segunda-feira, maio 30, 2011

Ele chegou! Testamos as novidades do iPad 2

Fotos: Divulgaçcão

Fotos: Divulgaçcão / iPad 2 é mais fino e mais leve que o irmão mais velho iPad 2 é mais fino e mais leve que o irmão mais velho
Lançamento


Novo tablet da Apple já está nas lojas brasileiras – menor e mais fino

30/05/2011 | 00:08 | Cinthia Scheffer

Quase três meses depois do lançamento nos Estados Unidos, o tão esperado iPad 2 finalmente chegou ao mercado brasileiro na última sexta-feira. As primeiras mudanças em relação à versão anterior são visíveis antes mesmo de ligar o tablet: ele realmente está mais leve – pesa agora cerca de 600 gramas –, mais fino e com design ainda mais bonito que seu antecessor.

Mas aperte o “on”, porque tem mais. Corrigindo uma das grandes reclamações dos usuários, o novo iPad tem duas câ­­meras embutidas – uma na parte da frente e outra atrás. Uma novidade que dá acesso à outra: agora é possível usar o FaceTime pelo iPad e fazer vi­­deoconferências com usuários de outros produtos Apple (iPod Touch, iPhone 4 ou computadores Mac). A ferramenta funciona exclusivamente com re­­de Wi-Fi – se a conexão estiver boa, a conversa e a imagem fluem muito bem – mas o iPad 2 também tem a opção para conexão 3G.

Celular

iPhone branco também está por aqui

Quase tão esperado quanto o iPad 2, o iPhone 4 branco também está chegando ao Brasil. Espera-se que nos próximos dias ele esteja disponível em lojas de todo o país – até a semana passada, já havia um lote sendo vendido em lojas da Vivo em São Paulo. A verão branca do aparelho estará disponível em duas versões – 16 GB e 32 GB – e os preços praticados são os mesmos para os modelos pretos. A má notícia é que a quantidade deve ser bastante limitada.

No mais, ele é bem parecido com o irmão mais velho. A tela continua com 9,7 polegadas e a mesma resolução da anterior. O teclado também é o mesmo – ou seja, pouco confortável para quem precisa digitar textos muito longos.

Para navegar na internet ele funciona muito bem e muito rápido – o teste foi feito com um chip da Claro, com banda larga de até 20 GB. É bem verdade, no entanto, que a navegação seria mais fácil se fosse possível abrir “abas” no navegador – ao invés de abrir página por página.

Aplicativos

Durante o lançamento para a imprensa, em um evento em São Paulo na última sexta-feira, a Apple fez questão de destacar dois aplicativos já tradicionais dos computadores Ma­­cintosh e que agora podem ser usados no iPad: o editor de ví­­deo iMovie e o GarageBand.

Ao abrir o iMovie, o usuário tem acesso a todo o arquivo salvo no iPad – fotos, vídeos e músicas, que podem ser combinados de maneira relativamente simples, movendo os arquivos com os dedos. Quem tem um pouco mais de habilidade com o programa pode combinar até três faixas de áudio, em volumes diferentes.

O “estúdio” GarageBand dá uma boa amostra de quão incrível pode ser a tela multi-touch da Apple. O programa simula as cordas de uma guitarra e os pratos de uma bateria que o usuário toca com os dedos – produzindo sons diferentes conforme a intensidade do movimento.

Acessórios

Para proteger, outra novidade: a Smart Cover é uma espécie de capa para a tela do iPad que se prende magneticamente às extremidades do aparelho. Quando fechada, ela interrompe o funcionamento e coloca o iPad no modo repouso e quando aberta, serve de suporte pa­­ra usar o aparelho. Uma bela sacada.

Preços

O iPad 2 chegou ao mercado brasileiro custando a partir de R$ 1,6 mil. Mas a má notícia para os curitibanos é que os estoques, pelo menos nas lojas físicas, acabou ainda na sexta-feira, poucas horas depois do início das vendas.

A boa notícia é que a perspectiva é de que o preço do iPad caia nos próximos meses. Na última semana, o governo fe­­deral anunciou a isenção de al­­guns tributos para os tablets pro­­duzidos no Brasil.

Segundo o próprio governo, a Foxconn, que monta os aparelhos da Apple, já tem planos de instalar uma linha de produção no Brasil – embora o local ainda não tenha sido definido.


Serviço:

Preços: Opções com Wi-Fi: 16 - GB R$ 1.649/ 32 GB - R$ 1.899 / 64 GB - R$ 2.199. Para as versões com Wi-Fi e conexão 3G: 16 GB - R$ 2.049 / 32 GB - R$ 2.299 / 64 GB - R$ 2.599.

Fonte: Gazeta do Povo

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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