Por: JB Online
FRANKFURT - O técnico Carlos Alberto Parreira disse neste domingo, em entrevista coletiva, no hotel onde a Seleção Brasileira está, em Frankfurt, que o momento é de reflexão a comissão técnica e não de 'caça às bruxas'.
- é hora de lamber as feridas. A comissão técnica tem que se reunir e analisar o que deu errado. Não é hora de caçar as bruxas - disse Parreira, que aguarda a final da Copa do Mundo para se reunir com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para decidir se continua à frente da seleção.
Apesar da indefinição quanto ao seu futuro, Parreira falou como se fosse permanecer à frente da Seleção Brasileira:
- Temos que começar um novo caminho visando 2010 e 2014 e ver que renovação será feita. Temos mais quatro anos de trabalho até a próxima Copa do Mundo. Vamos voltar a brilhar porque o futebol brasileiro é muito forte.
O técnico comentou ainda a falta de espírito coletivo sentida na Seleção.
- As circunstâncias são muito diferentes hoje. Em 1958, por exemplo, o time saiu e voltou unido do Brasil. Tinha jogo de despedida. Existia um simbolismo que não há mais. Quase todos os jogadores hoje moram na Europa. Fizemos tudo dentro do possível e eu não me arrependo. Me arrependo, apenas, de não ter chegado à final - justificou.
Para o treinador, o fato do Brasil não chegar à uma final depois de três Copas consecutivas disputando a decisão do título, não tira o prestígio da Seleção, considerada a melhor do mundo.
- Ficamos 24 anos sem chegar à uma final e não perdemos prestígio. Criaram muita expectativa. No início, falavam que a gente tinha que dar show. Eu pergunto: quem está dando show? Ninguém. O futebol está muito equilibrado.
Segundo Parreira, o trabalho da comissão técnica era organizar os talentos individuais:
- Nosso trabalho era de fazer esses talentos jogarem em equipe. Conseguimos nas Eliminatórias e na Copa da Confederações, mas não na Copa do Mundo.
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