sexta-feira, dezembro 09, 2011

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Pimentel entregou o cargo, Dilma não aceitou

Carlos Chagas

Chargista Duke lança livro sobre futebol

ChargeSuper03-12-11.

Karl Marx, Hemingway, Rui Barbosa, Carpeaux e Cony poderiam ser barrados?

Pedro do Coutto

Devolução de propina por PM agride lógica da corrupção

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Ainda está difícil engolir o circo armado pelo policial militar João Sias para devolver os R$ 200 mil que teria recebido para ficar de boca fechada; Durval Barbosa, que ajudou a derrubar José Roberto Arruda, tinha a delação premiada em que se escorar; o que João dias ganha com as denúncias?

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Francelino Pereira já perdeu a aposentadoria de ex-governador. E os outros, que são mais de 60?

Carlos Newton

tragédia
Caminhão invade procissão e deixa pelo menos 13 mortos em Alagoas

O acidente aconteceu na cidade de Feira Grande. Vinte pessoas ficaram feridas, seis em estado grave

Agora, não tem desculpa. Pela primeira vez, a corrupção atinge diretamente um ministro da cota pessoal da presidente Dilma Rousseff.

Carlos Newton

Sarney e Demóstenes, um espetáculo deplorável

José Carlos Werneck


Negromonte diz não ter apego a cargos

Charge do Sponholz


Marco Maia acha normal PSC cobrar “caixinha”

Para Marco Maia, se o PSC propôs e o servidor aceitou pagar 5% do seu salário para o partido, está tudo certo - Diógenis Santos/Câmara

Presidente da Câmara considera que não há problema na prática adotada pelo partido de obrigar seus funcionários, mesmo os que não são filiados, a contribuir com 5% para o caixinha da agremiação

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Márcia Denser: um balanço pessoal de 2011

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Guilherme Lacerda: o Banco Central estava certo


ACM Neto

ACM Neto cobra ação da Câmara contra a ‘caixinha’

“A Presidência da Casa tem o dever de apurar se houve ou não influencia do partido na obtenção de recursos de forma indevida”, disse o líder do DEM

Zequinha Marinho: PSC do Pará mandou filiar todos os funcionários e demitir quem não aceitasse - Beto Oliveira/Câmara

Zequinha Marinho dá sua versão sobre caixinha

Uma semana depois da publicação pelo Congresso em Foco da primeira matéria sobre o assunto, deputado afirma que a cobrança compulsória foi uma decisão da Executiva do PSC no Pará

Tiririca

Tiririca preside Comissão de Educação; veja o vídeo

Deputado, que teve que provar que não era analfabeto, presidiu por alguns momentos a comissão que trata dos assuntos relacionados à educação e ao ensino

Jornais: ministro recebe por consultoria, mas firma nega contrato



Brasil

Ranking do agrotóxico vai do pimentão ao tomate

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Anvisa aponta os dez alimentos mais contaminados pelo uso irregular de pesticidas e anabolizantes; muitos apresentaram resíduos de substâncias proibidas; cuidado!

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Show de palhaços falsos vai parar em delegacia

Show de palhaços falsos vai parar em delegacia
Palhaços verdadeiros embargaram show
Cerca de 500 crianças se reuniram no espaço Paripe Hall, em Paripe, subúrbio ferroviário, para assistir ao show da dupla de palhaços Patati Patatá, na tarde desta quinta-feira (8). Muitos voltaram para casa sem dar chorando, já que o produtor Marcelo Mattos contratou palhaços falsos, e o show acabou sendo embargado pela produção dos verdadeiros palhaços. Segundo o jornal A Tarde, quando souberam que não haveria mais o show, muitos acompanhantes das crianças revoltaram-se e saquearam o espaço para shows do subúrbio. “Levaram cadeiras, ventiladores e objetos que foram alugados pela produção. Ele (Marcelo) vai ter que arcar com o prejuízo”, afirmou Augusto Souza, 48, representante do Paripe Hall. Devido aos furtos, pais, crianças, produtores e o palhaço Rafael Zamprônio, que interpretaria o Patati, foram parar na 5ª Delegacia Territorial (5ª DT).


AGU tenta reaver R$ 2,1 bilhões desviados em corrupção

A Advocacia Geral da União (AGU) ingressou com 2.343 ações na Justiça para tentar que seja devolvidos aos cofres públicos um total de R$ 2,14 bilhões desviados por corrupção. Segundo matéria do jornal O Globo, 664 processos tem como acusados prefeitos e ex-prefeitos, 429 contra servidores e ex-servidores públicos e 644 contra empresas privadas. Os dados compreendem o período de 1 de dezembro de 2010 a 30 de novembro deste ano. Neste mesmo tempo, a AGU conseguiu recuperar R$ 329,9 milhões, referentes a ações ajuizadas em anos anteriores. O ministro Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, explica que o valor que se recupera é abaixo do que realmente foi desviado devido ao excesso de recursos judiciais. “Nosso modelo de cobrança de crédito é muito deficiente. Normalmente, ele beneficia o devedor, pela quantidade de recursos e pela demora na decisão, o que dificulta muitas vezes a localização de patrimônios”, avaliou. Em 2011, chegou-se a 15% o índice de recuperação do dinheiro desviado. A meta da AGU é atingir 25% de recuperação em 2016.
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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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