terça-feira, novembro 29, 2022

1 ano voto decisivo Rogério orçamento secreto. Lula se renderá?

em 29 nov, 2022 4:04

                                                               Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
                                                “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.


E hoje, 29 de novembro, completa-se um ano que o senador Rogério Carvalho, PT de Sergipe, deu o voto decisivo para a manutenção do orçamento secreto. Primeiro ele deu como justificativa a autonomia do Poder Legislativo, depois tentou negar na campanha eleitoral. Não teve jeito, a rejeição de Rogério, principalmente na classe média, foi decisiva para a derrota eleitoral dele em 2022.

“Se é secreto é porque é desonesto”. Foi uma das muitas declarações de Lula na campanha contra o orçamento secreto.

Lula para ser coerente deveria assinar como primeiro ato o envio para o Congresso Nacional de um projeto de lei revogando o orçamento secreto. Porém, está costurando juras de amor com Artur Lira e em nome da tal governabilidade aceitará o orçamento secreto torcendo que o STF diga que é inconstitucional. Aliás, quem quiser saber mais uma excelente matéria do portal O Antagonista “O orçamento secreto já comprou Lula?”: https://oantagonista.uol.com.br/opiniao/o-orcamento-secreto-ja-comprou-lula/ 

 

Rogério hoje é apenas mais um parlamentar da bancada

Como o blog revelou na campanha, Rogério Carvalho não foi figura de frente da campanha de Lula. Agora ele é apenas mais um parlamentar federal e Lula jamais esquecerá do voto dele para o orçamento secreto e o tratamento que foi dado pelo senador e pela assessoria à filha do futuro presidente, Lurian, chegando a ser impedida de entrar no gabinete em Brasília por ciumeira política. Sem contas as confraternizações familiares com o senador Flávio Bolsonaro.

Em Sergipe, hoje, o ex-deputado federal Márcio Macedo, que deve assumir a presidência nacional do PT, e a atual vice-governadora, Eliane Aquino, são os dois petistas que têm mais acesso ao presidente Lula. Eliane só não será nomeada para um cargo federal se não quiser. Ao lado do senador Jacques Wagner, do deputado José Guimarães, o ex-deputado Márcio Macedo faz parte de um seleto grupo que tem o aval de Lula para o diálogo político-partidário com os parlamentares federais.

Nas conversas que tem com pessoas de Sergipe, de todos os partidos, Lula deixa clara sua preferência. Márcio hoje faz parte do chamado do “núcleo duro” de total confiança do presidente para aprovação dos projetos de interesse de Lula e a articulação no Congresso Nacional.

Rogério não está sofrendo perseguições e discriminações. Ele apenas está recebendo a mesma confiança que deu às lideranças petistas quando deu o voto decisivo ao orçamento secreto. Aliás, orçamento secreto que quase deu a vitória a Bolsonaro com os milhões que foram destinados nos meses que antecederam o pleito eleitoral.

Rogério paga hoje pela individualidade, por ter ido de encontro a decisão do PT. Ele priorizou o projeto individual e o castigo agora será a obscuridade no governo do próprio partido que ele renegou.

O Caro preço da Liberdade Há exatamente um ano este espaço passou por percalços no campo da amizade e financeiro por não se curvar aos ditames de quem queria toda a imprensa submissa e cega sobre a votação do orçamento secreto. O caro preço da liberdade. Foram momentos difíceis, mas que o blog conseguiu superar mais uma vez. O combustível sempre foi saber que estava no caminho certo. E o resultado eleitoral de 2022 avalizou que o caminho da verdade venceu as perseguições e o ódio. 

Novo ditador em Sergipe: senhor Marcos Andrade da Fecomércio E o senhor Marcos Andrade decidiu reunir o Conselho  de representantes da Fecomércio/SE, não para dizer que acatará a decisão judicial e a nova eleição que será comandada por Walker Carvalho. Tratou apenas do orçamento do próximo. Quando alguns conselheiros tentaram levantar a questão, ele não só não acatou discutir, mas disse que não constaria nem mesmo na ata a fala dos conselheiros. A Fecomércio tem um novo ditador, ainda bem que o fim está próximo…

SE: Renovação nas entidades empresariais: Fecomércio, Sebrae, FIES, entre outras O blog tem observado, ao longo dos anos, que as principais entidades empresariais do sistema S em Sergipe estão precisando de renovação e evitar que a política partidária tenha influência direta nas escolhas dos seus presidentes e diretorias. Não se concebe que pessoas que estejam exercendo um mandato, tenha algum cargo nos governos ou não seja empresário assumam cargos nas entidades que representam o empresariado do setor produtivo.

Contribuição mensal dos empresários  Além disso, todas elas são mantidas com a contribuição mensal que todo empresário paga na guia do INSS destinada à manutenção de todo o sistema S. A questão aqui não é pessoal, de filha de governador, ex-cunhado de ex-governador, de parente de parlamentar ou afins. Por exemplo, o Sebrae é mantido com contribuições dos empresários e por isso eles que devem comandar e não indicados políticos ou qualquer outra pessoa sem conhecimento da área empresarial.

História se repetirá? Eleição Sebrae/SE acabará na Justiça?  Em 2008, a eleição para o Sebrae/SE parou na Justiça, chegando a ser anulada pelo juiz da 4ª Vara Civil. Naquele momento, o então governador, Marcelo Déda tentava mudar essa “lógica” surreal de colocar apadrinhados políticos numa entidade empresarial gerida com os recursos deles mesmos. Pelo jeito a eleição deste ano do Sebrae, que será em dezembro vai acabar na justiça.

FIES: 20 anos com o mesmo presidente. Urge uma renovação urgente No próximo ano, o atual presidente da Federação das Indústrias de Sergipe – FIES, senhor Eduardo Prado de Oliveira, completará 20 anos à frente da entidade. O empresariado espera que ele passe o comando para uma nova geração. Para isso já estão cuidando de tudo, inclusive de fichas, que são objetos de piadas, já que não têm valor nenhum, principalmente juridicamente. E um pente fino está sendo passado nos 16 sindicatos que compõem a FIES. Com certeza não terá nenhum sem representatividade e nas “mãos” de parentes e funcionário. Não é?

Fábio Mitidieri cumpre agenda em Brasília antes de retornar a Aracaju Após representar Sergipe na primeira missão internacional depois de eleito, Fábio Mitidieri cumpre agenda política em Brasília, onde está finalizando o segundo mandato de deputado federal, e só depois retorna para o estado, na quinta, dia 1°.

Prefeitos Nesta terça-feira, dia 29, ele recebe os prefeitos de Santa Rosa de Lima, Júnior Macarrão e de Umbaúba, Humberto Maravilha. Na quarta, 30, participa de reunião com empresários. De volta a Sergipe, Fábio retoma participação nas reuniões de transição administrativa no Palácio Museu Olímpio Campos.

 CUT/SE presta solidariedade à Comunidade Escolar alvo de atentado em Aracruz/ES A Diretoria da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) expressa solidariedade a toda a comunidade escolar, amigos e familiares das professoras e crianças assassinadas em Aracruz, no Espírito Santo, por um adolescente que invadiu a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Ensino Médio Primo Bitti e o colégio particular Centro Educacional Praia de Coqueiral.

Ameaças As escolas já vinham sofrendo ameaças, mas a segurança pública de Aracruz não foi capaz de impedir o atentado contra a comunidade escolar. Além disso, o assassino é um adolescente filho de PM e usou as armas da Polícia Militar e o carro do pai para executar o atentado que assassinou 4 pessoas e feriu 11.

Mortes A garota de apenas 12 anos Selena Zagrillo e as professoras Cybelle Passos Bezerra Lara (45 anos), Maria da Penha de Melo Banhos (38 anos) e Flávia Amoss Merçon Leonardo (28 anos) foram assassinadas. Atualmente duas crianças e mais duas professoras seguem internadas em estado gravíssimo, além disso, mais 3 pessoas foram feridas.

Luta A Diretoria da CUT/SE deseja paz e serenidade aos familiares de todas as vítimas do atentado terrorista, assim como vai continuar lutando para vencer a cultura da intolerância política, a cultura do ódio, a xenofobia, o ataque às instituições democráticas e a cultura da violência no Brasil.

Senadora revela preocupação com mortes e alto número de registros de Dengue A senadora Maria do Carmo Alves alertou sobre os cuidados que os sergipanos devem adotar para evitar contaminações por Dengue, Chikungunya, Zika e outras doenças que têm provocado lotações nas unidades de saúde por todo o Estado. “São doenças, cujos sintomas muito se confundem com a Covid-19 e têm levado centenas de pessoas, diariamente, ao atendimento básico e outras aos hospitais em decorrência de complicações. Adotar os cuidados necessários para evitar ser contaminado, é a primeira decisão”, disse a parlamentar.       

Este ano foram registradas 12 óbitos e mais de 4.600 casos confirmados A fala de Maria do Carmo foi fundamentada nos dados disponibilizados pelo Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde (SES) que, só este ano, registraram 12 mortes, 4.641 casos confirmados de Dengue, além de 12,6 mil notificações.  A Chikungunya matou duas pessoas e contaminou 3.470 sergipanos, além de pouco mais de 7.700 notificações formuladas. “São doenças que têm atingido adultos e crianças”, alertou a senadora sergipana, revelando a sua preocupação com o problema que, no seu entender, tem se alastrado e, se não houver ações incisivas de enfrentamento, poderá gerar um problema, ainda maior, para a saúde pública.

Fantasma “Ainda estamos vivendo com o fantasma da Covid que voltou a assustar toda a população. Não podemos permitir que outras doenças, apontadas como virais, possam se alastrar e sair do controle”, afirmou Maria do Carmo, para quem, além das campanhas de conscientização é preciso sensibilizar e orientar as pessoas. “Muitas vezes, as campanhas, por mais didáticas que sejam, não são compreendidas”, disse. 

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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