Faz sucesso na internet uma pérola de Lula sobre Roosevelt e a Segunda Guerra Mundial

 

Secretaria de Políticas para as Mulheres amplia debates no Dia da Visibilidade Lésbica

Secretaria de Políticas para as Mulheres amplia debates no Dia da Visibilidade Lésbica

 

 

 

Edição/247

Maioria do STF condena João Paulo por corrupção

Seis ministros acataram acusação de corrupção passiva imputada ao deputado federal pela Procuradoria-Geral da República; para o deputado federal, que é candidato a prefeito em Osasco (SP), a situação só pode piorar na Ação Penal 470; no momento, vota o ministro Marco Aurélio Mello; assista ao vivo
comentários

 

Chico Alencar
Chico Alencar

O (a) prefeito(a) que quero, o(a) vereador(a) que escolho

“A política anda muito degenerada. Mas na solidão da cabine temos a chance e a obrigação de dar uma resposta a tudo isso”


 


Divulgação

Especial

Melhor carro do Brasil
Jornal do Carro completa 30 anos e elege os melhores

Nos jornais: se condenado, João Paulo pode ter pena de ao menos 9 anos


Gilberto Carvalho, ministro tipo Ofélia, continua abrindo a boca para dizer bobagens

Conforme já registramos aqui no Blog, o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que ganhou o título de ministro pela maestria na puxação do saco de Lula, é do tipo Ofélia, que só abre a boca para dizer bobagens.
  Talvez seja melhor ficar calado


Thomaz Bastos muda o tom, mas diz que nenhum mensaleiro será preso antes de 2013

Carlos Newton
Como os primeiros resultados do julgamento do mensalão, o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos mudou o tom, já não fala em absolvição da maioria. Em entrevista ao repórter Fernando Rodrigues, da TV Folha-UOL, o ex-ministro previu que o julgamento do mensalão só será concluído em 2013. E garantiu que, antes disso, nenhum dos réus, mesmo se condenado agora, será preso.
 Bastos calcula o tamanho das penas

Noam Chomsky: Querem vencer Assange pelo cansaço

José Maria León (site Gkillcity)


Pagot desmente dono de Delta na CPI e diz que ele era amigo de Demóstenes Torres

 

Valeu a pena lutar contra a ditadura

Roberto Nascimento



Conta de luz ficará mais barata para os consumidores em 2013


ANS quer que convênio médico cubra medicamento domiciliar

 

 

Parlamentares candidatos arrecadam R$ 14,5 milhões


O campeão: Edson Giroto já arrecadou quase R$ 2 milhões em doações para a sua campanha
Dos 86 deputados e senadores que estão na disputa municipal, 70 apresentaram números parciais ao TSE das doações que receberam. Campeão é o deputado Edson Girotto
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Zé Maria de Almeida: seguidos abusos contra o trabalhador em Suape

Chico Alencar: perguntas a fazer aos candidatos nas eleições

AGU recorre à Justiça pela publicação nominal dos salários do Senado

 

 

Lula e PT se frustram com votos
de ministros indicados por Dilma

 

 



 



Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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