sábado, agosto 04, 2012

Advogados vão questionar provas do mensalão


Advogados alegam que perícias incluídas por Gurgel na acusação não são válidas como prova
Durante as sustentações orais que começam na segunda-feira (6), defensores pretendem anular perícias apresentadas pela PGR, tornando mais difícil a condenação dos réus
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Mistério para Shakespeare!!! Lewandowski se diz perplexo com ataques de Barbosa… Então ta!!!



Procurador disse que foi Carlos Chagas, na Tribuna da Imprensa, que denunciou a exxistência do Mensalão.

Yuri Sanson


CONSTRANGIMENTOS NO MENSALÃO ... (Paulo Moreira Leite)


A PÁ DE CAL


De volta o grande circo

Welinton Naveira e Silva

Livre pensar é só pensar (Millôr Fernandes)



A HORA DO JULGAMENTO (Marcos Coimbra)

Comentário: A pesquisa e os candidatos

por Samuel Celestino


Charge: políticos e laranjas



Riachão do Jacuípe: Juiz proíbe carreatas na cidade

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Foto: Flickr

Charge: Angeli. Clique para ampliar.
 

José Granjeiro: os atletas olímpicos e os concurseiros

No Fórum, a diretoria da Unacon Sindical: o governo precisa negociar com o funcionalismo

 

 Charge: Angeli. Clique para ampliar.

 

Nada fora dos trilhos

Carla Kreefft (Jornal O Tempo)

 

Newton Lima faz esclarecimento sobre processo

 

Roberto Gurgel: a quadrilha "é bem arrogante"

“Quadrilha é extremamente arrogante”, diz Gurgel

Procurador-geral da República relatou ter sofrido diferentes ameaças após ter apresentado as considerações finais no processo do mensalão
Gurgel: provas contra Dirceu e da existência do mensalão são "contundentes"

PGR: Dirceu era o chefe da quadrilha do mensalão

Em sustentação oral, procurador-geral da República diz que nada era aprovado pelo PT sem a chancela do então ministro da Casa Civil
Para Márcio Thomaz Bastos, peça da acusação no mensalão é "artificial"

Acusação sobre mensalão é artificial, diz Thomaz Bastos

Ex-ministro da Justiça, que defende um dos acusados na Ação Penal 470, rejeita ideia de que havia uma quadrilha atuando. Procurador-geral diz que provas são “robustas”

 

Apesar de negar interesse no julgamento do mensalão, Lula telefona para advogado

 

 

 

 

STF quer alterar datas para garantir voto de Peluso no mensalão

  Charge: Angeli. Clique para ampliar.

Planos de saúde vão poder
ser comparados na internet

 

 

Dura lex sed lex
Um rei governava seu povo com extrema rigidez e não admitia a mínima desobediência das leis, todas interpretadas ao pé da letra. Até que um dia se arrependeu, mas já era tarde. Confira a crônica do juiz de Direito Gilberto Ferreira. (Clique aqui)


O julgamento da AP 470 repercute no mundo. (MI - clique aqui)

 

 

Crime sexual
O promotor de Justiça Ricardo Maia de Oliveira foi condenado a 17 anos e 6 meses de prisão acusado de cometer crime sexual contra duas meninas de 8 e 9 anos. A decisão foi proferida pelo Órgão Especial do TJ/CE nesta quinta-feira. (Clique aqui)

 

 

Anatel divulga plano de metas apresentado por operadoras

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Resultados parciais de assembleias apontam greve da polícia federal

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Magistrado da 20ª Vara da Justiça Federal no DF determinou que a PF informe, em cinco dias, o endereço atual do italiano, que responde a uma ação penal no Brasil por uso de documento falso
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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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