quarta-feira, julho 11, 2012


Senado cassa o mandato de Demóstenes

Placar foi de 56 votos pela cassação e 19 contrários; agora, ele também pode ser investigado pelo Ministério Público de Goiás; em discurso de defesa, ex-senador se comparou a 'cão sarnento'

 

Livre pensar é só pensar (Millôr Fernandes)



Acredite, se quiser: na cassação de Demóstenes, 19 senadores foram contra e cinco se abstiveram.

Carlos Newton


Desejo de vingança domina sessão para cassar Demóstenes

 

Sauípe: Sem delegada em Praia do Forte, pais de criança morta viajam sem prestar depoimento

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Pais não se conformam com morte da filha | Foto: Reprodução: TV Bahia

 

 

Prefeita de Ibicoara tem candidatura impugnada

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Sandra Vidal está fora da disputa e não poderá se reeleger | Foto: Divulgação

Um Judiciário moroso, encastelado e discriminador

Roberto Monteiro Pinho

 

Queda de helicóptero mata duas pessoas em rua da zona oeste de SP

Demóstenes Torres culpa a pressão avassaladora do noticiário pela sua cassação, hoje

Carlos Newton




Suplente de Demóstenes é ex-marido da 'musa da CPI' do Cachoeira

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Foto: Divulgação

Bruno e Macarrão tinham um caso, diz advogado









A CUT e o passado

Carlos Chagas





CUT esquece que foi Lula quem demitiu José Dirceu da Casa Civil

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dois delegados e cinco investigadores


Campanha de vereador em São Paulo pode custar até R$ 3 bilhões

 

 

 

Veja como será a sessão de cassação de Demóstenes


A sessão que pode cassar Demóstenes será aberta. Apenas a votação será secreta
A análise da perda de mandato do senador goiano por quebra de decoro será hoje no plenário do Senado. Entenda como será a sessão, que terminará com votação secreta
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Marcus Pestana: o ritmo da Rio+20 não é o ritmo das necessidades da humanidade

Enquete: Leitores apostam na cassação de Demóstenes

No Fórum, Mendes Thame e Roberto Freire: incoerência brasileira no Mercosul

 

A íntegra do sétimo discurso de Demóstenes

 

O ocaso do outrora líder: cada vez mais isolado, Demóstenes Torres pode ser o segundo senador cassado da história - Foto: Pedro França/Agência Senado

Senadores garantem julgar Demóstenes

Senadores começaram a confirmar na noite desta terça-feira (10) presença à sessão plenária que, com início às 10h de amanhã, poderá levar à cassação o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), a segunda em toda a história do Senado – Luiz …
Leideacesso

União apela ao Supremo para garantir divulgação de salários de servidores

Diante da manutenção da suspensão da divulgação dos salários dos servidores do Executivo federal, AGU apresenta recurso ao STF para que decida pela volta da publicação de tais informações. Corte já decidiu a favor da transparência em duas ocasiões

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Sigilo na votação é a esperança de Demóstenes

Processo de cassação contra o senador vai ao plenário hoje. Até agora, parlamentar não recebeu qualquer manifestação aberta de apoio, mas histórico indica que voto secreto pode surpreender

 

 

Desempregado terá que fazer curso para receber seguro

Para ter acesso aos recursos pela terceira vez em dez anos, trabalhador deverá estar matriculado em curso reconhecido pelo MTE ou pelo MEC, com carga mínima de 160 horas

 

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por Rodrigo Aguiar
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Concurso da Polícia Federal é suspenso pelo STF

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Foto: Divulgação
 
 

 

Demóstenes foi aquilo que Veja quis que fosse

Edição/247

O senador goiano não se transformou em “mosqueteiro da ética” por vocação; ele exerceu o papel porque isso interessava a determinada imprensa, que se levantou contra um projeto político, com um discurso hipócrita e de viés neoudenista, construído em torno do falso moralismo

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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