quarta-feira, junho 25, 2014

Em JereBA o circo junino despencou e o pão era dormido.

O povo de Jeremoabo tem a memória curta, essa foto foi publicada ano passado nas redes sociais, então só foi enganado quem quis, aviso não faltou


                                                           

                                               + PÃO - CIRCO

                                   

                        
Não irei tecer comentários a respeito do fracasso da organização do último dia da festa junina em Jeremoabo para que os defensores de plantão do (des)governo não alegarem que só público notícias ruins de Jeremoabo.
As notícias boas não falta que publique, pois para isso  o (des)governo gasta fortuna com divulgação e propaganda da viúva.
Transcreverei apenas um artigo de um site neutro como deve ser toda notícia, cujo proprietário do mesmo se encontrava em Jeremoabo no dia do "fiasco".
Não adianta o povo ficar chorando pelo leite derramado, agora cabe a todos saber quanto foi gasto com essas bandas e com a festa em geral. 

César Menotti & Fabiano encerrou São João de Jeremoabo(BA); Evento foi considerado um fiasco de público

A Notícia em 1º Lugar | quarta-feira, junho 25, 2014 | 0 comentários
Dupla encerrou o São João de Jeremoabo com show do DVD Morro da Urca, Tour “Não era Eu”
Os irmãos César Menotti e Fabiano encerraram a programação de shows do São João de Jeremoabo em grande estilo. Uma multidão quase lotou o recinto da festa, na Praça de Eventos, para ver de perto a apresentação de uma das principais duplas sertanejas do país. O show do DVD Morro da Urca trouxe canções recentes, como ‘Mudar Pra Quê?’, e também grandes sucessos como ‘Leilão’, ‘Não era Eu’, ‘Como um anjo’, ‘Palavras de amor’ e outras.

Mesmo com um show com atrações como Cesar Menotti & Fabiano e o grupo Amor A2 no mínimo, contabiliza um público de pelo menos 10 mil pessoas, essa foi a estimativa da polícia militar. Mas, o que se viu nesta terça-feira (24), em Jeremoabo, num espaço local que pode receber até 25 mil pessoas, foi completamente diferente.

Para o casal de turistas de São Paulo, esse foi o pior São João da historia de Jeremoabo. “A prefeita consegui fazer o que ninguém nunca fez” Indagada pelo radialista Carlino Souza por qual situação seria, a visitante responde revoltada: "Ela simplesmente acabou com São João de Jeremoabo", avaliou o casal de turistas.

A dupla bastante animada consegui arrancar gritos e aplausos. Bastante brincalhões, Cesar & Fabiano interagiram o tempo inteiro com o público. “O show foi dez...foi mil... agora o São João 2014 aqui de Jeremoabo em si foi uma negação, um desastre desabafou um morador local que se diz envergonhado com atual gestão por ter encerrado o tradicional São João muito antes do amanhecer e por outras questões administrativas.

A apresentação da dupla durou em média 01h40mim e terminou antes das três da madrugada finalizando assim seu belíssimo show. Naquele exato momento o chefe de gabinete da prefeitura anunciava lamentando que os festejos se encerravam por ali mesmo para o desespero dos barraqueiros e revolta do pequeno público que lotava a praça de eventos que lhe rendeu uma boa sonora vaia.

As criticas ganharam repercussão por toda praça de eventos e todos que ali estavam. A prefeita Anabel de Tista acompanhou todo o show no meio da multidão e recebeu os elogios da dupla Cesar Menotti & Fabiano ao vê a gestora no meio da população.

Para muitos o tradicional São João 2014 deixou muito a desejar e foi caracterizado como um fiasco. Mesmo com a contratação de uma atração a nível nacional não foi o suficiente para atrair uma boa quantidade de gente e reconquistar o animo daqueles muitos que acreditavam que este seria o melhor São João em termo de festa e sucesso de público. Pode-se dizer que em termo de público esta foi o pior edição do evento.

Enquanto isso a avaliação positiva do governo da prefeita Anabel de Tista(PSD) continua registrando queda e pode parar no Guinness. Para muitos a principal bronca tem sido sobre as ultimas realizações do São João de Jeremoabo que já foi considerado um dos melhores do país.

Para muitos a “salvação” do São João de Jeremoabo ainda foi a tradicional alvorada e o casamento matuto. Fora isso deixou muito a desejar em vários sentidos é o que explicou um secretário da gestão da prefeita Anabel que preferiu não ter identidade revelada.

Os barraqueiros e comercio local registraram quedas e prejuízo nas vendas e atribuem a grade de programação do São João que já foi considerado por muitos um dos melhores do norte/nordeste. Quem já foi o São João de Jeremoabo!

Ao que parece e para quem esteve presente, as coisas não saíram tão organizadas assim. Um show com grandes bandas que não parou a cidade de Jeremoabo em pleno encerramento de São João e não despertou os comentários nas redes sociais, teve pelo menos, alguma falha irreversível. 

Por: Carlino Souza - O Primeiro. Sempre!

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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