sexta-feira, junho 27, 2014

Nome do filme: Conto-do-vigário ou o Golpe do Concurso de Jeremoabo.





S&R Concursos e Pesquisas Ltda. 
 CNPJ: 00.170.791/0001 - 06
06 de junho de 2012. 

Nota de Esclarecimento ao Público. 

A empresa S&R Concursos e Pesquisas, responsável pela realização 
do processo seletivo para preenchimento de 118 vagas no quadro de servidores 
públicos, da Secretária de Assistência Social e Saúde do Município de Jeremoabo, 
preocupada com a segurança e lisura do certame, vêm a público esclarecer que até o 
presente momento aguarda um posicionamento da Prefeitura de Jeremoabo, em relação 
à divulgação da data de realização do concurso público, bem como quanto aos locais de 
prova. 
Ocorre que, de forma reiterada tentamos contato com o Sr. Prefeito para obter 
informações acerca do certame, sendo necessário ressaltar que encaminhamos diversos 
ofícios endereçados a Administração da Prefeitura, tendo em vista que o contato por 
telefone não foi satisfatório. Desta forma, ratifico, que até a presente data não obtive 
nenhuma resposta. 
Informa ainda, aos prezados candidatos que a empresa organizadora está como sempre 
esteve à disposição dos mesmos para dirimir qualquer dúvida, sempre primando pelos 
princípios básicos da nossa Carta Magna, no que diz respeito à moralidade e 
impessoalidade, afere-se disso, que a SR Concursos e Pesquisas, tem como intuito tão 
somente de não violar a dignidade dos candidatos já inscritos no concurso. 
Aos candidatos, em caso da necessidade de maiores informações, solicitamos 
consultar o site da empresa (www.srconcursosepesquisas.com.br) ou pelos telefones: 
(71) 3363-6455 ou 3378-6756. 
Por fim, fica cabalmente demonstrada a boa-fé da SR Concurso e Pesquisas, empresa 
organizadora do concurso, em realizar o presente concurso.(06/07/2012 - NOTA DE ESCLARECIMENTO - JEREMOABO


PUBLICADA AOS ANEXOS DO PROCESSO SELETIVO DE JEREMOABO UMA NOTA DE ESCLARECIMENTO AO PÚBLICO.
SEGUE O LINK : http://www.srconcursosepesquisas.com.br/v2/arquivos/anexos/a08cfcfc43b5d339a3c4060a28c200c1.pdf ) 




Ontem ao receber a denúncia de um cidadão que de boa fé que se inscreveu no Concurso da Prefeiturade Jeremoabo no ano de 2012,  onde o mesmo, acreditou que fosse coisa séria,mas na na relidade não pasou de ouro de tolo pois foi embromado,lancei uma matéria denunciando o golpe, inclusive transcrevendo o Edital e a relação das pessoas que su´postamente foram lesadas.
Hoje pela manhã para ter certeza do que realmente de concreto aconteceu, efetuei uma busca detalhada a respeito do escárnio praticado contra cidadãos de boa fé que acreditaram no engodo da Prefeitura.
Para ser justo informo que a malversação teve início no (des)governo de Pedrinho de João Ferreira e por incrível que pareça continua há mais de ano e meio no (des)governo da atual prefeita “anafel”.
São coisas que não consigo entender, se fosse qualquer paupérrimo que roubasse uma galinha ou um pote de margarina para sanar a fome, estaria dependendo de uma Habeas Corpus do STF para reaver a liberdade, todavia, como se trata de “poderosos” do Poder Público, continuam livres e ilesos, zombando da boa fé de quem acredita na honestidade.
Esse é um escândalo para se o Ministério Público ainda não agiu, tomar as urgentes providências, pois são centenas de brasileiros que estão sendo enganados, que caíram no golpe do concurso público de responsabilidade da Prefeitura de Jeremoabo.
Que terra é essa que as ditas “autoridades” cometem dolos, permanecem acobertadas pelo manto de impunidade e ainda zomba de quem é honesto?
Para não mais me alongar a respeito desse antro de corrupção, transcrevo abaixo uma nota da empresa responsável pela realização do concurso, onde acusa a irresponsabilidade da Prefeitura, e os desmandos com o dinheiro do Povo.
Em nome de todo esse povo que foi enganado, apelo para o Ministério Público de Jeremoabo, no sentido de que haja com todo rigor da Lei, pois esse é um caso que poderíamos ariscar a dizer que de calamidade público, só que calamidade de falta de honestidade.











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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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