segunda-feira, junho 02, 2014

O RECEIO E ELE DESISTIR


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O atual presidente do STF, min. Joaquim Barbosa, na última 5ª feira, 29, atualmente com 59 anos de idade, anunciou ao plenário da Corte que irá se aposentar do serviço público, declinando de se manter no poder pelos próximos 11 anos, quando completaria 70 anos de idade, idade limite para exercício de cargo público no Brasil. Sem dúvida, é um gesto nobre. O difícil é entender. As razões somente o ministro poderá dizê-las, salvo se no futuro muito próximo se avizinhe noticiários envolvendo nome do Ministro. Não é segredo que o ministro criou inimigos e desafetos e já se tornara descartável para a imprensa conservadora, Globo, Estadão, Folha e por ai afora.
O ministro Joaquim Barbosa, egresso do ministério Público, mesmo com um currículo de envergadura  não foi indicado pelo ex-presidente Lula por sua projeção no mundo jurídico, até então um ilustre desconhecido. Ele é o resultado do Brasil sonhado por Lula, o Brasil da igualdade e oportunidade para todos.  Entendeu o ex-presidente Lula que uma elite houvera se mantido no Brasil por séculos e criara um monstro de concentração de poder econômico e político, mantendo milhões de brasileiro na fome e na miséria. O Brasil de Lula é um Brasil de oportunidades para todos, especialmente para os negros (e ai incluem-se os pardos, mulatos, morenos) e índios e especialmente, para os pobres de qualquer cor. Joaquim Barbosa entrou no STF na cota dos negros, que diga o Pe Zezinho sobre a escolha, da mesma forma que se criou cotas para o ingresso nas universidades e agora nos concursos públicos.
Lula e Dilma, o ex e a atual presidente do Brasil não entenderam em toda sua plenitude a complexidade da obra de transformação da sociedade brasileira ao não incluir o STF no processo de renovação. No processo de escolha dos ministros do STF, ingenuamente, principalmente o ex-presidente, por orientações passadas, o processo de escolha deveria ser de ordem técnica, o notável saber jurídico e deu no que deu. Erraram feio. Os escolhidos deveriam ser os que estivessem comprometidos com o processo de transformação da sociedade brasileira, a evitar contratempos, decepções e resistências descabidas.
Os ministros do STF da nova era que foram ou ainda é, como Joaquim Barbosa, Ayres de Brito, Peluzo até se aposentar, e Fux, este, o ministro cantor, foram peças fundamentais na maior farsa jurídica montada em uma corte jurídica, a AP 470, denominado Mensalão do PT, a macular a Era Lula e caracterizá-la como a era da corrupção. De futuro, nos livros de história será dito que na Era Lula o Brasil se tornou um dos países entre os mais influentes do mundo, os pobres amparados no desenvolvimento econômico ascenderam socialmente e passaram a usufruir de bens de consumo somente destinados aos mais abastados, porém, foi um período marcado pela corrupção. Assim ficará na história como uma nódoa institucional, institucionalmente criada.
Na instauração do processo de julgamento do mensalão por força dos movimentos de rua da época, houve um acovardamento dos operadores do direito de denunciar a escancarada farsa do mensalão quando se rasgou as garantias constitucionais- processuais-penais para o deleite de poucos. O Dr. Ives Gandra, respeitável jurista atrelado ao pensamento cristão, da mais alta credibilidade, não se rogou ao afirmar que José Dirceu fora condenado sem prova na AP 470. Não me importo o embate pessoal Joaquim Barbosa X Zé Dirceu. Não nutro simpatias por nenhum dos dois.  Já Zé Dirceu ficará na história como um dos grandes resistentes da ditadura militar e Joaquim terá menos de terço de uma linha como o primeiro presidente negro do STF por indicação do ex-presidente Lula.

Uma coisa há de se estacar em Joaquim Barbosa na Presidência do STF. Portou-se como alcaide de pequena comunidade brasileira, castigando a todos, submetendo-os a sua vontade, até os demais Poderes da República se curvaram. Para mim ele já vai tarde. Até seus pares não demonstraram resistências para com os arroubos e indelicadezas.
mais alta credibilidade, não se rogou ao afirmar que José Dirceu fora condenado sem prova na AP 470. Não me importo o embate pessoal Joaquim Barbosa X Zé Dirceu. Não nutro simpatias por nenhum dos dois.  Já Zé Dirceu ficará na história como um dos grandes resistentes da ditadura militar e Joaquim terá menos de terço de uma linha como o primeiro presidente negro do STF por indicação do ex-presidente Lula.
Uma coisa há de se estacar em Joaquim Barbosa na Presidência do STF. Portou-se como alcaide de pequena comunidade brasileira, castigando a todos, submetendo-os a sua vontade, até os demais Poderes da República se curvaram. Para mim ele já vai tarde. Até seus pares não demonstraram resistências para com os arroubos e indelicadezas.
Com a saída do ministro Barbosa e quiçá, logo mais ex-ministro da presidência do STF, nós pobres viventes nordestinos baianos e sergipanos iremos respirar e acreditar que logo mais será instalado o TRF da 8ª Região, com sede em Salvador e jurisdição sobre os Estados da Bahia e Sergipe, democratizando e aproximando o judiciário do povo, sem ter que se recorrer a Brasília para se reclamar direitos na instância superior da Justiça Federal.
No processo do mensalão quando se rasgou as garantias constitucionais-processuais-penais em relação a pessoas que estiveram no derredor dos Poderes da República, a massa se disse satisfeita por se punir políticos, sem atentar de que também ali se subtraia não somente os direitos e garantias dos políticos, se roubava as garantias constitucionais dos cidadão, indistintamente.
Para mim o ministro já vai tarde. Meu receio é se ele desistir de se aposentar. Talvez depois dele os juízes lembrem-se de que suas decisões não repousam apenas na sua vontade pessoal, é preciso fundamentá-las por exigência do art. 93, IX, da CF. 
Jeremoabo, 01 de junho de 2014.

Fernando Montalvão.
Montalvão Advogados Associados.
Colunista do noticiasdosertão.



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A renúncia do monge do ódio

23 MARCUS VINÍCIUS,
Vai Barbosa. Leva contigo teu ódio. Que tua intolerância sirva de alerta a teus pares dos perigos de um magistrado que se deixa guiar pelo rancor, ao invés de aplicar o Direito


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Será Barbosa o cabo eleitoral da direita?

61 LULA MIRANDA,
Na condição de ídolo dos intolerantes, com seu autoritarismo, arrogância e seu jeito intempestivo de ser, vai fazer falta a muita gente confortavelmente encastelada na nossa classe média e na nossa elite mais conservadora


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Um hiato no Judiciário

26 LEONARDO ATTUCH,
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A ridícula tentativa da Globo de vitimizar Barbosa

30 MIGUEL DO ROSÁRIO,
Os leitores já identificaram o último golpe de Barbosa e da mídia. Ele sai do STF, com essa história de “ameaça”, entra o Lewandowski, e a imprensa agora vai bater o tambor com a “libertação de mensaleiros”











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Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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