sábado, dezembro 31, 2011

O STF e suas maracutaias: resistência de magistrados causa descrédito da população

O comentarista Mario Assis envia um artigo que faz sucesso na internet , escrito pelo jurista Walter Maierovitch, ex-Secretário Nacional Anti-Drogas, a respeito da crise do Judiciário e da tentativa de calar o Conselho Nacional de Justiça, órgão criado para exercer o controle externo da Justiça.


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A Personalidade do Ano é a ministra Eliana Calmon, e a Ausência do Ano é a comentarista Ofelia Alvarenga.

Carlos Newton


O Supremo não é mais aquele. Para ser nomeado ministro, nem é preciso ter notório saber jurídico, como a Constituição exige.

Carlos Newton


Para corregedor do TJ-SP, juízes já perderam a luta contra o CNJ

José Renato Nalini sugere que o conselho pense em como recuperar o entusiasmo da magistratura



Marco Aurelio Mello, Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski são os três mosqueteiros do corporativismo do Judiciário

Carlos Newton

Juiz diz que leis brasileiras são feitas para proteger corruptos

ADILSON TRINDADE E DANúBIA BUREMA
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Foto: BRUNO HENRIQUE/CORREIO DO ESTADO
Juiz Odilon de Oliveira, responsável por vários julgamentos de corruptos

Com o desafio de julgar os acusados de roubar o dinheiro público, o juiz federal Odilon de Oliveira faz duras críticas à legislação brasileira. Para ele, a lei é feita para privilegiar as classes econômicas mais altas e proteger os corruptos. Como magistrado, sente a dificuldade de mandar para cadeia os envolvidos na roubalheira do dinheiro do contribuinte. Hoje, é mais fácil colocar um ladrão de bicicleta na cadeia a condenar um corrupto.

Leia mais no jornal Correio do Estado



Dissolução da união estável não pressupõe partilha automática de bens

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Charge do Sponholz

TJ-SP: epicentro do "Furacão Eliana"



Administração pública

Justiça só condena 4,7%
dos suspeitos de corrupção



Embraer vai produzir aviões para a Força Aérea americana

Embraer vai produzir aviões para a Força Aérea americana

O contrato de Us$ 355 milhões foi assinado com a Sierra Nevada Corp., parceira da brasileira Embraer, para o fornecimento de 20 aviões turbohélice a-29 super tucano à força aérea do Afeganistão

comentários


Ministério inclui 52 nomes na lista do trabalho escravo


Por 2012, prefeitos se rendem à farra fiscal



Pesquisadores acompanharam os desdobramentos judiciais de 687 demissões de servidores suspeitos de irregularidades

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As melhores charges do ano

Leitores da Gazeta do Povo escolheram as três melhores charges sobre política de 2011

Charge do Sponholz

distrito federal

Padre é preso acusado de estuprar crianças


No momento da prisão, ele estava na cama com uma mulher nua - a secretária de uma igreja onde o padre trabalhou durante 9 anos



Vereadores de seis capitais terão reajustes de até 62% em 2012


Arte: Folha


Planos de saúde terão que ampliar cobertura a partir de domingo



Cezar Britto
Cezar Britto

O Ano Novo e o Jogo da Vida

“A dica para se ganhar o Jogo da Vida, nos ensina o Ano Novo, é fazer novo cada dia, vivendo cada segundo de forma corajosa, amorosa e intensa”



Detentos preenchem 2 mil vagas de trabalho com programa do CNJ

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Rudolfo Lago
Rudolfo Lago

Dilma de calças

“Se a saúde permitir – e tudo indica que permitirá –, Lula poderá completar a proeza de manter o PT no poder por 24 anos consecutivos”


Chávez diz que não acusou ninguém de induzir câncer em líderes latinos

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Charge do Duke (O Tempo/BH)

Considerações sobre capitalismo e socialismo, diante dos exemplos da China e do Brasil

Flavio Jose Bortolotto


2011: o Congresso produziu, mas pouca gente viu

No ano em que a corrupção não saiu da pauta, produção legislativa foi positiva, diz diretor do Diap

Para o analista político Antônio Augusto de Queiroz, a agenda positiva do Parlamento foi encoberta pela “pauta negativa” da imprensa e da oposição. Segundo ele, os oposicionistas foram os grandes derrotados do ano

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Marcelo Mirisola: "Como é que o Kassab existe e Deus não existe?”

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Desaparece o direito de não ter não medo

Carlos Chagas

Moralidade pública na Espanha e no Brasil

Jorge Brennand

Deu no jornal:


Charge do Duke (O Tempo/BH)

A aliança PT-PMDB e a posse de Jader Barbalho no Senado

Pedro do Coutto


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Mergulhe à vontade: 26 praias estão próprias para banho

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Chegou a hora de curtir o belo litoral soteropolitano; mas atenção: das 34 praias avaliadas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), na Região Metropolitana de Salvador (RMS), apenas oito estão impróprias

comentários.



CORRUPÇÃO: MAL CRÔNICO QUE PRECISA SER ERRADICADO DA PREFEITURA DE JEREMOABO.


Ministério inclui 52 nomes na lista do trabalho escravo



Um mundo de torturadores: a crueldade dos Estados
Dos 194 Estados da ONU, 100 praticam a tortura, seja para obter informações ou confissões, seja como metodologia para fazer reinar o terror. Síria, Egito, Argélia, Chile, Argentina, Brasil, Cuba, Estados Unidos, França, Espanha, China, Vietnã, Índia ou Rússia: não há continente que esteja livre dessa barbárie. Esta é a conclusão do informe “Um mundo de torturadores”, publicado na França.
> LEIA MAIS | Direitos Humanos | 30/12/2011

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Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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