segunda-feira, junho 27, 2016

Jornais “interpretam” a perícia do Senado e dizem que Dilma não deu pedaladas

Charge do Son Salvador, reprodução do Estado de Minas
Leandro Colon e Mariana Haubert
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA reportagem exige tradução simultânea, porque a Folha fez um esforço constrangedor para inocentar Dilma. O título original da matéria (“Dilma liberou créditos, mas não agiu em pedaladas, diz perícia do Senado”) é produto de uma “interpretação livre” dos repórteres, que se contradizem logo a seguir, ao assinalarem que foi violada a Lei de Responsabilidade Fiscal: “Os atrasos nos pagamentos devidos ao Banco do Brasil constituem operação de crédito, tendo União como devedora, o que afronta ao disposto no art. 36 da LRF”. Ora, ora, é justamente essa “operação de crédito” que caracteriza a pedalada. A Folha deu essa matéria às 10h28m, foi imitada pelo Estadão às 12h33m e depois por O Globo, às 13h26m. Ou seja, quando um jornal erra, os outros ficam solidários e também erram. E depois ainda chamam isso de jornalismo. (C.N.)

Ataques do delator Sérgio Machado ao Supremo serão repelidos pelos ministros

  Prisão de Estevão comprova o acerto do Supremo
Roberto Nascimento
 

Primo de Nelson Jobim deu propina de US$ 2 milhões por simples “cortesia”

               A “cortesia” de US$ 2 milhões foi parar na conta de Barusco
Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Deve ser brincadeira, ou então o tal AVC atingiu direto o cérebro do primo de Jobim. De toda forma, a desculpa de depositar 2 milhões de dólares na conta de outra pessoa apenas por “cortesia”, como toda certeza, passa a ser forte concorrente à Piada do Ano. (C.N.)

Reina a impunidade nas estatais que continuam fora da Lava Jato

                                                     Charge do Sponholz (sponholz.com.br)
Sérgio Roxo e Tiago Dantas
O Globo
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Como se vê, é da maior importância que a Lava Jato espalhe seus tentáculos por toda a administração pública, para realmente passar este país a limpo. A corrupção está disseminada e segue impune, na maioria dos casos. No dia em que o Dnit for investigado a fundo, o país vai estremecer. Mas quem se interessa? (C.N.)

Golpe criminoso de Paulo Bernardo pode ter sido aplicado também na Previdência

Charge do Nani (nanihumor.com)
Vicente Nunes
Correio Braziliense

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Esse golpe petista de Paulo Bernardo com certeza não ocorreu apenas no Ministério do Planejamento. Logo saberemos a real extensão dessa criativa maracutaia petista. (C.N.)

Senadora diz que operação para prender marido foi 'surreal'


paranaportal.uol.com.br
 
"O processo é em si uma condenação definitiva que vale para sempre", desabafou a senadora petista http://bit.ly/28ZkpRF
 
Ele abriu o zíper e começou a esfregar o pênis nas costas da vítima. O homem responderá em liberdade.
Leia a notícia: http://bit.ly/28ZHGWy <- clique="" link="" no="" p="">
Ele foi preso e encaminhado para a delegacia.
jornaldesergipe.com.br
 
"Em nenhum momento nós afirmamos que tinha ato direto dela. Neste caso, houve omissão por negligência. Ninguém está acusando a presidente de dolo ou má fé" http://bit.ly/28YykUZ
noticias.uol.com.br
 
Jeremoabohoje compartilhou a publicação de VEJA.
1 h ·
VEJA
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Um novo estudo sugere que estar infeliz em um relacionamento traz mais prejuízos para a saúde do que estar solteiro
Diário do Poder

A operação de crédito do banco com Bumlai foi realizada em outubro de 2004, e contou com a participação de Delúbio e Vaccari, segundo o MPF.
diariodopoder.com.br
 
Diário do Poder

A primeira prisão foi no Réveillon de 2015 para 2016, em Morrinhos (GO). De acordo com o inquérito, o homem abusou do filho de apenas 3 anos de idade.
diariodopoder.com.br
 
Ucho.info
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De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), o escritório de Gonçalves, que trabalhou em duas campanhas da senadora Gleisi Hoffmann (PT), recebeu mais de R$ 7 milhões entre 2010 e2015 por meio de esquema que funcionava no Ministério do Planejamento.
Gleisi em pânico: advogado-laranja da senadora petista é preso e pode fazer delação premiada Por Redação Ucho.Info - 27 de Junho de 2016 0 4…
ucho.info|Por Redação Ucho.Info
 
Implicante
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Não só as pedaladas fiscais ocorreram, como os créditos suplementares contaram com ações direta da presidente afastada
Não só as pedaladas fiscais ocorreram, como os créditos suplementares contaram com ações direta da presidente afastada
implicante.org
 
A dificuldade financeira das prefeituras, a possibilidade de punições nos Tribunais de Contas e a dificuldade em arrecadar fundos para a campanha são os principais motivos das desistências http://bit.ly/28YBZ86
 
 




Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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