quarta-feira, setembro 21, 2016

Faltam apenas onze dias para Jeremoabo receber a "carta de alforria"



Graças a Internet, a muita gente de fora que veio trabalhar em Jeremoabo, bem como a grande maioria dos jovens que com todo sacrifício se deslocaram para cidades circunvizinhas em busca de conhecimentos através do curso universitário, Jeremoabo está começando a enxergar e apelar para mudanças, do jeito que está não pode continuar.
Grande parte da população já começou a entender que o dinheiro público é do povo, é para ser aplicado em benefício do povo e não de uma casta privilegiada.
Faltam onze dias para a mudança tão esperada, se o candidato eleito não corresponder a expectativa, o povo já aprendeu a formula da mudança. 
Só a história dirá os benefício e os malefícios dessa eleição de 2016, no entanto, no meu entender está havendo avanços para melhor.
Só com o tempo a população irá entender a camisa de força em que estava metida.
Um grupo se apoderou do poder, e  vem mantendo esse poder como meio  de vida,  poder esse para beneficiar os próprios, alguns da família e amigos próximos.
Para isso usaram a estratégia de com o dinheiro do povo, tapear alguns,  "presenteando" com empregos inseguros e sem concurso.
Esse emprego funciona como uma espécie de corrente, onde o cidadão permanece preso como se um animal fosse.
A máquina foi bem montada e arquitetada, para permanecerem no poder, seguraram, beneficiaram e prestigiaram alguns comerciantes influetes em detrimento da maioria.
Tentaram montar um esquema para amordaçar quem tivesse um visão melhor e enxergasse a sujeira, para isso tinha advogados também ímprobos para  tentarem através da justiça  amordaçar, calar quem ousasse escrever ou divulgar qualquer irregularidade por eles praticadas.
O povo calou, ficaram com a faca e o queijo na mão para fazer suas trambicagens  sem  que ninguém incomodasse  ou ousasse denunciar.
Como nada é eterno, apareceu um cristo um  "Cristo" para ser crucificado para libertar os demais pecadores, estou me referindo agora ao candidato João Ferreira, hoje já falecido.
Para não perderem as benesses do poder, usar de toda baixaria, e tudo de esdruxulo que existe contra o candidato João Ferreira, tripudiaram, xingaram, mentiram, chutaram, tudo de ruim que puderam praticar praticaram.
Como toda ação provoca uma reação, após as eleições fundamos a turma da resistência com Lalai hoje candidato a vereador , Gordo o Uellington Varjão este para lavar a honra do seu pai que injustamente foi caluniado  pelos " poderosos chefões", e o  Pedrinho de João Ferreira que atualmente deu uma de Lula esquecendo tudo, não sabendo de mais nada, e se juntando aos detratores da sua família. 
Os chefões notando que essa turma de resistência seria o início do fim do seu prepotente e corrupto (des)governo, tentaram partir para o ataque.
Usaram advogados da prefeitura para processar quem falasse a verdade  e tivesse a ousadia de publicar qualquer improbidade,
Não adiantou porque ninguém se intimidou, só nos fomos premiados com mais de uma dezena de processos infundados, derrubados de um a um.
Lalai também tentaram processar, só que o tiro saiu pela culatra.
Para não alongar muito, enquanto a resistência permaneceu unida, foram ajuizados mais de uma centena de processos contra os corruptos cafetões da prefeitura, que até hoje surtem efeito, e que daqui a cinquenta anos ainda não terminará.
Como consequência disso tudo, estamos apreciando e documentado o povo de Jeremoabo bradando " chega de corrupção, chega de atraso, chega de escravidão, chega  de mentiras".
Faltam apenas 11 (onze dias) para recebermos a carta de euforia, e Jeremoabo se libertando do que há de pior na politica.  




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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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