segunda-feira, setembro 30, 2024

Justiça Eleitoral recebe questionamento ilegibilidade de Luiz Roberto

  em 30 set, 2024 3:26

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

  “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desde que o senador Rogério Carvalho denunciou – na semana passada – que o candidato a prefeito de Aracaju, Luiz de Edvaldo, ou desculpe, Luiz Roberto, foi demitido da Petrobras por corrupção, partidos ingressaram na Procuradoria Eleitoral questionando a ilegibilidade dele por conta de se encaixar na Lei da Ficha Limpa já que a Petrobras é uma empresa estatal que é preciso concurso público para ser funcionário. Já outros entendem que por atuar numa atividade econômica esse caso não se encaixa na referida lei. O certo é que, pelo levantamento do blog, não tem nenhum caso semelhante já julgado, ou seja, não há jurisprudência.

E quando Luiz Roberto concedeu entrevista e disse que foi demitido  por questões políticas, deixa claro então que é uma empresa estatal que deve ser regida pela Leia da Ficha Limpa.

Um ponto que é consenso é que Luiz Roberto foi demitido da Petrobras e, o recurso que ele ingressou de tentar a reintegração na empresa não suspende a decisão. Por isso ele não tem contracheque da Petros – o fundo complementar da Petrobras, tem apenas o do INSS que ele ingressou pelo tempo de serviço, mas o gordo da bolada que recebida foi perdida com a decisão da demissão por justa causa com envolvimento com empresas de eventos e as provas apresentadas pela empresa no processo por fraude e corrupção.

 

 

 

 

 

Mas Cláudio a Justiça Eleitoral não referendou o registro da candidatura de Luiz? Verdade, mas pelo simples motivo de ninguém saber da demissão e, consequentemente, a Justiça Eleitoral não foi provocada para analisar o fato. Agora, com a representação dos partidos é aguardar.  

Agora tem o problema político que o blog avalia ser grande também: que candidato e aliado é este que esconde um problema desta magnitude para seus “padrinhos”? Principalmente o governador Fábio Mitidieri. Sem contar a Justiça Eleitoral e o principal interessado: o povo aracajuano.

Como quer ser um gestor da capital sergipana escondendo um passado de um obscuro caso de corrupção numa estatal federal?

Às vésperas do 1º turno, Luiz Roberto parece um náufrago à deriva esperando uma tábua de salvação enquanto muitos integrantes do “navio” pularam na semana passada quando o senador tocou fogo no parquinho, ou melhor, na embarcação eleitoral.

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Canindé: Jornal do Estado destaca investigação da polícia e do Gaeco sobre o candidato identificado como “Vaqueiro” que teria envolvimento direto com o PCC O Jornal do Estado da TV Atalaia (vídeo acima) informou que em Canindé do São Francisco uma investigação da polícia e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) está causando polêmica porque uma candidato a prefeitura identificado como apelido de “Vaqueiro” pediu acesso ao andamento das investigações e não conseguiu. O acesso via Habeas Corpus foi negado pela justiça. “O Vaqueiro teria envolvimento direto via PCC, inclusive atuando como testa de ferro dos criminosos no sertão sergipano”, diz a matéria lida pelo competente jornalista Gilvan Fontes. Segundo a matéria o político em 2022 chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão pelos agentes do Deotap. “Para o Gaeco que coordenou as investigações o vaqueiro passou a ter uma visível ascensão financeira e social depois da chegada de um integrante do PCC na cidade de Canindé. O criminoso influente do Primeiro Comando da Capital seria o responsável direto por constantes remessas de dinheiro para as contas do político que que disputa a prefeitura do município. Ele inclusive teria comprado vários imóveis, carros de luxo, fazendas e lojas. Segundo os promotores de Justiça que atuam no Gaeco muitos destes bens foram colocados comprovadamente em nome de parentes e amigos que também já constam do processo de investigação criminal”, explicou a matéria. A produção do telejornal tentou localizar o candidato e seus advogados, mas não teve acesso. 

Fatal Contradição. Moralidade em jogo e quando convém A crescente presença da Fatal Model, uma plataforma de anúncios de acompanhantes, em comerciais de televisão e jogos de futebol tem levantado preocupações quanto à violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Especialistas em proteção infantil alertam que a exibição desse tipo de publicidade em horários de grande audiência, especialmente durante transmissões esportivas, expõe crianças e adolescentes a conteúdos inapropriados, normalizando a exploração sexual e desrespeitando o princípio de proteção integral previsto no ECA. Organizações da sociedade civil já se manifestaram, defendendo a proibição imediata da divulgação dessas marcas, citando o impacto nocivo que esse tipo de propaganda pode ter sobre o público infantojuvenil.

Fatal Contradição. Moralidade em jogo e quando convém II  No entanto, a omissão de setores da direita em relação ao tema tem sido motivo de crítica. Nenhum representante conservador, mesmo aqueles que frequentemente pautam a proteção dos valores familiares, se pronunciou contra a publicidade da Fatal Model. Essa falta de posicionamento revela uma contradição, já que, em outras situações, figuras políticas desse espectro se mobilizam vigorosamente contra temas que alegam prejudicar a moral e os bons costumes. O silêncio, portanto, levanta questionamentos sobre a coerência desses grupos, sugerindo que os interesses econômicos envolvidos podem estar se sobrepondo à defesa efetiva dos direitos das crianças e adolescentes.

Silêncio Fatal: A Moralidade Vai Bem, Obrigado – Desde que seja à Direita Curioso o silêncio absoluto de Emília e Rodrigo Valadares, conhecidos paladinos da moral e dos bons costumes. Devotos como são do conservadorismo, era de se esperar que ao menos um “ai” fosse dito sobre a publicidade da Fatal Model em plena televisão aberta. Mas, quem sabe, o nome da marca talvez tenha acertado em cheio: o silêncio foi… fatal. E se fosse a esquerda promovendo algo assim? Já estaríamos ouvindo gritos contra a decadência moral, o apocalipse familiar e o colapso da civilização. Mas, por enquanto, parece que só há indignação seletiva — quando convém. Afinal, entre valores e interesses, os ‘bons costumes’ sempre dão um jeitinho, não é?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adema e polícia ambiental flagram crime ambiental cometido pela Carmo Energy Na última sexta-feira, 27, no Jornal da Mega FM, apresentado por Antero Alves, o repórter Cláudio Salviano, in loco, mostrou uma fiscalização no município de  Japaratuba – no Alto de Jericó – fruto de uma denúncia de um possível crime ambiental praticado pela empresa Carmo Energy responsável pela exploração de petróleo no município vizinho de Carmópolis e atua na referida área também.  No local, a fiscalização da policial ambiental e a Adema.

 Resíduos sendo enterrados no solo O repórter colocou no ar o  que a empresa não estava colocando resíduos nos tanques, mas sim enterrando no solo usando uma retroescavadeira. Cláudio Salviano entrevistou o policial Everton José que informou rapidamente sobre a abertura do inquérito policial, com a ouvida de todos os envolvidos, inclusive com o relatório da Adema e os dados da polícia ambiental. Por parte da empresa, o gerente, que é engenheiro ambiental foi conduzido para a delegacia para prestar depoimento e deve ser responsabilizado juntamente com a empresa pelo crime ambiental cometido.

Reforma em escola O governador Fábio Mitidieri está focado em transformar a educação pública do Estado e tem realizado uma série de inaugurações com obras em escolas. O intuito? Garantir um espaço que ofereça qualidade e conforto aos alunos da rede estadual. Nesta segunda-feira, 30, será a inauguração da reforma do Centro de Excelência Nelson Mandela, às 10h, no bairro Luzia. Na semana passada foram duas entregas, também na capital, unidades escolares que receberam modernas quadras poliesportivas, campo de futebol de areia e até quadra de volêi de praia. Com esta, serão 55 obras obras entregues na Educação.

 Silvany Mamlak é a primeira mulher a presidir a FAMES A Federação dos Municípios de Sergipe (FAMES) elegeu, na sexta-feira, 27, sua nova diretoria para o biênio 2025/2026. A chapa, que integra a diretoria e o Conselho Fiscal, terá, pela primeira vez, uma mulher como presidente da entidade: a prefeita de Capela, Silvany Mamlak. Ao todo, a chapa é composta por cinco mulheres e seis homens, construída respeitando a paridade de gênero e valorizando o trabalho das mulheres enquanto gestoras.

Composição Além de Silvany, a diretoria da FAMES contará com Esmeralda Cruz, prefeita de Carmópolis, como vice-presidente; Alan Andrelino, prefeito de Areia Branca, como tesoureiro; Marcell Souza, prefeito de Campo do Brito, como 1º secretário; e Christopher Divino, prefeito de Canhoba, como 2º secretário. Fazem parte do novo Conselho Fiscal os prefeitos Lara Moura, de Japaratuba; Anderson de Zé das Canas, de Frei Paulo; e Robson Martins, de Ilha das Flores, como titulares. Como suplentes, assumirão Assisinho, de Malhador; Jeane da Farmácia, de Nossa Senhora Aparecida; e Zete de Janjão, de Gararu.

Fortalecimento do municipalismo Para Silvany Mamlak, que assumirá a presidência em 2025, a missão maior é dar continuidade ao papel desempenhado por Sergipe no municipalismo nacional, sem deixar de lado a interlocução e capacitação dos municípios sergipanos. “A FAMES tem exercido um papel fundamental na qualificação da gestão pública. Nos últimos anos, foram muitas conquistas, tanto físicas quanto políticas, dando à nossa entidade um papel de destaque no Estado e nos tornando uma referência em todo o país, graças ao trabalho conjunto que realizamos com os prefeitos, de forma apartidária e coletiva. Agora, nossa missão é ampliar ainda mais a atuação da entidade, garantindo mais ações qualificadas e representatividade dentro do perfil e das necessidades dos nossos municípios”, explicou.

Auditoria O Banco de Leite Humano Marly Sarney (BLH), referência estadual em leite materno, passou por uma auditoria do Programa de Certificação da Fundação Oswaldo Cruz, nos dias 26 e 27 de setembro. A auditoria visa contribuir para a melhoria e qualidade do serviço. “A intenção é que esse serviço de referência de todo o estado de Sergipe possa capacitar os outros bancos de leite e postos de coleta, e compartilhar as boas práticas. Lembrando que a prioridade não é a quantidade, mas a qualidade do serviço ofertado, mostrando como é perfeito esse processo de pasteurização e de distribuição do leite”, explicou a auditora do programa, Celina da Silva Lira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Federação Espírita do Estado de Sergipe é reconhecida como de utilidade pública pela Câmara de Aracaju E no último dia 13 de setembro foi publicada no Diário Oficial do município de Aracaju a lei de número 6068 que reconhece como de utilidade pública a Federação Espírita do Estado de Sergipe – FEES. A FEES foi fundada em 5 de novembro de 1950, por ocasião da visita a Aracaju da Caravana da Fraternidade. O presidente da FEES, Júlio César Freitas em nome de toda diretoria agradeceu a todos os vereadores pela reconhecimento, através do vereador Elber Batalha Filho, autor do projeto de lei.

Leilão O III Leilão de Bens Móveis Inservíveis à Administração Pública de 2024 acontecerá no dia 11 de outubro, às 10h, no formato on-line. O edital está disponível para consulta no site da empresa RJ Leilões. Serão disponibilizados 105 lotes contendo veículos, sucata de diversos materiais e máquinas pesadas. Os bens poderão ser visitados nos dias 9 e 10 de outubro, das 8h às 12h, a partir de agendamento prévio por meio dos contatos disponibilizados no edital. A expectativa de arrecadação é de R$ 1 milhão.

Recorde histórico Sergipe atingiu a marca recorde de 336 mil trabalhadores formais no mês de agosto. A informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho na última semana. Para se ter uma ideia do crescimento expressivo de empregos, somente em agosto foram abertos 2.812 empregos formais, representando um crescimento 17% maior que agosto do ano passado. O setor de Serviços foi o que liderou a abertura de postos de trabalho, com mais de mil vagas, seguido pela Indústria, Comércio, Construção, Agropecuária, entre outros.

Recorde histórico II  “O governo vem buscando o desenvolvimento da agricultura, da pecuária, da construção do turismo e principalmente os grandes investimentos que o Estado vem fazendo na sua infraestrutura, atraindo grandes players que investem no mercado sergipano e que geram resultado para a população de Sergipe”, completou o secretário de estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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