sexta-feira, agosto 17, 2012




Candidatos FICHA SUJA indicarão pessoas que se eleitas, poderão servir de MARIONETES ! ! !


Eleição é um momento em que o eleitor está no centro da decisão. 
O poder está nas mãos do povo, pelo voto.


Não vote em candidatos que:
Tentam comprar o seu voto – esse é o pior candidato. 
Desconfie do candidato que dá coisas e oferece benefícios


Não vote em candidatos que:
Que não tenham coragem ou conhecimento para fiscalizar os atos do prefeito.

Quem compra voto é um traidor da pátria. Quem vende também.

Não vote em candidatos só porque:
Ele é seu amigo ou compadre
Ele é bonzinho, um cara legal

Não vote em candidatos só porque:
Ele é seu vizinho
Seu parente

 Não se iluda  com pesquisas e panfletagens no dia da eleição.
Não vote no candidato só porque você acha que ele vai ganhar.
O candidato que investe pesado na campanha com materiais (camisetas, boca de urna) dá a impressão de que já está eleito e isso não é verdade.

Vote com a sua consciência.
 Ninguém vai saber em quem você votou.
 O voto é totalmente secreto.

 Na próxima eleição, devido a aprovação da lei da FICHA LIMPA, vamos tomar cuidado! Candidatos FICHA SUJA indicarão pessoas que, se eleitas, poderão servir de MARIONETES*

* MARIONETE:  Fig. Pessoa frívola, sem personalidade, que se pode manejar à vontade; títere.(




Não importa se o candidato é ficha suja, porque é você que escolhe em quem vai votar!

 

 

Eleições 2012: Campanha não reeleja vereador

Estamos fazendo a nossa parte,expressando nossa opinião, diariamente vemos na maioria das Câmaras de Vereadores a falta de comprometimento dos vereadores eleitos pelo povo, em alguns casos já viraram "PROFISSIONAIS" nas Câmaras, e vem eleição e vai eleição e alguns legislativos continuam do mesmo jeito, ou até piores eleição a eleição, somos a favor de NÃO REELEGER VEREADOR, renovar totalmente os legislativos municipais.

NÃO REELEJA VEREADOR!!!

 



As eleições municipais estão aí


Eleitor, as eleições municipais estão aí. Demonstre maturidade e responsabilidade escolhendo bem, independente de partido político, os seus representantes municipais. Mas não vote em candidato ficha suja. Vote em alguém que goze de boa reputação cultural, política ou social. Também não reeleja ninguém. Política não é profissão, é mandato transitório. A reeleição política tem transformado a vida política em cabide de emprego, e o Parlamento em escritório “particular” de negócios escusos de muitos políticos, bem como contribuído para a corrupção política brasileira.
Hoje, assistimos aos mandarins da política nacional, formados pela velha-guarda de políticos reeleitos, com ideias ultrapassadas, recalcitrantes e resistentes ao tempo e ainda com muito apetite aos cargos da República, que deveriam ser repelidos pelo voto popular.
Dê oportunidade aos novos candidatos e de preferência àqueles sem relacionamento de parentesco com os políticos em atividade, para quebrar o vínculo das nocivas oligarquias ou dinastias políticas. Os legislativos e os executivos nacionais têm que se renovar sempre, porque é saudável à democracia e à oxigenação política. Ninguém é insubstituível, somente Ele lá em cima.
Não dê asas ao cabide de emprego político. Enquanto você ou um parente ou um amigo podem estar desempregado, os oportunistas políticos, sem objetivos sérios, estão batendo às suas portas para pedir votos e conseguir emprego fácil às suas custas. Fique atento, não caia na lábia de candidatos espertos que prometem rios de favores ou sinalizam com realizações que não podem fazer. Vote com consciência.
Se você não encontrar candidato que mereça o seu voto, vote em branco ou anule o seu voto. A democracia deve ser exercida sem coação, sem obrigação de votar. Mesmo que você negue o seu sufrágio, continuará com direito de exigir dos políticos e dos governos cumprimento de mandato na forma constitucional, porque você é quem paga os salários dos políticos nacionais, com as suas contribuições tributárias.
Por fim, não dê o seu voto a nenhum candidato pulador de galhos, ou seja, aquele que em plena vigência de mandato político comete o chamado “estelionato eleitoral” para se candidatar a outro pleito. Por exemplo, há muitos parlamentares que estão se candidatando às prefeituras municipais. Se forem eleitos, interromperão os seus mandatos dando um mau exemplo de seriedade política.
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Bacharel em Direito e servidor federal aposentado,
Júlio César Cardoso, Balneário Camboriú (SC)

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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