sexta-feira, fevereiro 28, 2020

PODERÁ HAVER ENTENDIMENTO DE FRAUDE.

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Foto Divulgação do Google



Depois de uma reunião familiar, aconselhei a Dra. Jurema Matos Montalvão, a pedir exoneração do cargo de Procuradora Geral do Município de Jeremoabo para o qual fora nomeada recentemente pelo Sr. Prefeito Municipal, ao qual agradecemos a confiança, por não ser possível a existência de dois procuradores, um de direito, ela, e um de fato, o procurador adjunto Ailton.
Nomeada a Dra. Jurema, no mesmo dia, o procurador adjunto Ailton preparou uma portaria lhe dando aumento, equiparando seus vencimentos aos pagos à Procuradora, o que foi acolhido pelo Sr. Prefeito, sem processo administrativo, sem ouvida prévia da Procuradora e sem publicação no Diário Oficial do Município. Se ele recebeu os vencimentos equiparados deve restituir ao erário público municipal.  Se não devolver, haverá malversação do dinheiro público.
Alguns trabalhos estão com ela e assim que concluídos, no início da próxima semana, espero que deixe o cargo, o que fica ao arbítrio dela.
Com o povo e o trabalho desenvolvido nas áreas da saúde e infraestrutura o prefeito vai bem, contudo em face das reiteradas publicações pelo blog dedemontalvao quanto aos aspectos da legalidade e moralidade administrativa, entendemos que deveríamos participar da Administração, na condição de jeremoabenses, através da Dra. Jurema, em trabalho a ser ali desenvolvido visando a legalidade dos atos da administração pública e preservando a figura do Prefeito de futuras ações de improbidade administrativa ou de ação penal.
Particularmente, há mais de 40 anos me dedico ao direito público. Meus filhos, os Drs. Igor Montalvão, Procurador Geral do Município de Paulo Afonso, e Camila Montalvão, são prós graduados em Direito Público Municipal, estando a Dra. Jurema se especializando na matéria.
Acreditamos na prestação dos serviços pelo Poder Público, especialmente nas áreas da Educação e Saúde. Sou egresso da escola pública de qualidade.
Com base na publicação do blog dedemontalvao, abri o DO do Município de Jeremoabo, edição de 21.02.2020, e vejo um aviso de Pregão Presencial nº. 004/2020 para contratação de empresa ou cooperativa para terceirização de mão de obra. Como a minuta do Aviso e do Edital do Pregão não passou ao crivo da Procuradora Geral de direito, de Dra. Jurema Montalvão, respirei aliviado, já que a decisão foi tomada pela Administração Municipal com o Procurador de Fato.
Aqui alerto Deri. Não se meta na encrenca se não quiser responder em ação popular, ação de improbidade administrativa e por crime de responsabilidade. A convocação do Pregão é um acinte, ato manifestamente ilegal, a tentar fugir a Recomendação do Ministério Público que solicitou a rescisão do contrato de todos servidores admitidos sem concurso público, exceto os exercentes de cargos comissionados.  O certo seria convocar processo seletivo simplificado, mediante concurso público, para preenchimento dos cargos vagos, até a realização de concurso público com ampla dimensão.
A lógica é simples. Contratando empresa ou cooperativa para formalização da situação dos ilegais, mantenho eles onde estão.  
A contratação de empresa ou Cooperativa para fornecimento de mão de obra é proibida por lei.  Inúmeras são as decisões do TCU. Se o pregão for levado adiante e alguma cooperativa for ganhadora, o Prefeito responderá por ato de improbidade administrativa, por crime contra a licitação e será obrigado a ressarcir dinheiro ao erário público, com perdimento dos direitos políticos por até 08 anos.
Só valerá a pena o exercício do cargo de Procurador Municipal de Jeremoabo, Autoridade Superior, previamente definir quem é o Procurador de sua confiança, exonerando quem assim não corresponder, e depois, para todos os seus atos ouvir previamente o Procurador, que deverá orientar o Prefeito para não vir praticar atos ilegais.
Um bom exemplo para Deri deverá ser Gordo, Presidente do Consórcio Interfederativo de Saúde da Região de Paulo Afonso que mantém a Policlínica de Paulo Afonso, que se receber o Parecer com a orientando a não praticar um ato, ele não o pratica.
Uma orientação a vedação da contratação de cooperativa:
“A permissão à participação de cooperativas em licitações que envolvam terceirização de serviços com subordinação, pessoalidade e habitualidade afronta os arts. 4º, inciso II, e 5º da Lei 12.690/2012, a Súmula TCU 281, o Termo de Conciliação Judicial entre a União e o Ministério Público do Trabalho, de 5/6/2003, e o art. 4º da IN-SLTI/MPOG 2/2008. A aparente economicidade dos valores ofertados pelo licitante nesses casos não compensa o risco de relevante prejuízo financeiro para a Administração Pública advindo de eventuais ações trabalhistas.”
Concluindo. Se ouvida a atual Procuradora de Fato do Município de Jeremoabo, por certo, ela iria emitir parecer opinando desfavoravelmente contra o processo licitatório na modalidade pregão.
Todo administrador público estará obrigado a obedecer aos princípios do “caput” do art. 37 da “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e,...”.
Uma orientação para controle da moralidade administrativa. Nomeado exercente de cargo comissionado, antes da posse, ele deverá exibir declaração de bens e folha de antecedentes.
No caso de Jeremoabo, entendo que o Procurador Adjunto esteve na campanha de Deri e exonerado o Dr. Adilson Ângelo do cargo, o Adjunto esperava ser o escolhido, como fosse uma substituição natural, o que não é. Nomear Secretários e auxiliares diretos é ato da competência reservada ao Chefe do Poder Executivo.
O blog Dedemontalvao vem denunciando a existência de um loteamento irregular sob nome JR, salvo engano. Não sei de quem é e nem me interessa. Se a Dra. Jurema Montalvão viesse a permanecer no cargo teria que instaurar procedimento investigativo interno, requisitar do proprietário do imóvel transcrição imobiliária do imóvel em nome dele, planta do projeto, Cópia da transcrição imobiliária do Loteamento no Cartório do Registro de Imóveis, licença expedida pelo Conselho do Meio Ambiente, licença de construção, e se irregular, através da Secretaria de Obras, em cumprimento do Poder de Polícia Administrativa, determinar a demolição do que estivesse construído, depois  do devido processo legal.
Na nossa visão, a coisa pública deve ser tratada com respeito e obediência aos princípios da legalidade e da moralidade administrativa, como dizia Ruy Barbosa, dentro da lei, porque fora da lei não há salvação.
Mainha, Marita Montalvão, tinha lá seus ditados populares.” Meu filho, quem não ouve conselho ouve coitado”.
Que Deus proteja Deri.
Paul Afonso, 28.02.2020.
Fernando Montalvão.

Nota da redação deste Blog - Mais uma modalidade de aumento implantado na prefeitura de Jeremoabo, aumento oculto.
   

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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