sexta-feira, setembro 27, 2024

Seu passado lhe condena? Luiz Roberto e a acusação senador Rogério

 em 27 set, 2024 3:10

  Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 




Há quinze dias, o marketing da campanha de Luiz Roberto, PDT, resolveu destilar críticas ao candidato a vice-prefeito de Yandra, Belivaldo Chagas mostrando o que consideram “mazelas” do governo dele no horário eleitoral. Já na última quarta-feira, na Jovem Pan, o senador Rogério Carvalho, PT,  acusou Luiz Roberto de ter sido demitido da Petrobras por “justa causa, envolvido em casos de corrupção e favorecimento”.

Será aquela máxima: antes de condenar o passado de alguém, lembre-se, o passado que hoje você condena pode acabar se tornando no seu futuro.

Na entrevista, o senador Rogério disse que “Roberto carrega um passado que precisa ser investigado a fundo”. E ainda deixou no ar que Luiz Roberto é “suspeito de desvio de recurso” da Petrobras.

No mesmo dia o site Revista Realce, publicou “Exclusivo: documento aponta que Luiz Roberto foi demitido da Petrobras por favorecer empresa de irmão” Alguns trechos:

“A situação que já não estava nada boa para a campanha de Luiz Roberto (PDT) na corrida pela prefeitura de Aracaju, tende a piorar significativamente após ter vindo à tona, nesta semana, o real motivo de sua demissão na Petrobras. Um documento obtido de forma exclusiva pela Realce revela que o pedetista foi desligado da estatal por justa causa em abril de 2019, após um relatório interno indicar seu envolvimento em práticas de favorecimento que beneficiaram a empresa de seu irmão, Téo Santana.  O documento — anexado no site da revista — que resultou em sua demissão indica que, entre 2009 e 2014, Luiz teria facilitado a liberação de pagamentos à Mega, empresa de seu irmão. A análise de e-mails corporativos revelou trocas de mensagens que sugeriam a relação imprópria e a possível prática de atos ilícitos que contrariaram o código de ética da Petrobras. Além disso, o relatório destacou a existência de tratativas para que Luiz Roberto recebesse parte da verba de um contrato de patrocínio firmado com a empresa Fama Eventos, levantando mais suspeitas sobre sua conduta. Em um e-mail datado de 8 de agosto de 2014, foi identificado um diálogo onde Téo Santana mencionava valores relacionados a pagamentos, incluindo a sugestão de que o irmão seria um dos beneficiários.”  Aqui toda matéria como também a documentação citada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não adianta justificativa, num país sério uma denúncia desta gravidade seria motivo para uma renúncia imediata da disputa à prefeitura. Mas é o Brasil, país onde a maioria da classe política acha que pode tudo e para isso conta como o esquecimento generalizado. Uma pessoa sensata comum problema destes se recolheria a discrição eterna.

Só um lembrete: por mais que o marketing do mal, fruto da política gananciosa, tente mudar o jogo nestes últimos dias não conseguirá mudar a má sorte. A incompetência, os graves erros do passado do atual prefeito e do seu candidato já estão na cabeça da maioria do eleitorado aracajuano.

É simples saber quem fala a verdade neste caso: basta Luiz Roberto apresentar o contracheque de Aposentado para desmentir Rogério. Simples, muito Simples.

Resposta! Em entrevista, Luiz Roberto confirma processo na Petrobras, mas nega envolvimento do irmão: “é mentira”

 Por FAN F1: Na quinta-feira, 26, o Jornal da Fan iniciou uma rodada de entrevistas com os candidatos a prefeito de Aracaju, que chegam à reta final de campanha. A ordem das entrevistas foi definida em sorteio junto às assessorias. Assim, o candidato Luiz Roberto (PDT) inaugurou a última rodada de entrevista que antecede o dia da eleição. Entre os assuntos, Luiz respondeu às recentes polêmicas envolvendo a prefeitura de Aracaju e também pessoais, entre elas a acusação – feita pelo senador Rogério Carvalho – de que o candidato teria sido demitido por justa causa da Petrobras, em razão de atos incompatíveis com a função. O candidato do PDT confirmou que existe um processo na Justiça Trabalhista, mas negou envolvimento das empresas do seu irmão Téo Santana. “Veja, todo mundo conhece as pessoas aqui em Aracaju. Em 2017 foi aberto um procedimento interno na Petrobras, eivado de perseguição política. Alguns executivos da companhia em todo o Brasil receberam esse tipo de procedimento na época do governo Temer, que perseguia quem tinha vinculação política,  e não tinha nada a ver com as questões de meu irmão. Nada. O que ontem foi publicado é mentira. A punição que foi colocada à minha pessoa está sendo discutida judicialmente na Justiça Trabalhista. É uma questão pessoal minha contra a companhia na Justiça do Trabalho. Não tem nada a ver de vínculo com meu irmão”, explica Luiz.  O candidato explicou que parte do processo foi apurado – com as investigações relacionadas à conflito de interesse – mas parte do caso já foi arquivado.  “O que foi apurado lá foi um conflito de interesse de uma outra situação, inclusive que foi apurado num procedimento dentro do Ministério Público Estadual,  e que foi arquivado. E é esse documento que eu tô apresentando à Justiça do Trabalho e dizendo, olha, o Ministério Público Estadual diz que não houve dolo, que não houve favorecimento e não tem nada a ver com as empresas de meu irmão. Inclusive, meu irmão foi absolvido num procedimento que apurou, inclusive, essa relação que eu sequer fui indiciado. Então, foi uma perseguição política, à época, que foi encerrada em 2019 e que tem um procedimento na Justiça do Trabalho”,  afirmou o candidato. Luiz disse ainda que a acusação feita pelo senador Rogério Carvalho visa “destruir” sua imagem. Toda matéria aqui.

Ao amigo, Luiz Eduardo Costa, ou melhor, Dual O titular deste espaço conhece o jornalista Luiz Eduardo Costa deste muito jovem, quando estudou com o filho dele, Paulo Costa Neto e frequentou muito a casa da família então na Rua de Lagarto, comandada pela cativante e generosa Dona Ana, mãe dele. Aos 84 anos, aquele que foi um dos maiores textos da imprensa sergipana hoje vive o “Outono do Patriarca”, não na solidão do poder, mas na solidão de um comportamento antidemocrático por muitas vezes tão criticado por ele na classe política.

“Quadrilheiro” denunciado por ele virou amigo do peito A questão maior do amigo Dual, não foi apenas o loteamento dos horários da rádio para a oposição, mas a atitude dele próprio em achincalhar os adversários, através de ações antidemocráticas, para não dizer sujas. O candidato a vice da chapa que ele apoia, o Pank, na eleição passada foi denunciado por Dual como “quadrilheiro” por várias vezes (o blog tem o áudio).

A simbiose do Outono do Patriarca de Gabriel García Márquez e a ditadura radiofônica de Dual A mais recente façanha de Dual foi anunciar um programa todas as terças-feiras a partir das 16h. Recentemente usou 40 minutos para tentar justificar, através do bordão da liberdade expressão, a mudança, e está ao lado de quem antes era “quadrilheiro.”  Enquanto García Márquez expõe no romance Outono do Patriarca as mazelas das ditaduras latino-americanas, Dual, no devaneio “Dualino” dele, expõe para os admiradores e colegas de imprensa que a idade, em alguns casos, chega para enlamear um legado que ficaria na história do jornalismo em defesa da democracia e da liberdade de expressão. O realismo de hoje de Dual e a rádio dele, a Xingó FIM, é um cenário de uma ditadura protagonizada pelo “General”, de Garcia Márquez. E como tal, Dual incorporou os atos e a velhice do “General”.

Às vezes é preciso ouvir o chamamento da razão para evitar o ataque da má sorte, como bem escreveu Baltasar Gracián Paz e Bem grande Dual que essa fase acabe depois do resultado de 6 de outubro e a democracia volte a reinar não só na rádio Xingó, mas no grande coração que você sempre teve e tem muito ainda a contribuir com Sergipe.

Inversão de valores “Valoriza-se bandido, e desvaloriza-se homens sérios”. Até quando?

Investimento em infraestrutura O Governo do Estado tem feito investimentos em obras com o intuito de Sergipe avançar e se desenvolver. No município de Itaporanga d’Ajuda, por exemplo, a comunidade da praia da Caueira vai receber calçamento em paralelepípedo. Nesta sexta-feira, 27, o governador visitará a obra, às 10 horas, e, às 11h, inaugurará a rodovia que dá acesso ao Povoado Costa, próximo ao Vidam. O investimento na região proporcionará melhorias para as comunidades local e circunvizinhas e auxiliará no turismo da região.

Ricardo Vasconcelos e a imagem do legislativo de Aracaju O leitor mais atento – que acompanha toda a imprensa – deve ter notado que nos últimos anos o legislativo de Aracaju melhorou muito no que diz respeito a transparência, a comunicação e o relacionamento com os anseios da comunidade. As gestões de Nitinho avançaram muito, inclusive com o concurso público. Agora, nestes quase dois anos chama a atenção a gestão sob a presidência de Ricardo Vasconcelos, que no primeiro mandato quebrou o tabu de ser eleito presidente e, mais do que isso, dinamizou ainda mais a transparência e a independência do legislativo, quando por várias vezes teve um debate dentro das quatro linhas com o prefeito Edvaldo Nogueira.  Este reconhecimento não é só de parte da imprensa, mas da quase maioria dos colegas de parlamento.

 Nota PL São Cristóvão Em nota pública, assinada pelo presidente do PL em São Cristóvão, Henrique Alves da Rocha, a Direção Municipal informa que o candidato a vereador José Cláudio dos Santos, “Paulista a Voz do Povo”, não será mais candidato a vereador pelo partido. Informa também que, em relação as denúncias veiculadas pela imprensa envolvendo o referido filiado, as mesmas serão analisadas pelo Conselho de Ética do PL, para as providências cabíveis.

Redução A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou redução nos números de acidentes com animais peçonhentos no primeiro semestre de 2024 em comparação ao mesmo período de 2023. Em números, até o mês de setembro de 2024 foram registrados 2.773 acidentes com animais peçonhentos, representando uma redução de 5,5% em comparação a este período no ano passado, com 2.936 casos. Entre os números, destacam-se os acidentes com escorpiões, abelhas e serpentes, respectivamente.

Senador Alessandro Vieira apresenta pacote de medidas para restringir apostas no Brasil O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou ontem, 26, um pacote de projetos de lei voltado à proteção das famílias de baixa renda e à restrição das atividades de azar. As propostas buscam limitar as apostas de pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e proibir a publicidade de apostas em todo o território nacional.

 Imposição de limites O projeto de lei 3718/24 altera a Lei nº 14.790/2023 para limitar as apostas de inscritos no CadÚnico, idosos e pessoas com dívidas ativas ou negativadas. Entre as medidas sugeridas está a imposição de limites sobre os valores que esses grupos podem apostar, a exemplo de: limite de perdas financeiras, seja em valor absoluto ou percentual; restrição de transferências mensais para plataformas de apostas; e limitação de valores mensais transferidos, com base na renda declarada pelo apostador.

Dados Segundo o estudo do Banco Central, beneficiários do Bolsa Família enviaram R$ 3 bilhões às plataformas de apostas em agosto de 2024, com graves impactos financeiros nas famílias de baixa renda. “Aposta não é investimento, e é preciso proteger quem está em situação de vulnerabilidade”, afirma o autor da proposta.

 Proibição publicidades apostas esportivas Já o PL 3719/24 busca a proibição total da publicidade de apostas esportivas em todo o território nacional. A única exceção seria a exposição de publicidade dentro de estabelecimentos físicos ou virtuais de apostas, desde que acompanhada de mensagens de alerta sobre os riscos do jogo, além de informações educativas sobre o jogo responsável.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/seu-passado-lhe-condena-luiz-roberto-e-a-acusacao-do-senador-rogerio/

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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