segunda-feira, julho 30, 2012

 

FAMÍLIA QUE FATURA UNIDA…



Charge: Bennet
NOTA DO BLOG:
Se gritar “pega ladrão”…

 

EXCLUSIVO – Há algo de podre no BNDES, que atua em favor dos banqueiros, ao invés de servir ao desenvolvimento do país

Carlos Newton

 

FANTÁSTICO DESTACA CORRUPÇÃO EM PREFEITURAS PARAIBANAS. PREFEITOS TERIAM EMBOLSADO R$ 60 MILHÕES COM EVENTOS; VEJA O VÍDEO.


São João, Carnaval, Ano Novo. Para a maioria dos brasileiros, é época de se divertir. E, para uma minoria de gente desonesta, época também de desviar dinheiro público. Prefeitos de cidades muito pobres do Nordeste são acusados de promover eventos superfaturados e botar no bolso mais de R$ 60 milhões, que deveriam ser usados pra beneficiar a população. Uma rua de terra leva a uma empresa milionária. No papel, JC Produções é uma experiente firma de eventos. Nos últimos três anos, venceu 231 [...]
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HOMEM É FLAGRADO SE MASTURBANDO PARA MULHER EM FRENTE A PREFEITURA.


O caso inusitado foi registrado as 18:45h deste domingo (29) no município de Cajazeiras, Sertão da Paraíba. Conforme informações da Polícia, a jovem Maria Milena Nascimento Abreu, aguardava a chegada de seu namorado na Praça da Prefeitura Municipal, quando foi surpreendida pelo acusado identificado por Francinildo Bernardo da Silva, que estava dentro de um carro, se masturbando e acenando para a garota. Uma guarnição da Polícia Militar que passava pelo local, flagrou a cena, porém o acusado [...]
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Ministra Miriam Belchior devia ter mais pudor, ao condenar o aumentos dos servidores

Francisco Bendl

O alarmante custo de R$ 2,7 mil/mês para cada ação judicial

Roberto Monteiro Pinho

 

Município gaúcho nunca teve disputa eleitoral para prefeitura – sempre candidato único

Vitor Abdala (Agência Brasil)

Já ganhei!!! - em 106 municípios, apenas um candidato disputará a prefeitura

Ivan Richard (Agência Brasil)

 

Frase do Dia da Folha de São Paulo
“A Dilma toma posse, o Lula toma cachaça e o
Temer toma viagra”.  


  (José Simão)

A Guarda Municipal tem que saber a sua função

A decisão do juiz Alexandre Moraes da Rosa, de anular prisões realizadas pela Guarda Municipal, pode acarretar, agora, uma enxurrada de ações contra as prefeituras.


A decisão do juiz Alexandre Moraes da Rosa, de anular prisões realizadas pela Guarda Municipal, pode acarretar, agora, uma enxurrada de ações contra as prefeituras. O magistrado sustenta que a Guarda Municipal não tem atribuições para realizar atos próprios da Polícia Militar, ou até mesmo da Polícia Civil. É certo afirmas que à luz do artigo 144, confere-se a essas instituições unicamente poder atinente à proteção dos bens, serviços e instalações, dos municípios. A Guarda não tem o poder de realizar buscas pessoais em quem quer que seja, ainda mais decorrente de denúncia anônima noticiando a prática de eventual crime.
Em várias cidades que possuem a Guarda Municipal, a Justiça está mandando os administradores que se abstenham, através dessa unidade, de praticar atos próprios da atividade policial, como investigações, diligências para apuração de crimes, abordagens e revistas imotivadas e preventivas em pessoas, e a realização de blitze e batidas em residências e estabelecimentos comerciais. Exigem também a criação de corregedoria própria e autônoma para apuração de infrações disciplinares atribuídas aos servidores que a integram.
A Guarda está, efetivamente, numa “saia justa”. Aos olhos da população, a instituição precisa se assemelhar às forças de segurança (Polícia Militar e Polícia Civil), para combater o crime a violência. Também, como missão constitucional, tem a responsabilidade de proteger os próprios públicos. No entendimento da Justiça, a atuação dessa organização não pode ferir a Constituição. Em Ponta Grossa, a Guarda tem um pouco mais de 10 anos e ainda se estrutura. É certo dizer que “segue muito distante de conseguir o importante e reconhecimento apoio da sociedade pelos serviços que presta”.
Dentro do próprio meio policial, existe quem se posicione contra a Guarda Municipal. Há até o entendimento de uma possível usurpação de função pública cometida pelos agentes municipais. Entretanto, a GM pode estar extrapolando as suas funções notadamente pela falta de estrutura tanto da PM como da Polícia Civil. O cidadão que se vê em apuros, ele não se importa com a cor da farda, com a missão constitucional, ou se a unidade de segurança é do Estado ou do Município. O assunto é complexo.(jmnews)

 

O cômico e o grotesco na crônica do mensalão

Carlos Chagas

 

TRE indefere todas as candidaturas de vereadores do PMDB em Salvador

por Evilásio Júnior


Mulher de Cachoeira é conduzida à sede da PF sob suspeita de tentar corromper juiz

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A razão não é exclusiva do homem; têm-na também a Terra e a natureza

Leonardo Boff



Partido Pirata é lançado em Recife; fundadores iniciam coleta de assinaturas

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O diário de Dilma Rousseff, segundo Bernardo Mello Franco

Pedro do Coutto

FIQUE ATENTO !!

FIQUE ATENTO !!


Não vote em ladrão''

Transparência Brasil adverte: o voto consciente é o melhor remédio para combater a corrupção e a miséria eleitoral

Ana Carvalho

O controle e, consequentemente, o combate à corrupção começam pelo voto. Por isso, eleitor, não vote em ladrão. Esse é um dos quatro mandamentos da campanha Voto Limpo 2002, lançada pela Transparência Brasil. O movimento apartidário em favor da eleição, em todos os níveis, de candidatos honestos defende a punição dos que corrompem o processo eleitoral e a abertura de informações sobre o financiamento das campanhas. A entidade submeteu à assinatura dos candidatos à Presidência da República um conjunto de compromissos anticorrupção. Em entrevista a ISTOÉ, o secretário-geral da Transparência, Cláudio Weber Abramo, fala da necessidade da participação da sociedade em todos os seus segmentos por eleições limpas como uma espécie de remédio para combater essa doença que corrói o Estado. O Brasil, segundo relatório divulgado na quarta-feira 28, pela Transparência Internacional, está em 45º lugar no ranking da corrupção. Isso mostra que o País não apresentou alteração de sua imagem em relação a 2001. Entre os 102 países pesquisados, a Finlândia continua como o país menos corrupto do mundo. Na América Latina, a percepção de corrupção de políticos e servidores piorou. O Paraguai está entre os cinco mais corruptos.
ISTOÉ – Quais são os principais eixos da campanha?
Cláudio Weber Abramo –
O primeiro deles é: não vote em candidatos ou associados que têm história ou comprometimento com a corrupção. Em segundo lugar, vote em candidatos que estejam comprometidos em combater a corrupção. Os que precisamente propõem medidas específicas para combatê-la. Abordá-la como problema moral apenas não resolve o problema. Você precisa alterar as condições que propiciam a corrupção, que é o mau funcionamento do aparelho do Estado. O terceiro ponto está centrado na corrupção eleitoral, e, por último, a abertura de informações sobre quem financia as campanhas dos candidatos. O que a gente procura é dizer às pessoas o seguinte: enquanto o candidato está dando beijinho em criança, tem-se de saber quem é que paga a sua campanha.
ISTOÉ – Mas o financiamento não é necessariamente escuso...
Abramo –
Não é, mas conhecer quem financia a campanha do candidato é ter informações de quais são os compromissos do candidato, que tipo de aliança está fazendo. Conhecer os financiadores faz com que o candidato dê alguma explicação. Pode ser até do tipo “não é da sua conta”, que também é uma maneira de responder e revela suas ligações.
ISTOÉ – A venda de votos é muito alta no País?
Abramo –
A Transparência Brasil fez uma pesquisa no ano passado com o Ibope que resultou em números muito altos. Perguntamos quantas pessoas haviam sido alvo de ofertas de compra de voto por dinheiro e 6% disseram que receberam esse tipo de oferta. E isso não incluiu troca por material de construção e outras coisas. A suspeita é que a resposta a isso seria muito maior. Perguntamos também sobre o uso da máquina. Nove por cento de pessoas que se dirigiram a uma prefeitura para pedir um serviço foram confrontadas com a condição de votar em algum candidato. Esse dado teve uma distribuição mais uniforme do que a compra de votos. O fenômeno ocorre com mais frequência em municípios menores e do interior e, claro, nos rincões dominados pelas oligarquias.
ISTOÉ – Quais as regiões mais críticas?
Abramo –
No Nordeste a situação é muito grave, assim como no Norte. O domínio das oligarquias se dá em todos os aspectos da vida. Não tem veículo de comunicação que não seja dominado pelos mesmos sujeitos que determinam a política e a vida econômica. Essa sociedade é absolutamente prisioneira desses indivíduos que estão aí há 300 anos. É um retrato da miséria brasileira.
ISTOÉ – Quais as principais medidas do compromisso anticorrupção apresentado aos candidatos à Presidência?
Abramo –
São oito medidas – e poderiam ser mais – que nós julgamos importantes para efetuar um real combate à corrupção (criação de uma agência anticorrupção; implementação de convenções internacionais; desenvolvimento do combate científico à corrupção; licitações públicas através de editais padronizados; nepotismo e empreguismo; criação de ouvidorias; resolução de conflitos de interesses e manutenção e aperfeiçoamento da Controladoria-Geral da União). A corrupção retira do poder público a sua capacidade de investimento. Agora, não basta dizer: “Vote em mim, sou um cara honesto”, porque, a despeito da vontade do candidato, a corrupção acontece já que o aparelho do Estado e o mecanismo de controle funcionam mal.
ISTOÉ – Qual a saída?
Abramo –
Aperfeiçoar os mecanismos de controle. Eles são múltiplos, horizontais, verticais, internos, externos e todos precisam funcionar com um grau mínimo de articulação para que sua função possa ser cumprida. Um passo fundamental é fazer um diagnóstico de situação, preparar um plano de coordenação dos poderes, definir o mapa de risco e traçar ações específicas para atacar esses riscos. Pôr isso em prática.
ISTOÉ – De que forma?
Abramo –
Através de um organismo – de uma agência anti-corrupção, que não é uma repartição, mas um órgão com participação de todos os poderes, participação construtiva da sociedade. Seria feito o pré-diagnóstico, se definiriam as áreas básicas de ataque e se montaria um plano. A agência passaria a orquestrar a execução desse plano em todas as esferas do Estado. É um negócio pequeno, mas com poder de coordenar, entender como uma coisa se liga a outra. A atuação do TCU se coordenaria à da Receita Federal e à do Banco Central, à Polícia Federal...
ISTOÉ – Mas os órgãos públicos não estão contaminados pela corrupção?
Abramo –
Não há condições de fazer avaliação objetiva do alcance da corrupção, embora todos nós suspeitemos que seja disseminada. O que você descreveu é exatamente aquilo que deve ser atacado. A autonomia dos órgãos de controle é um elemento importante para se combater a corrupção.
ISTOÉ – Como se lida com a situação de que os órgãos de controle devem ao governante sua indicação?
Abramo –
Isso tem que ser atacado. De uma coisa tenho convicção: a redução da relevância da carreira do servidor é determinante para o desenvolvimento desse mal. Políticos têm um poder excessivamente grande para indicar cargos de confiança. Não há nenhuma espécie de requisito técnico para que exerçam uma função gerencial. Um sujeito torna-se diretor de uma empresa de economia mista porque foi cabo eleitoral. Isso claramente é algo que propicia a corrupção porque ela sempre se alimenta da ineficiência administrativa, da incompetência.
ISTOÉ – Corrupção é um problema de controle...
Abramo –
É. E qual é o principal mecanismo de controle de uma democracia representativa? É o voto. Esse é o básico. Se cada vez que um sujeito que contumazmente está envolvido em caso de corrupção – e isso está cheio no País –, que sempre é suspeito, é reeleito, a frase “passei pelo teste das urnas” é absolutamente verdadeira. Por isso a gente diz: não vote em ladrão.
ISTOÉ – Mas há candidatos que serão reeleitos e possuem uma ligação explosiva e perigosa quando se trata de improbidade com a coisa pública.
Abramo –
As raízes desse fenômeno variam de região para região. Um fato é predominante: as oligarquias estão lá para mamar no Estado, em detrimento da população. O fluxo de informação em algumas regiões é muito deficiente. Nisso a mídia tem responsabilidade. Não consegue transmitir para a população a informação que é pertinente, para que o eleitor faça um julgamento fundamentado sobre os candidatos. A corrupção eleitoral explora a miséria humana.






Igreja incentiva rebanho a não votar em candidato corrupto


Biaggio Talento


A Igreja quer aproveitar as eleições municipais desse ano para eliminar do pleito “os candidatos cujas vida pregressa de acordo com a lei (da Ficha Limpa) contamina o cenário político e ameaça a democracia” . Para tanto propõe ao seu rebanho e aos eleitores em geral que não venda seu voto e nem o anule, pois quem anula o voto “omite-se e renuncia à possibilidade de participar do processo político”. Os conceitos estão no documento “Orientação sobre a participação dos católicos nas eleições” distribuído nesta quarta-feira (6), pela Arquidiocese através do arcebispo-primaz do Brasil e de Salvador, dom Murilo Krieger.
Um dos principais alertas da Igreja é para que o eleitor “avalie, com cuidado, as campanhas dos candidatos, a quantidade de dinheiro gasto e as promessas feitas. Verifique se eles terão condições de cumprir o que estiverem prometendo”. Pede uma “atenção especial” à “propaganda enganosa, á oferta de dinheiro ou favores que visem enganar o eleitor”. Preparado pelo Conselho Presbiteral da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, com base na mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) “Eleições municipais de 2012” as orientações terão ampla divulgação, conforme explicou dom Murilo.
“A ideia é que os padres incentivem a leitura e a reflexão nos vários grupos. Enfim, queremos que todos tomem consciência, pois estamos preocupados com o seguinte: diante do que aparece na mídia sobre os políticos há o perigo das pessoas descrerem da política, acharem que é uma coisa ruim, quando ela é a arma do cidadão para se defender da corrupção. Se há corrupção é porque a escolha dos candidatos foi errada de quem os elegeu”, declarou, assinalando que além da tomada de consciência em relação ao voto, os brasileiros precisam acompanhar os mandatos de quem elege. “As pessoas devem acompanhar, se manifestar, elogiando quando uma coisa é bem feita ou reclamar das coisas erradas, através de e-mails e os vários meios de comunicação”. O arcebispo deu “graças a Deus” ao aparecimento da Lei da Ficha Limpa, e “uma lástima” aos ataques que a legislação sofre, e acredita haver a necessidade de se criar uma “cultura política do povo de cobrar dos seus representantes. E se o político representa bem merece ser reeleito, senão é melhor que não receba mais voto”.(Fonte: A Tarde)

Sarah, a supermulher dourada do Piauí: um ippon nos falsos ídolos

Darcy Leite











Tribunais e Ministério Público têm prazo para aprimorar sistema de proteção a juízes

Paulo Peres



Divulgação_Folhapress

Autor da denúncia: "Não existe o crime mensalão"

De acordo com Antonio Fernando de Souza, que apresentou a denúncia original, a palavra mensalão é apenas o “símbolo que a imprensa usou”, mas não retrata, do ponto de vista jurídico, o que está no processo; ele também nega compra de votos no Congresso, mas defende a condenação dos réus


Divulgação

Itabuna: Justiça indefere pedido de registro de candidatura do prefeito

Capitão Azevedo (DEM) teve contas relativas a 2009 e 2010 rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e registro indeferido por causa de crimes de improbidade e da Lei da Ficha Limpa
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Marcos Valério, sócios e advogado já somam 46 anos de prisão



Defesa de José Dirceu dirá ao STF que Roberto Jefferson inventou mensalão

 

 














 

Deputado reconhece pressão para retirar de relatório menções à empresa do filho de Lula

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Duda Mendonça omite destino de recursos recebidos no mensalão

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Os ratos já se preparam para as eleições.


O exército de ratos já estão preparados para te assaltar.

Tucanos saem na frente na disputa pelas capitais


De acordo com as pesquisas, o PSDB tem chance de eleger sete prefeitos de capitais, entre eles José Serra, em São Paulo
Levantamento baseado nas pesquisas mais recentes realizadas mostra vantagem do PSDB na disputa pelas principais prefeituras do país
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Antonio Augusto de Queiroz: o mensalão e suas possíveis consequências legais

Randolfe poderá ser candidato à Presidência

Heitor Peixoto: receita para falar bem ao celular no país

 

 

Aqui na “Ilha da Fantasia” denominada Brasil, o PRESO ganha, por filho menor, mais de 800,00 reais, enquanto que, o TRABALHADOR, por uma jornada mensal, tem salário mínimo de R$ 622,00. AQUI, JUSTIÇA É ISSO!!!

 

Divulgação

TRE indefere todas as candidaturas de vereadores do PMDB em Salvador

Partido não atendeu ao 'cálculo do percentual de candidatos por sexo'; sigla teve 72 horas para resolver o problema, a partir do dia 12 de julho

 

OUVIDO NUMA ESQUINA

terça-feira, 10 de julho de 2012

Charge: Alpino




Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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