sábado, novembro 25, 2023

Fazenda Caritá: Um Tesouro Histórico Que Pertenceu a Jeremoabo"

 Fazenda Caritá: Um Tesouro Histórico Que Pertenceu a Jeremoabo"

Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV

Fazenda Caritá - JV PORTAL / JEREMOABO TV


A Fazenda Caritá localizava-se em Jeremoabo, hoje situada no município de Sítio do Quinto.

A partir de agora, vamos mostrar como se encontra, o abandono da fazenda Caritá, lugar onde Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo nascido em 28 de junho de 1838 tendo passado sua infância na fazenda. Ali também foi instalado um dos primeiros engenhos de açúcar do Brasil.

Fazenda Caritá - JV PORTAL / JEREMOABO TV

A fazenda onde o Barão nasceu está em uma área de caatinga preservada, que possuiu fontes de água naturais e árvores bicentenárias como pés de manga, bananeiras, coqueiros, cacau e outras como podemos observar até hoje.

Do antigo engenho, restam equipamentos que eram movidos por escravos e bois para a produção de açúcar e rapadura. Assinala que ele conserva a almanjarra e o forno com quatro tachos.

O Barão de Jeremoabo faleceu em 27 de outubro de 1903, tendo sido sepultado na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Conselho, na Cidade de Bom Conselho (Atual Cícero Dantas-BA).

Barão de Jeremoabo - Crédito: Google

Na fazenda Caritá, houve o funcionamento da mão de obra de empregados e escravos. Na fazenda, foi espaço de muitas festas, encontros de amigos e políticos. O Barão, viajava muito por toda a Bahia. O mesmo, teve grande influência quando veio a primeira expedição para combater os jagunços de Canudos de Antônio Conselheiro. O Barão era muito inteligente, tendo o mesmo aconselhado, a Antônio Conselheiro a desistir de um combate. Pois naquela época, existia uma transição no império da Bahia e a República.

Família Barão de Jeremoabo

A fazenda de Cícero, o Barão, foi vendida, posteriormente, para o Coronel João Sá, pecuarista, que foi Deputado Estadual e Ex-Prefeito de Jeremoabo. Deve-se ressaltar, que da Fazenda Caritá já de posse do Cel João Sá, a mesma foi palco no cenário político, municipal, estadual e brasileiro. Várias decisões foram tomadas em conjunto com às classes políticas existentes na época.

Foi de lá que fugiu o velho Quinto escravo responsável pela fundação da cidade de Sítio do Quinto. O velho Quinto como assim era chamado recebeu esse nome porque segundos os historiadores os escravos eram tratados por números e não por nomes como na atualidade. Segundo eles após a lei áurea o velho quinto formou um sitio nas proximidades da fazenda e todos o chamavam Sitio do Quinto.  Como o sitio do quinto foi evoluindo assim se formou o nome da cidade que foi desmembrada de Jeremoabo em 13 de junho de 1989.

O local, poderia ter se tornado em ponto de visitação para as escolas, comunidade e atração turística, onde se podia fazer trilhas, deslumbrar das belas serras e nascentes existentes na propriedade. No entanto, nenhum político deu a mínima atenção para esta riqueza cultural e histórica do município.

A história do patrimônio histórico de Jeremoabo, enfrenta uma triste e inquietante realidade, senão vejamos o que já teve, o que já foi, o que já era e, o que poderá deixar de existir.

A Fazenda Caritá, o imponente Mercado Municipal que existia na Praça Cel Antônio Lourenço, a Mansão da Família Sá, a Primeira Casa de Jeremoabo pertencente à família Almeida, os Cajueiros, a Lavanderia Pública, os resquícios da Igreja de N. Senhora de Vila de Brotas no fundo do Hospital Municipal de Jeremoabo, as Festas Religiosas como o Tríduo de São Sebastião, Coração de Jesus, Mês de Maria, N. Senhora do Carmo, o Natal da Praça Cel Antônio Lourenço, o Catecismo aos Domingos, Tapetes em Praças Públicas dia de Corpus Christi,  Pedra Furada, totalmente assoreada, sem a mínima conservação, o Rio Vaza Barris, em uma boa parte totalmente poluído, pedindo socorro não banha mais várias localidades, a Fonte da Tapera necessitando de conservação, as Olarias, o Mirante da Serra da Santa Cruz danificado sem iluminação até hoje, os Festejos Culturais como o Pastoril, Bumba Meu Boi, Peças Teatrais, Sede dos Artesãos, Festejo Santa Luzia no Bairro José Nolasco, antes, promovida pelo nosso saudoso amigo Cacheado, Carnaval, Réveillon, Lavagem da Goela da Ema, o Clube da AABB, o Clube D.A.R., as  Boites (boates), Festa de Comemoração Aniversário da Cidade (06/07) as Fogueiras no São João, o Cortejo do Ramo no Novenário de São João, Alvorada de Grupos Alternativos na abertura dos festejos juninos, Alvorada do Mastro, Queima do Judas no Sábado de Aleluia, Festa no Mercado Municipal, Serviço de Alto-Falante, Casamento Matuto tradicional, esse virou um cenário político, sem deixar de falar do Projeto Trongoxó, no qual foi criado a Domingueiras pela a Platina Eventos, Bandas Musicais da Cidade, Filarmônica 24 de Junho necessitando de ajuda e reforma em sua sede, tudo isso, inexistente, podendo outros, vir na iminência de deixar de existir. 

É hora de refletir o valor dos compromissos, sobre a importância cultural como um todo, o respeito de preservar a história de uma cidade ou mesmo de um povo. É uma chamada para ação, para salvar o que resta de nossa história e recuperar o espírito de preservação que sempre caracterizou Jeremoabo.

Diletos leitores e seguidores da JEREMOABO TV. Sinto vergonha e tristeza, pelo o descaso com a falta de existência do nosso PATRIMÔNIO HISTÓRICO. Hoje a Fazenda Caritá, já não nos pertence. Cidade sem HISTÓRIA é cidade morta. Triste realidade. A pergunta que não nos deixa calar. Por onde andavam as autoridades constituídas em nosso Município a tempos atrás?. 

A inoperância como também a falta de conhecimento, de apoio e visão em qualquer pasta pública, pode trazer sérios prejuízos para qualquer município que tenha sido castrado de atuar nas áreas do turismo e principalmente da cultura. Jeremoabo tem sofrido e pago um preço muito alto pela a omissão e desprezo pelo seu patrimônio histórico.

 Mas, é como diz o ditado " Enverga Mais Não Quebra". 

VÍDEO

JV PORTAL / JEREMOABO TV







Nota da redação deste Blog -   A destruição do patrimônio cultural, histórico, cívico e moral de Jeremoabo é algo profundamente lamentável. É um sinal de decadência e desespero que uma administração pública possa se voltar contra a própria comunidade que deveria servir.

A corrupção é o principal motor dessa destruição. Quando os governantes estão mais interessados em enriquecer a si mesmos e aos seus aliados do que em servir ao povo, eles não hesitam em saquear os recursos públicos e destruir a infraestrutura do município.

O resultado é um círculo vicioso de pobreza, ignorância e violência. As pessoas de Jeremoabo estão cada vez mais pobres e sem oportunidades. Elas não têm acesso à educação, à saúde ou à segurança. Como resultado, elas estão mais propensas a se envolver em atividades criminosas ou a cair na dependência de drogas e álcool.

A impunidade é outro fator que contribui para a destruição de Jeremoabo. Os corruptos sabem que podem cometer crimes impunemente, pois são protegidos por seus aliados no poder. Isso apenas incentiva ainda mais a corrupção e a violência.

É preciso que a população de Jeremoabo se mobilize para exigir mudanças. É preciso que ela exija que seus governantes sejam responsabilizados por seus atos. Só assim será possível interromper o ciclo de destruição e construir um futuro melhor para a cidade.

A população de Jeremoabo pode tomar para exigir mudanças:

  • Participar de manifestações e protestos contra a corrupção e a impunidade.
  • Pressionar os órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, para investigarem os casos de corrupção.
  • Eleger candidatos comprometidos com a transparência e a moralidade pública.

É importante que a população de Jeremoabo saiba que ela não está sozinha. Há pessoas em todo o Brasil que estão lutando contra a corrupção e a impunidade. Juntos, podemos construir um futuro melhor para o nosso país.




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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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