domingo, julho 06, 2014

89 anos de emancipação política de Jeremoabo: Na sua opinião, o povo tem o que comemorar?





Neste domingo, 06 de Julho, a cidade de Jeremoabo  deveria estar festejando seus 89 anos de emancipação política e o Portal Dedemontavao  pergunta: "Na sua opinião, o povo tem o que comemorar?".

A Gestão de um mesmo grupo político no poder  Municipal nos últimos 30 anos é apontado como um dos fatores que emperraram o desenvolvimento econômico do município e que se agravou em 2013 com falta de empregos, uma saúde precária, uma zona rural abandonada,   uma infraestrutura que deixa muito a desejar e uma corrupção em pleno vapor.
Acredito que talvez esse seja o motivo do (dse)governo municipal não haver comemorado nada, caso inédito no Brasil.
Também com o abandono em que se encontra o município, até  que em parte a prefeita tem razão de não haver o que comemorar, pois acabou e desmoralizou a cidade, que parece mais um lugar pós bombardeio .


Neymar recorre a especialistas para tentar jogar eventual final da Copa

Craque recebe médicos em casa e abre possibilidade de injeções para isolar dor na área fraturada se o Brasil chegar à decisão

Por Teresópols, RJ
Neymar, sua família e médicos especializados em coluna discutiram no último sábado uma alternativa  para deixar o craque em condições de disputar uma eventual final da Copa do Mundo caso o Brasil passe pela Alemanha na semifinal de terça-feira, às 17h, no Mineirão, em Belo Horizonte.  
Em visita à casa do jogador, no Guarujá, litoral de São Paulo, Mauricio Zenaide, médico do Santos, Rafael Martini, fisioterapeuta do clube, e Nicola Carneiro, especialista em coluna, o avaliaram e diagnosticaram a possibilidade de realizar infiltrações de analgésico. O diagnóstico é de que a lesão na terceira vértebra da região lombar da coluna, conhecida como L3, é a menos grave possível para a região.  
Os médicos disseram que, se alguém pudesse escolher um local da coluna para ter alguma lesão, seria justamente esse. Numa classificação científica que vai de A1 até C3 para fraturas das regiões lombar (atingida no caso do atleta) e torácica da coluna, a dele se encaixa na de menor gravidade. As lesões do grupo A são por compressão, enquanto as do grupo B acusam ruptura, e as do C, mais sérias, estão ligadas a desvios rotacionais.
Rafael Martini (ao centro), fisioterapeuta do Santos, chega à casa de Neymar (Foto: Bruno Giufrida)Rafael Martini (ao centro), fisioterapeuta do Santos, chega à casa de Neymar (Foto: Bruno Giufrida)
Neymar e a família avaliam a possibilidade de autorizar a execução do plano caso o Brasil vença a Alemanha em Belo Horizonte. O atacante teria de passar por um procedimento para bloquear a dor na região da vértebra fraturada após a joelhada do colombiano Zuñiga, nas quartas de final. Isso seria feito a partir de quarta-feira, dia 10. Seriam realizadas injeções de analgésico - as chamadas infiltrações - para isolar a área da fratura e permitir que o atleta recupere os movimentos.
Neymar Granja Comary (Foto: Ricardo Stuckert / CBF)Neymar ao deixar a Granja Comary no sábado (Foto: Ricardo Stuckert / CBF)
O sucesso da empreitada não é garantido - as possibilidades são poucas. Mas, caso o Brasil se classifique, Neymar parece disposto a tentar. Por ora, o estafe do atacante não confirma e também não nega a intenção.  
- A versão oficial é que ninguém agora está pensando nisso. Estamos pensando na recuperação do Neymar, não em carreira – afirmou Eduardo Musa, gestor da imagem de Neymar.  
A intensidade da dor será determinante. No momento da consulta ela ainda era muito aguda. As primeiras 48 horas são as mais dramáticas nesse tipo de lesão. O fato de ser uma região coberta por músculo agrava a dor. É ela que inibe os movimentos que o atacante precisaria fazer em campo, por isso as injeções seriam uma tentativa de isolamento da dor.
Segundo o diagnóstico, a fratura em si não causaria limitação de movimentos. Os envolvidos na operação já tiveram o cuidado de checar e descartar o risco de doping com a medicação a ser ministrada.
A CBF, assim que a lesão foi constatada, ainda no Castelão, em Fortaleza, liberou Neymar para fazer o tratamento em casa. O departamento médico da entidade não considera essa possibilidade e acha que os movimentos, principalmente de rotação, ficariam comprometidos. Grande parte do potencial de Neymar está em sua rápida mudança de direção. Também há a ressalva de que esse procedimento retardaria a consolidação da fratura. Inicialmente, o tempo de recuperação estimado para um lesão desse tipo é entre 40 e 45 dias.
fratura neymar lado esquerdo (Foto: arte esporte)


Fonte: Globo Esporte

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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