terça-feira, setembro 20, 2016

Locutor da Coligação “Unidos com a Força do Povo, é ameaçado em Jeremoabo

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Locutor da Coligação “Unidos com a Força do Povo, é ameaçado em Jeremoabo

Por: Luiz Brito DRT/BA 3.913
Divulgação
O radialista Luiz José Ferreira de Brito, 61, anos, DRT 3.913, popularmente conhecido como Bob Charles, apresentador de programa político da Coligação “Unidos com a Força do Povo, encaminhou comunicado aos líderes do Programa Político do PSD, informando que ontem segunda-feira, 19, foi ameaçado por um grupo de cerca de cinco homens no centro de Jeremoabo. A vítima relatou que: “após concluir os trabalhos de estúdio, retornava para a rodoviária por volta das 16h20, quando fui abordado pelo grupo ligado ao candidato da oposição capitaneado pelo candidato Derí do Paloma, visivelmente enfurecido, tendo um deles me ameaçado. O agressor fazia referência a um trecho veiculado em um dos programas de rádio do PSD que mencionava o nome da esposa de Derí, Albertina. Por várias vezes tentei explicar que era apenas o âncora do programa e que não tinha qualquer participação na construção do conteúdo dos programas, porém, o homem ignorou os argumentos e ainda agarrou no colarinho da minha camisa, soltando em seguida. A ameaça foi feita na presença de várias testemunhas. Minutos antes de tomar o ônibus que para meu desespero atrasou mais do que o habitual, um carro estacionou nas proximidades da rodoviária de onde saltaram dois homens (jovens) que se dirigiram em minha direção com aspecto de raiva e um deles disse: “A partir de amanha (terça-feira) não fale mais no nome de Derí”, acenei positivamente e tratei de desaparecer do local. Eles retornaram ao carro e tomaram rumo ignorado. As ameaças serão registradas nesta terça-feira 20, na delegacia de Jeremoabo. Diante do ocorrido, qualquer incidente que eventualmente me ocorra antes, durante ou mesmo depois do resultado da eleição, irei atribuir ao candidato Derí do Paloma (PP).  Acabo de dar conhecimento do fato ao Sindicato dos Radialistas do Estado da Bahia (SINTERP) e solicitei proteção ao Ministério Público por me sentir ameaçado e temer ser alvo de agressões físicas. “Classifico a ação como desespero que toma conta da oposição nessa reta final de campanha”, sentenciou Bob. A Polícia de Jeremoabo já iniciou as investigações na busca de identificar os autores.
Nota da Redação deste Blog -  o meu amigo radialista Luiz José Ferreira de Brito conta com todo meu apoio e solidariedade, não apoio violência nem ato de covardia, parta de que lado for e de que lado for.
Estamos numa democracia, todo mundo tem o direito de escolher e trabalhar do lado que bem lhe convier, desde que respeite o seu adversário. 
O período do coronelismo e ditadores já passou, embora ainda existam adeptos e saudosista em Jeremoabo.
Como disse no inicio, condeno sob todos os aspectos qualquer ato de violência, principalmente contra quem está trabalhando e no exercício da sua função.
Dito isso, e, conhecendo o candidato Deri cidadão pacato e pacifico, que vem sendo ofendido e agredido verbalmente e moralmente,  diariamente e, de forma covarde, grotesca, digna do tempo dos gangsteres . sem revidar nem tão pouco reagir, a não ser pelos trâmites legais através da Justiça, inclusive  mandando seus simpatizantes manterem a calma, acho impossível essa atitude covarde ter partido sua pessoa.
Na eleição passada militei ombro a ombro com o candidato Deri,, apesar de todos os ataques e todo tipo de violência e covardia sempre mantivemos a calma, a paz e a harmonia.
Portanto meu amigo Bob, com todo o meu apreço, com todo o meu respeito, e com todo o meu apoio irrestrito, não afirmo nem desminto porque não estou em Jeremoabo nem tenho provas,mas tudo isso poderá não passar de uma armação, não do seu lado que você é um homem de bem, mas de quem anda desesperado, pois o dinheiro corrompe, e quem ganha no mole sem trabalhar é capaz de tudo.
Portanto, encerro mais uma vez pondo todo o meu singelo apoio a sua disposição, todavia digo, que do outro lado nada é de se duvidar.
Bastar dar uma volta ao tempo e fazer um retrospecto na eleição passada, e olhar quem sempre praticou a violência, o desrespeito e  DESARMONIA, entre conterrâneos e  irmãos..
Para não esquecer, até o falecido João Ferreira que sempre foi um homem de paz, devido a poleticagem, arcaica rasteira e covarde, "deram pontapés na sua BUNDA".
Infelizmente seus familiares já esqueceram desse episódio vergonhoso e covarde. 

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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