quinta-feira, abril 26, 2018

Morre Abel Barbosa

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Morre Chefe Abel, o homem que emancipou Paulo Afonso

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Postado por Agência de Noticias da RBN/// ////Portal da RBN FM 93, 5 (WL)
Morreu na manhã desta quinta-feira (26) o ex-prefeito de Paulo Afonso, Abel Barbosa e Silva. Chefe Abel como era conhecido iria completar no dia 03 de Junho deste ano 90 anos de idade. Abel vinha sofrendo com alguns problemas de saúde em virtude da idade, recentemente tinha fraturado o fêmur e por conta disso era visto constantemente em cadeira de todas.
Por volta das 09hs da manhã desta quinta, Abel sentiu-se mal e foi levado para o Hospital Municipal Vereador Aroldo Ferreira, no BTN III, porém veio a falecer à caminho da unidade hospitalar.
O corpo de Abel Barbosa será velado na Câmara de vereadores de Paulo Afonso, o sepultamento ocorrerá às 10hs da manhã desta sexta-feira  (27).
Trajetória política e de vida de Abel Barbosa; 
Abel Barbosa e Silva nasceu em Pesqueira-PE em 03 de Junho de 1928, filho de João Barbosa e Silva e de Quitéria Maria de Jesus, iria completar no dia 03 de junho 90 anos de vida.
Abel sempre viveu intensamente envolvido com a política do Estado de Pernambuco, especialmente na região do Agreste do Estado, entre as cidades de Pesqueira, Canhotinho, Catende, Sertânia e em terras do Cariri Paraibano como Monteiro e outras das região, sempre acompanhando e atuando nas campanhas políticas de Agamenon Magalhães, Apolônio Sales, Barbosa Lima Sobrinho e outros.

Com a chegada da Chesf à região de Paulo Afonso, o pai de Abel, João Barbosa, veio com a esposa, para trabalhar na construção das Casas Tipo “O” do Acampamento da Chesf. Abel ficou no Agreste Pernambucano.
No início de Setembro de 1950, o pai de Abel morreu e ele chegou a Paulo Afonso no dia 03 de deste mês para apoiar sua mãe, D. Quitéria e nunca mais voltou para o seu Pernambuco.
Em Paulo Afonso, que ainda se chamava ForquIlha e Vila Poty, foi criando raízes. Fundou o Grupo de Escoteiros que passou a dirigir, como já fazia nas terras pernambucanas. Em Outubro 1953 elegeu-se vereador pelo Distrito de Paulo Afonso para a Câmara Municipal de Glória.
Ali começou, a partir de 1954, a trabalhar para aprovar o projeto de sua autoria para a emancipação política de Paulo Afonso. Conseguiu essa aprovação em 10 de Outubro de 1956 e continuou em luta intensa para que fosse aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia e então outorgado pelo governador do Estado. E o seu projeto virou a Lei Estadual 1.012 em 28 de Julho de 1958, assinado pelo governador Antônio Balbino de Carvalho que criou o Município de Paulo Afonso.
ABEL BARBOSA FOI O INVENTOR DE PAULO AFONSO
Na primeira eleição para prefeito, Abel foi derrotado por Otaviano Leandro de Morais que tinha o apoio aberto da Chesf, a grande potência econômica da época na região.
Elegeu-se depois vereador e foi reeleito várias vezes em um total de 16 anos (incluindo os 4 anos de Glória).
Assumiu a Prefeitura de Paulo Afonso por duas vezes. Na primeira, durante 1 anos e cinco meses (14/5/1974 a 16/10/1975) porque era o Presidente da Câmara. Na segunda vez, nomeado pelo governador Antonio Carlos Magalhães, no governo militar, por mais 6 anos, 4 meses e 27 dias (4/8/1979 a 31/12/1985).
Não mais se reelegeu. Optou em morar sozinho num pequeno bairro periférico da cidade, o Jardim Aeroporto. Recentemente sofreu um acidente doméstico e quebrou o fêmur pela terceira vez. Passou por cirurgia em hospital de Serra Talhada-PE e se recupera de forma surpreendente para a sua idade.
Desde então passou a morar em um apartamento anexo à casa do sobrinho conhecido por Peba, no mesmo Bairro Jardim Aeroporto onde, nesse dia 03 de Junho de 2017, dia do seu aniversário de 89 anos, alegre, sorridente, cheios de muitas histórias, recebeu os amigos João de Sousa Lima, Antônio Galdino e Sebastião Leandro que foi um dos seus escoteiros quando ganhou o apelido de Chefe Abel.
Por Antônio Galdino









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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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