domingo, dezembro 04, 2011

Veja vídeos históricos da carreira de Sócrates

Lupi pede demissão do Trabalho; é o 7º ministro a deixar o governo Dilma

PDT se reúne amanhã para discutir substituto Saiba mais sobre o ex-ministro Carlos Lupi Fui vítima de 'condenação sumária', diz Lupi
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Morre ex-jogador Sócrates

Morre ex-jogador Sócrates
O ex-jogador Sócrates morreu na madrugada deste domingo (4), aos 57 anos, em decorrência de um choque séptico, que ocorre quando bactérias de uma infecção chegam à corrente sanguínea e se espalham pelo corpo. O ídolo do Corinthians estava internado desde a última quinta (1º) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einsten, na zona sul de São Paulo, após dar entrada com quadro de infecção intestinal. Segundo o jornalista Juca Kfouri, um prato de estrogonofe contaminado com uma bactéria foi o responsável por desencadear a internação do ex-atleta. Ele, sua mulher e um amigo haviam se sentido mal na noite de quinta após comerem em um evento. Ainda não foram divulgados detalhes do velório e do enterro de Sócrates.

Charge do Sponholz

FHC culpa Lula por escândalos no governo de Dilma

FHC culpa Lula por escândalos no governo de Dilma
Ex-presidente diz que Lula foi "complacente"
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou, em entrevista ao jornal chileno El Mercurio neste sábado (3), que os escândalos de corrupção nos ministérios são uma herança deixada pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a sua sucessora Dilma Rousseff (PT). “Ela tem que demonstrar uma vontade diferente e indicar funcionários novos que não sejam corruptos”, sugeriu. Em visita ao Chile, onde participa de um seminário sobre economia organizado pelo Banco Itaú, o tucano disse que a extensão dos escândalos que eclodiram neste ano “passam a impressão que aceitar a corrupção se tornou uma condição para governar” o Brasil. FHC criticou diretamente Lula e disse que no governo do petista houve mais impunidade. “Ele foi complacente. Sempre deu desculpas frente a condutas que não têm desculpa”, criticou.
Dilma quase demitiu Jucá


Revista Época/SP | Colunistas

STF | Supremo Tribunal Federal

Dirigir estimula sexo pré-nupcial, aponta estudo saudita

Dirigir estimula sexo pré-nupcial, aponta estudo saudita
Relatório foi entregue ao grupo que assessora o Rei Abdullah
Permitir que as mulheres da Arábia Saudita dirijam pode estimulá-las a fazer sexo antes do casamento. A conclusão é de um relatório elaborado por Kamal Subhi, um acadêmico conhecido no país, entregue ao Conselho Shura, grupo que assessora o rei Abdullah, segundo informações divulgadas pelo ativista saudita Waleed Abu Alkhair, defensor dos direitos humanos. A posição final do estudo foi baseada no argumento de que, ao permitir que mulheres dirijam, amplia-se a mistura de gêneros e estimula-se o sexo. O viés altamente conservador do documento sugere que é crescente a pressão sobre o rei Abdullah, de 87 anos, para que permaneçam intocadas as regras que impedem as mulheres de dirigir na Arábia Saudita. Não havia informações sobre se o relatório foi solicitado pelo Conselho Shura - composto apenas por homens - ou enviado independentemente por Subhi. Informações do Estadão.


Dora Kramer

Ato de omissão

Dora Kramer

Battisti diz que deseja "anistia" com a população italiana

Battisti diz que deseja "anistia" com a população italiana
Em entrevista ao jornal francês “Le Monde”, o ex-militante de esquerda italiano Cesare Battisti afirmou que deseja uma "anistia" com a população de seu país. Ao ser questionado sobre o que desejava em sua vida, ele respondeu: "uma reconciliação com o povo italiano". Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava o grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo, e mora atualmente no Brasil, onde entrou em 2004. O italiano foi preso em 2007 e, dois anos depois, o governo brasileiro concedeu-lhe o status de refugiado político. O ex-militante afirmou ainda que quer "virar a pagina" desse episódio. "Assumo minhas responsabilidades políticas e militares, mas, atenção, não matei ninguém", garante. Informações da agência ANSA.


Dilma deu a entender que Lupi sai mesmo na segunda-feira

Carlos Newton

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Charge do Sponholz

Economia

Vinhos do São Francisco devem faturar R$ 30 mi

Vinhos do São Francisco devem faturar R$ 30 mi

Participação do setor vitivinicola do Vale do São Francisco, em Pernambuco, deve chegar a 10% de todo o mercado interno

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Silvio Santos desviou recursos do Panamericano

Silvio Santos desviou recursos do Panamericano

PF comprova que dinheiro pago pela Caixa Econômica Federal foi usado para pagar dívidas do dono do SBT; dirigentes do banco estatal terão que se explicar na Câmara; novo dono, André Esteves, ficou com banco que já precisa de mais recursos

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Marcos Valério perdeu a língua

Marcos Valério perdeu a língua

Publicitário não responde a perguntas do interrogatório; acusado de fraudar registros públicos de imóveis na Bahia, ele deve permanecer preso até segunda-feira, pelo menos

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Sócrates volta à UTI e respira por aparelhos

Sócrates volta à UTI e respira por aparelhos

Com quadro de infecção intestinal grave, ex-jogador corintiano respira por aparelhos, segundo boletim do hospital Albert Einstein; é a sua terceira internação no ano

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Saiba aumentar sua aposentadoria com novo fator do INSS

Segurados que começaram a contribuir cedo e que sempre mantiveram uma média salarial estável podem se beneficiar com a nova tabela do fator


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Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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