sexta-feira, junho 20, 2014

Os vereadores de Jeremoabo falam a verdade, o povo que não entende.

Para confirmar o título acima, estou transcrevendo e fazendo uma análise com critérios da matéria do site Jeremoabo.com :
“Na última sessão da Câmara Municipal de Jeremoabo, muitos vereadores reconheceram a atuação da Deputada Fátima Nunes na região, após várias reflexões sobre atuação dos Deputados Federais e reflexão do vereador MANU, destacando Fátima Nunes, mesmo não Estaduais que foram votados em nosso município, a partir de uma votando nela, como sendo a única costumeiramente presente no município, induzindo até que merecia um apoio maior da comunidade em razão de sua defesa permanente da região. O vereador ANTONIO CHAVES também elogiou Fátima Nunes, citando sua militância desde a época de lutas na Igreja, embora tenha compromisso de grupo, entende ser a deputada uma boa alternativa. O vereador TIÃO reafirmou o compromisso de puxar o voto para Fátima Nunes. O vereador JAIRO, também destacou a atuação de Fátima Nunes mas admitiu que, infelizmente, a política nãos e define por mérito.
Todos também destacaram os deputados que levaram milhares de votos de Jeremoabo e não contemplam os municípios com suas emendas, principalmente os mais votados Felix Junior, Gildásio Penedo, Mário Negromonte pai e filho, Paulo Rangel e Leur Lomanto.”
Em outras palavras os vereadores afirmaram que não votam em quem pode trabalhar em benefício de Jeremoabo, mas no grupo que está no poder.
Cuspiram no prato que comeram, ao falar dos deputados que segundo eles não contemplaram Jeremoabo com suas emendas.
Como perguntar não ofende, pergunto: quem apresentou e mandou o povo votar nesses deputados?
Para não alongar muito essa matéria, transcrevo uma radiografia dos eleitores de Jeremoabo, esperando que a partir das eleições do presente ano, tenha autoestima e não permitam que coloquem mais uma vez o cabresto.

As três primeiras décadas do século XX foram marcadas pelo esforço do governo brasileiro numa tentativa de consolidar o sistema republicano recém-instalado. A monarquia era coisa do passado e concebida pelos integrantes do movimento republicano, antes mesmo da sua queda, como um sistema ultrapassado de governo e que, até então, impedira o Brasil de alcançar o progresso. Dessa forma, a “Coisa do Povo”, significado do termo latim res publica, implantada como sistema político em 15 de novembro de 1889, aparentemente traria grandes avanços para a população brasileira daquele período no que se refere aos direitos políticos.

Segundo o historiador Alfredo Boulos Júnior, “(...) na época do Império, era preciso ter uma renda mínima para votar; em outras palavras, o voto era censitário. Isso restringia o número de pessoas aptas a votar. A constituição republicana de 1891, no entanto, aboliu o voto censitário. O eleitor deveria ser alfabetizado e mulheres, monges, frades e soldados não votavam. Porém, ainda que a exclusão do direito ao voto continuasse grande, o número de eleitores cresceu bastante.” (História: Sociedade & Cidadania. p.60)

Embora houvesse de fato o aumento do número de eleitores, o resultado obtido nas urnas estava muito longe de expressar a vontade real dos votantes, ou seja, as urnas apuradas Brasil afora, sobretudo nas zonas rurais, e vale lembrar que aproximadamente 70% da população brasileira em 1920 morava na zona rural, explicitava o domínio político exercido pelos coronéis nessas regiões.

A charge acima proposta é do gaúcho Alfredo Storni e foi publicada em 1927 satirizando o então “voto de cabresto”. Os elementos dispostos na cena nos proporcionam informações preciosas para uma análise crítica acerca da ação e da manipulação dos coronéis nas eleições na primeira república brasileira. Diante do exposto até aqui, passaremos a análise da charge:

Do lado esquerdo da cena aparece uma mulher com um vestido e com uma expressão de desapontamento, decepção ou tristeza. Repare que logo abaixo do vestido está escrito SOBERANIA, sendo assim, subtende-se que o termo soberania, se atrelado a eleições diretas, ganha o sentido de “vontade, decisão ou a escolha do povo em sua totalidade ou maioria”. Neste quesito reside um aspecto curioso, pois a moça (soberania) encontra-se fora da urna (entre a moça, o político e o burro) demonstrando que os resultados que saíam de dentro das urnas não expressavam a real vontade do povo, mas sim das oligarquias regionais que acabavam forçando as pessoas que estavam sob os seus domínios, a votarem em determinados candidatos, daí talvez saia a justificativa da desapontada expressão presente no rosto da moça.

Do lado direito da urna estão dispostos um coronel (POLÍTICO) segurando um ELEITOR pela rédea, este representado com uma cabeça de burro e um cabresto (cabresto é um equipamento utilizado em animais de montaria como burros, jumentos, cavalos e que servem para orientar o animal segundo a vontade do montador). Nota-se a postura curvada do eleitor, submisso e cabisbaixo. Esta cena em si, simboliza exatamente o sentido da palavra cabresto, ou seja, o coronel conduzia seus subordinados a seção eleitoral obrigando-os a votar no candidato que estava atrelado ao seu interesse, seguindo a linha de raciocínio de que “o que fosse bom para o coronel, seria bom para seus dependentes”.

Outro aspecto interessante na cena é que o eleitor carrega consigo um livro ou uma caderneta transmitindo-nos a ideia de que ele é alfabetizado, já que esta era uma das condições exigidas pela constituição para se exercer o direito ao voto. Para finalizar, olhando a paisagem em que a cena se passa, chegaremos a conclusão de que os personagens estão na zona rural.

Contudo, o voto de cabresto perpetuou-se por muitos anos, garantindo a hegemonia política de determinados grupos oligárquicos brasileiros principalmente os de Minas Gerais e São Paulo. Este tipo de manipulação eleitoreira variou no tempo e se vacilar, ainda hoje encontraremos situações assemelhadas a este tipo de manipulação política, cabendo a nós instigarmos a nossa imaginação e analisar a fundo a jogatina política vivenciada nos dias atuais. Para não me alongar mais, citarei um exemplo:

Será que o fato de algumas emissoras de TV, revistas, jornais, sites, dentre outras fontes midiáticas, serem tendenciosas a determinadas ideologias políticas, não acabam sendo decisivas no que diz respeito a escolha de um candidato num processo eleitoral? E sendo dessa forma, a soberania popular não ficaria mais uma vez de fora das urnas? Será que os eleitores diante dos discursos difundidos não acabam sendo conduzidos mais uma vez pelos “coronéis” da atualidade como se utilizassem “cabrestos”? (http://historiaporimagem.blogspot.com.br/2012/02/voto-de-cabresto-o-coronel-o-eleitor-e.html)


Prefeita de São Cristóvão é condenada por desviar recursos da educação







TCM mantém punição para ex-prefeito de Xique-Xique

TCM mantém punição para ex-prefeito de Xique-Xique

Para associação internacional de jornalistas, Maracanã não é seguro

por Jamil Chade e Marcio Dolzan
Para associação internacional de jornalistas, Maracanã não é seguro


CNI/Ibope: 26% dos brasileiros não têm interesse nas eleições, diz pesquisa


Declaração de Carvalho sobre vaias a Dilma causa mal-estar no PT


Black blocs depredam carros de luxo e bancos

Ato por um ano da redução da tarifa de ônibus terminou em vandalismo e Tropa de Choque foi acionada


Black bloc depreda agência bancária - Werther Santana/Estadão










Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas