segunda-feira, junho 27, 2016

Aposentado que foi demitido pode ter benefício integral

Quem se aposentou, seguiu trabalhando e foi demitido pode trocar de aposentadoria e ganhar um benefício sem desconto

A atriz Renata Santos, 34 anos Messi erra pênalti e Chile vence Copa América Mãe de Waldik Chagas mostra foto de garoto morto por guarda-civil
Ciclistas fazem festa junina na avenida Paulista A cabeleireira Fabrícia Rodrigues, 28 anos, reclama de falta de água Jogadores do Santos comemoram goleada em cima do Tricolor
FGV debate legislação

É tempo de leis e tribunais mais rígidos no Brasil pós-Lava Jato

Punição, leniência e prioridades

Por CARLA JIMÉNEZ - el país - 27/06/2016 - 00:21:04

Falar de obras públicas e Direito num evento patrocinado pela empresa Andrade Gutierrez pode soar suspeito no Brasil de hoje. Num momento em que a Justiça escancara um dos maiores esquemas de corrupção da história, onde as empreiteiras se associaram a políticos sob a legislação vigente, a pergunta é: onde estava esse mesmo Poder Judiciário quando essa trama subterrânea, descoberta pela Lava Jato, se movimentava livremente? Leia mais


Operação Custo Brasil

Investigadores apostam em Palocci como o próximo da fila

Antonio Palocci, ex ministro de Lula e Dilma

Por Andrei Meireles - Os divergentes - 26/06/2016 - 23:24:27
Paulo Bernardo foi preso, acusado de se beneficiar de um esquema formiguinha que roubou dinheiro de funcionários públicos em dificuldades financeiras. A Operação Custo Brasil determinada pela Justiça Federal em São Paulo, apesar de autônoma, meio que furou a fila. Em Curitiba, a expectativa era de que antes de Paulo Bernardo e os rolos no crédito consignado, a Lava Jato colocasse outras estrelas de governos petistas na roda.


De acordo com investigadores, estão bem adiantadas algumas apurações em relação ao ex-ministro Antonio Palocci. Em uma delas, relativa ao pagamento de propinas por causa da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, Palocci aparece junto com Erenice Guerra, outra ex-chefe da Casa Civil. Leia mais




Michel Temer

Senadores mostram ‘fatura’ do impeachment

Temer está sendo pressionado por senadores em troca de apoio no julgamento do processo de impeachment

Estadão conteúdo - 26/06/2016 - 23:03:37

Do apoio do Planalto em disputas locais a indicações para cargos em estatais e até para o comando do BNDES – o maior financiador de empresas do País –, o presidente em exercício Michel Temer está sendo pressionado por senadores em troca de apoio no julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. A votação final está prevista para acontecer até o fim de agosto. Leia mais
 
Rogério Rosso

Troca de Cunha por Rosso agrada ao Planalto

Há na Câmara 513 deputados

Por Josias de Souza - uol - 26/06/2016 - 22:33:52
Oficialmente, o Planalto não se manifesta sobre a sucessão interna da Câmara. Alega que a poltrona de presidente da Casa ainda não está vaga, já que Eduardo Cunha não renunciou nem foi cassado. Em privado, porém, auxiliares do presidente interino Michel Temer começam a sinalizar suas preferências. Submetidos a mais de uma dezena de nomes, mencionam o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) como uma alternativa que atenderia às necessidades do governo. O escolhido terá de completar o mandato de Cunha, que termina no final do ano.


Rosso é visto como representante do grupo de Cunha, autodenominado ‘centrão’. Foi por indicação do próprio Cunha que ele presidiu a comissão especial que deflagrou o processo de impeachment na Câmara. Leia mais
 

Custo Brasil: Advogado de campanhas de Gleisi Hoffmann se entrega à polícia

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Foto: Reprodução / Globo News
 

João Santana deve confirmar recebimentos em caixa 2 da campanha de Dilma

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Foto: Reprodução / Vimeo

Maranhão muda agenda de novo, mas diz que faltosos não sofrerão corte em salários

por Erich Decat | Estadão Conteúdo
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Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados

Menino picado por cobra na Chapada mexe pernas e volta a enxergar

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Foto: Divulgação / Graer
Domingo, 26 de Junho de 2016 - 15:20

Pesquisa diz que apenas 4,5% de escolas do país têm infraestrutura prevista em lei

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Ensino fundamental é o que mais sofre/Foto: Reprodução/Simão Jacinto

Atrações do Réveillon Salvador 2017 serão anunciadas nesta segunda

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Daniela no Réveillon 2016 Foto: Jefferson Peixoto / Ag. Haack / Bahia Notícias

desdobramento da Lava Jato

Advogado envolvido em Operação Custo Brasil é preso em Cumbica

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – Alan Marques - 9.jun.2016/Folhapress

Inquérito sigiloso apura se Renan recebeu propina no exterior

Jader Barbalho e Aníbal Gomes também são alvos; presidente do Senado nega favorecimento
entrevista da 2ª

'Velha política' ameaça a Lava Jato, afirma Transparência Internacional

Em visita ao Brasil, chefe da organização alerta para riscos de uma 'desmobilização da cidadania'

 


Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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