sexta-feira, novembro 09, 2012

O abandono da saúde pública em Jeremoabo, verdadeira roleta russa

A saúde pública em Jeremoabo é uma verdadeira roleta russa, virou caso de polícia devido  a esperteza e falta de compromisso de um (des)governo municipal comprometido com tudo, menos  com a saúde da população.
Infelizmente a prefeitura de Jeremoabo vem enfrentando uma safra de politiqueiros perdulários apelidados de prefeitos.
Para piorar ainda mais  a população sem nenhuma cultura política elegeu uma câmara  de vereadores omissos, sem  nenhum compromisso com o cargo que exercem, onde explicitamente deixam de exercer sua função  de fiscalizar , expondo a  população ao sofrimento. Sofrem  ao  reflexos de uma política pública de saúde irresponsável e criminosa.
Uma  ocorrência, dentre tantos outros,  é o fato do cidadão-eleitor-contribuinte só poder adoecer em final de semana e ainda contar com a sorte para conseguir uma ficha, mesmo assim sem saber em qual dia será atendido. (conforme foto indicativa acima).
Situação mais grave ainda é da paciente que precisar parir, onde além da dor e das complicações se vê obrigada a se deslocar para outras cidades circunvizinhas, onde muita vez  a estrada é imprópria até para o tráfego de carroça.
Enquanto a saúde municipal continua sendo uma roleta-russa que mata pobres inocentes da cidade, principalmente da periferia e o ensino público vai de mal a pior,  acrescido de uma merenda escolar de péssima qualidade, onde o aluno só ingere se estiver muito faminto.
Jeremoabo há décadas vem sendo o símbolo do descaso, da insensatez, da incompetência e antro da corrupção.
O governo manda recursos, só que quando chega em Jeremoabo se evapora, como por exemplo   “programa de distribuição de leite a famílias de baixa renda” que sem nenhuma justificativa suspenderam o fornecimento.
Como os vereadores são omissos e umbilicalmente ligados ao prefeito, espera-se que o Ministério Público e a Justiça ajam com eficácia e rapidez para pôr fim a esse quadro vexatório e criminoso que virou a saúde municipal em Jeremoabo, e porque não dizer, toda a administração municipal.
Os casos de corrupção na saúde são escandalosos e vergonhosos e drenam recursos que deveriam ser investidos no pagamento de melhores salários aos profissionais da área de saúde, na construção de hospitais públicos e postos de saúde e no fornecimento de remédios para a população carente.
 “Quem aceita o mal sem protestar, coopera realmente com ele”, disse certa vez Martin
Luther King. 



 

INSS é o órgão mais processado do país e engarrafa o Judiciário

Roberto Monteiro Pinho
Um estudo detalhado do Conselho Nacional de Justiça  sobre a tramitação de processos na Justiça do Trabalho, revela um dado alarmante – a lista dos processados. A relação é encabeçada pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), liderando com folga o ranking dos 100 maiores litigantes do país.

A relação contabiliza as ações ingressadas na 1ª instância das justiças estaduais, Federal e do Trabalho, entre janeiro e outubro de 2011. Nas posições seguintes estão bancos, órgãos públicos e municípios, além de grandes concessionárias de serviços públicos.
Com 4,38% dos processos nas três esferas, o INSS lidera os percentuais tanto nos estados como na área federal. O conselheiro responsável pelo estudo, José Guilherme Werner, atribuiu a situação do INSS ao grande número de processos individuais de beneficiários ou cidadãos requerendo benefícios.
“Não há apenas uma causa que a gente possa apontar para isso, mas, em grande parte, o maior volume de ações é de execuções fiscais que os entes movem”, explicou Werner. No levantamento, o setor público federal aparece como litigante em 12,14% dos processos, seguidos por bancos (10,88%), municípios (6,88%), estados (3,75%) e empresas de telefonia (1,84%).

 

 

Uma campanha que só desarmou o cidadão honesto

Francisco Vieira
O Estatuto do Desarmamento só desarmou o cidadão honesto e não atingiu os marginais que obtém suas armas por meios ilegais. Também permite que os ricos e as autoridades continuem portando armas ou recorrendo a guarda-costas armados, afinal, podem pagar por segurança privada. Para essas pessoas, membros da “Casta Superior”, as armas são boas e conferem proteção eficaz, tanto para suas propriedades quanto para seus familiares.


Médico que receitou cadeados a paciente é afastado das atividades

Foto: Reprodução

Segundo a Fundação José Silveira, o afastamento será até o resultado da apuração do caso por parte o Cremeb


Me engana que eu gosto…

Marcos Coimbra (Correio Braziliense)
Será amnésia? Desinformação? Ou apenas nossa velha conhecida, a vontade que a realidade seja como desejada? Quem lê a abundante produção de nossos comentaristas políticos a respeito das eleições municipais recém concluídas não deve estar entendendo nada. Afinal, tudo que sabíamos sobre elas estava errado?


Procurador sonha com prisão imediata dos mensaleiros, mas o Supremo pode deixá-los livres, leves e soltos.

Carlos Newton
Além de terem de entregar os passaportes, os 25 condenados no processo do mensalão correm o risco de serem presos antes de esgotados os recursos cabíveis no Supremo Tribunal Federal – embargos de declaração de caráter modificativo e outras medidas desesperadas, digamos assim, lembrando a célebre obra do poeta chileno Pablo Neruda.





Argentinos vão às ruas e fazem panelaço contra Kirchner  (Reuters)



Geap implementará plano de recuperação da crise só em 2014










Record tem prejuízo de mais de R$ 200 milhões

Record tem prejuízo de mais de R$ 200 milhões
Foto: Divulgação

Ministério Público constata que o governo Cabral fraudou as estatísticas de homicídios no Estado do Rio de Janeiro.

Carlos Newton



Dona Canô recebe alta e deixa hospital

Dona Canô recebe alta e deixa hospital
Foto: Reprodução/ G1


Evento da UPB deve reunir mais de 300 prefeitos baianos; Wagner e ACM Neto participarão da abertura

Evento da UPB deve reunir mais de 300 prefeitos baianos; Wagner e ACM Neto participarão da abertura
JW (PT) e ACM Neto (DEM) participarão da abertura do evento


TRF-3 revoga exigência de cópia autenticada da procuração


Uma herança parlamentarista

Carlos Chagas
Herdada do presidente Lula, mas com raízes na doutrina do parlamentarismo, lança-se a presidente Dilma uma vez mais na retaliação de seu próprio governo para contentar forças partidárias capazes de apóia-la. Acaba de ser criado o trigésimo nono ministério, agora para abrigar o PSD do prefeito Kassab. Será o ministério da Micro e Pequena Empresa, com um ministro extraordinário, um secretário-executivo e 66 cargos em comissão.

Como o governo vai bem e a presidente é popularíssima, existirão outros pequenos partidos de goela aberta para ganhar benesses e integrar o bloco oficial. Receberão ministérios?




A 'varsa' do mensalão

Sebastião Nery





Presidente da Câmara diz que salário acima do teto é decisão da Justiça






O melhor dos EUA é a educação universalizada

Mauro Santayana
Muitos são os estudos sobre a relação entre o mito e a realidade na formação espiritual dos Estados Unidos. Esses estudos remontam aos passageiros do Mayflower, animados pela visão teológica do contrato dos homens com Deus e com o destino, fundado na Última Ceia de Jesus com seus discípulos. The convenants se chamava a seita protestante chefiada por William Bradford, o líder dos peregrinos que chegaram em 1620 à baía de Plymouth, e fundaram a colônia que deu origem política à Nova Inglaterra. Os convenants, reconhecem os historiadores, eram uma dissidência – ou heresia – de esquerda no anglicanismo, e com essa orientação Bradford governou diretamente a comunidade, durante 30 anos. A mesma orientação seguiu John Winthrop, na Colônia de Massachusetts, um pouco mais ao norte.



Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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