sexta-feira, junho 19, 2026

Dinheiro apreendido em endereços de Jaques Wagner será periciado para identificação de origem

 

Dinheiro apreendido em endereços de Jaques Wagner será periciado para identificação de origem

Por José Marques, Folhapress

19/06/2026 às 16:42

Atualizado em 19/06/2026 às 16:49

Foto: Polícia Federal/Arquivo

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Polícia Federal encontrou cerca de R$ 471 mil, entre dólares e euros, nos endereços ligados a Jaques Wagner (BA), líder do PT no Senado

O dinheiro em espécie apreendido em endereços ligados ao líder do governo Lula (PT) no Senado, Jaques Wagner (PT), será encaminhado à perícia pela Polícia Federal para análise da origem das cédulas.

A avaliação também irá analisar se as justificativas do senador, de que são valores oriundos de diárias não utilizadas em missões internacionais, são válidas. O procedimento é normal em operações com materiais apreendidos.

Nesta quinta-feira (18), a PF encontrou US$ 55 mil e 33 mil euros (cerca de R$ 471 mil, em valores atuais) em endereços ligados a Wagner, ao cumprir mandados de busca e operação na nova fase da Operação Compliance Zero.

Em nota, o senador afirmou que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. Sobre os valores em espécie apreendidos, a nota informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais.

A PF encontrou US$ 49 mil em dinheiro vivo no quarto de hotel em que Wagner mora, no Distrito Federal, além de 33,5 mil euros e US$ 6.175 em endereços relacionados ao parlamentar na Bahia.

Autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a operação mira ligação entre o líder do governo no Senado e o empresário Augusto Lima, que foi sócio do Banco Master de Daniel Vorcaro.

"O senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá", disse, em nota.

O advogado do senador, Pablo Domingues, disse que o "que se obteve como resultado da busca, se alcançaria facilmente sem ela". "Infelizmente, o expediente se repete em ano de eleição, nos mesmíssimos modos da busca e apreensão realizada em 2018", disse, em referência a uma ação da PF contra Wagner na época da Operação Lava Jato.

Domingues também disse que lamentava a divulgação das fotos da apreensão pela Polícia Federal, e disse que "o processo penal não pode ser instrumento de constrangimento público".

A defesa do empresário Augusto Lima afirmou que os fatos serão esclarecidos e que ele sempre agiu dentro da lei.

A ação da PF apura suspeitas de que o Wagner recebeu pagamentos ligados ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, por meio da empresa da esposa do enteado, além de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.

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