sábado, julho 23, 2016

Caiu a ficha: Dilma já sabe que não volta e quer abreviar o impeachment

“Quero acabar logo com essa agonia”, afirma Dilma
Daniel Pereira e Laryssa Borges
Veja
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Politicamente, nada mudou. O regime político é presidencialismo de coalizão (tipo esculhambação), com distribuição de cargos a indicados por parlamentares, liberação das verbas das emendas políticas e tudo o mais. O que mudou na política foi apenas a Lava Jato, obrigando a corrupção a ser mais cautelosa. O resto é tudo igual, embora seja inegável que está bem melhor do que na Era do PT. Quanto à dona Dilma, já vai tarde. (C.N.)

Quais os governos em que as dívidas para com a União mais cresceram?

Charge reproduzida do Arquivo Google
Pedro do Coutto

Muito apressadinho, Conselho da Petrobras já aprovou a privatização da BR…

Charge do Chico Caruso, reprodução do Arquivo Google
Samantha Lima
Época

Ação da Abin contra terrorismo é arriscadíssima e pode provocar retaliações

Charge O Tempo 22.7.2016
Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Carlos Newton

Bondades e maldades que caracterizam a política nacional

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Carlos Chagas 

Temer demite Jorge Bittar da Telebras, envolvido em contrato de 400 milhões

Bittar armou uma saída apoteótica nos cofres da Telebras
Deu no site Blastingnews

Procuradoria pede urgência para o julgamento de Gleisi e Paulo Bernardo

Procuradoria argumenta que já éxiste “provas evidentes”
Deu em O Tempo

Executivo fez os pagamentos a Santana e Mônica por ordem de Vaccari, do PT

Fotomontagem sem autoria, reprodução do Arquivo Google
Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo
Estadão
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
A presidente afastada Dilma Rousseff nega ter autorizado o pagamento via caixa dois, a Assessoria do PT diz que nunca houve caixa dois, Lula afirma que não sabia de nada, e o advogado de Vaccari alega que as afirmações de Zwi Skornicki, Mônica Moura e João Santana perante o juiz Sérgio Moro não são confiáveis por ele querem forçar a delação. Ou seja, os depoentes se autoacusam propositadamente, com tudo combinado para que as acusações que se complementem, e tudo isso só para prejudicar Dilma, o PT e Vaccari. É muita perversidade. (C.N.)

Piada do Ano: Dilma diz que “não autorizou” o Caixa 2 da campanha do PT

Como sempre, Dilma Rousseff diz que não sabia de nada
Marina Dias e Gustavo Uribe
Folha
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, Dilma Rousseff não autorizou as pedaladas, não autorizou a compra da refinaria de Pasadena, não mandou subornar a família de Nestor Cerveró para evitar que fizesse delação, e também não autorizou o caixa dois da campanha do PT. Tradução simultânea: Dilma confessa que era uma figura meramente decorativa na Presidência. Se ela não autorizou nada,é  porque não mandava em ninguém no governo, os ministros faziam o que bem queriam.  Então, fica combinada a assim: a gerentona era apenas a mordoma, que agora tenta escapar da acusação de ser culpada de tudo. (C.N.)

Cientistas descobrem que o cérebro tem 97 regiões ainda desconhecidas

A imagem mostra as 180 áreas do cérebro nos hemisférios direito e esquerdo.
Novo mapa mostra que há 180 áreas distintas no córtex
Deu na revista Ciência

Novo depoimento confirma Paulo Bernardo no esquema do consignado

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Wálter Nunes
Folha

Renan diz a Temer que o impeachment está garantido, com seis votos de frente

Temer agradece o apoio de Maia e Renan no Congresso
Júnia Gama
O Globo

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGConforme informamos aqui na Tribuna da Internet, Dilma, Lula e o PT não conseguiram reverter um só voto e o impeachment já é uma realidade. Renan diz que já existem 60 senadores favoráveis e a cassação de Dilma depende de apenas 54 votos. Ou seja, Temer já tem seis votos de frente. (C.N.)












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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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