quinta-feira, junho 30, 2016


‘Mudam os parceiros, mudam os percentuais’, diz PF no relatório sobre Bernardo  



Paulo Bernardo diz que a prisão foi só para constrangê-lo
Fausto Macedo, Julia Affonso, Ricardo Brandt e Mateus Coutinho
Estadão
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGParodiando a música-tema do programa “A Grande Família”, que faz falta na TV, podemos dizer que “essa quadrilha é muito unida e também muito ouriçada”… E tem um aliado poderoso no Supremo. (C.N.)


PF prende Cachoeira, mas o empreiteiro Fernando Cavendish está foragido



Federais chegam ao condomínio onde mora Cachoeira, em Goiânia
Chico Otavio e Juliana Castro
O Globo
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se recorrerem ao Supremo e o ministro Dias Toffoli for escolhido relator, será tudo anulado – as prisões, a operação e a denúncia. Motivo:  O Globo e outros jornais foram informados e isso fere a privacidade dos réus, como aconteceu na Operação Satiagraha, que livrou o banqueiro Daniel Dantas de 10 anos de prisão e demitiu o delegado Protógenes Queiróz da Polícia Federal por ter vazado informações da operação. Quanto ao empreiteiro Cavendish, deve estar em Paris, seu destino preferido, para onde viajava sempre com o amigo e quase concunhado Sérgio Cabral. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe . (C.N.)


PORTA DE PRIVADA.
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Ufaaa!!! A ficha parece começar a cair, a questão não é o Bolsonaro, mas a censura e a falta de liberdade q sofreu q está em jogo, além da conduta seletiva do STF. https://m.facebook.com/story.php…
FINALMENTE: senador comenta ação contra Bolsonaro
"Para execrar o deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ), muitos fingem que são analfabetos. É comum, ...
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Temer esqueceu de dizer a Eduardo Cunha que ele não tem saída



Charge do Quinho, reprodução do site O Cafezinho
Pedro do Coutto


Era só o que faltava! Até o presidente do STJ mostra desconhecer a Constituição…



Falcão desconheceu a Constituição em ação de R$ 500 milhões
Carlos Newton


Dois presidentes são nenhum



Vaquinha do PT faturou no primeiro dia mais de R$ 50 mil
Carlos Chagas


Juiz da operação Custo Brasil critica ordem de Toffoli para soltar Paulo Bernardo



Bernardo foi solto pelo amigo de fé, irmão, camarada Toffoli
Gustavo Aguiar
Estadão


Temer encontra Cunha, Dilma encontra Renan e la nave va, fellinianamente…



Renan disse que Dilma está triste, mas aguerrida…
Deu em O Tempo

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A política realmente é uma atividade fascinante e surpreendente. Respondendo a grande número de inquéritos no Supremo, Renan Calheiros, presidente do Senado, instituição que está julgando o impeachment de Dilma, vai ao palácio residencial visitar a presidente afastada e na mídia não sai uma linha de crítica a esse ato tendencioso. Enquanto isso, o encontro entre Michel Temer e Eduardo Cunha parece até capaz de suscitar a declaração da Terceira Guerra Mundial. É interessante, não acham? (C.N.)


Toffoli abriu a porteira e mais sete presos da “Custo Brasil” já estão libertados



A lei manda que Toffoli se considerasse impedido de julgar
Márcio Falcão e Bela Megale
Folha
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGComo se diz lá no interior, por onde passa um boi, passa uma boiada. O ministro Toffoli abriu a porteira, agora o resto da boiada quer buscar o rumo de casa. Como já afirmamos aqui na Tribuna da Internet, Toffoli é amigo pessoal de Paulo Bernardo e deveria ter se considerado suspeito para julgá-lo. É o que diz o Código de Processo Civil, que Toffoli, como ministro do Supremo, decidiu desconhecer, jogando na lata do lixo a tentativa de maquiagem de sua biografia petista. A importância de o juiz se declarar impedido é tanta, que a ausência de tal fato pode gerar nulidade absoluta no processo(C.N.)


“Corrupção, sonegação, lavagem de dinheiro passaram a ser a regra”, diz Barroso


http://www.jornalgrandebahia.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Lu%C3%ADs-Roberto-Barroso.jpg
Barroso volta a defender o fim do foro privilegiado
Aguirre Talento
Folha 
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Há muitos outros absurdos no Supremo, um tribunal cujo decano Celso de Mello leva em média quase dois anos para publicar os votos que relata. A morosidade é espantosa e os ministros levam horas aparecendo na TV para discutir o óbvio, em julgamentos que podiam durar apenas 10 minutos. (C.N.)














Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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