quinta-feira, setembro 28, 2023

AJU: resolvido problemas. Edvaldo visita templo de Confúcio, na China

  em 28 set, 2023 4:00

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

              “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 Os aracajuanos estão eufóricos com a notícia divulgada, ontem, por diversos meios de comunicação de Sergipe: o prefeito Edvaldo Nogueira, em missão oficial na China, ou seja, com o dinheiro público, inclusive diárias, visitou o tempo do grande filósofo chinês, Confúcio.

Por ironia, Confúcio defendia uma moralidade pessoal e governamental nas relações sociais, como também a justiça e a sinceridade. É tudo que o prefeito Edvaldo prega nas suas gestões, principalmente nos últimos sete anos.

Bem que o prefeito poderia seguir alguns ensinamentos de Confúcio, tais como, por exemplo, “ser honesto consigo mesmo”. Ou então refletir sobre a frase: “é raro, de fato, que um homem com palavras ardilosas e um rosto bajulador seja benevolente.”

Sem dúvida, a visita de Edvaldo ao templo de Confúcio será um divisor de águas para a gestão de Aracaju. Um benefício enorme para os aracajuanos que mudarão suas vidas a partir de agora. Um exemplo de como o dinheiro público é corretamente empregado.

E para terminar, já que a piada está pronta com a visita do prefeito: será que ele pediu a Confúcio que ilumine o caminho do candidato dele a prefeito de Aracaju? Brincadeirinha…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aracaju totalmente desconfigurada! Um descalabro, que tira a bela arquitetônica do Palácio Museu Olímpio Campos. Terra de Ninguém! Por que cargas d’água a Prefeitura autorizou a colocação de um contêiner da rádio 103 FM em plena Praça Fausto Cardoso em frente a entrada do Palácio Museu Olímpio Campos, onde os turistas visitam? Tanto lugar para colocar. Um absurdo! Sergipe del Rey é a Terra do Tudo Pode mesmo (para os grandes é lógico, principalmente para os familiares).

AJU! Não é cartel, é pura coincidência: R$ 6,29 no preço da gasolina em 90% dos postos Algum turista que chega a Aracaju de carro e vai procurar algum posto de combustível para abastecer pode até pensar que tem um cartel na cidade por conta da pura coincidência do preço da gasolina ser R$ 6,29 em quase 90% dos postos, inclusive das grandes redes. Amanhã, uma abordagem sobre este assunto que entrará na pauta semanal deste espaço.

Regalias da Adema. Será que o novo presidente sabe? E esta semana assumiu a presidência da Adema, George Trindade, um técnico que já passou por várias áreas da gestão estadual. Ainda não dá para o blog analisar, será necessário um pequeno período de quarentena. Porém, depois do acidente grave com um veículo terceirizado que vitimou um cidadão na Zona Norte, em Aracaju, onde o motorista estava usando o veículo para fins pessoais, agora outro motorista terceirizado está de férias e resolveu curtir a mesma com o veículo HB-20 à disposição da Adema. Depois que acontece os acidentes de quem será a culpa, do gestor de transportes que está ciente dessa situação e liberou o veículo ou do motorista que está de férias com o veículo da locadora? Será que o novo presidente tem conhecimento?

Ilha de Mem de Sá em Itaporanga: PF de olho em um futuro palacete? E o blog foi informado que uma denúncia foi formulada na PF, envolvendo a construção de um palacete na ilha de Mem de Sá, localizada em Itaporanga D`Ajuda. A denúncia é para averiguar a origem dos milhões que estão sendo gastos. Só recorrendo a Nossa Senhora da Piedade, já que Mem de Sá, português e o terceiro governador geral do Brasil, expulsou os franceses da então Guanabara e, se vivo, derrubaria a tiros de canhão o futuro palacete que querem construir com recursos pra lá de duvidosos…

Qual o motivo do Sindicato dos Radialistas não se posicionar sobre o fechamento da Rádio Cidade FM, 105.9? Atendendo ao pedido de vários colegas, desde a semana passada, o blog tenta entender qual o motivo do Sindicato dos Radialistas ainda não ter se pronunciado sobre o fechamento da Rádio Cidade FM 105.9, rádio comunitária da cidade de Santo Amaro das Brotas. Na imprensa, a informação divulgada foi que a rádio foi fechada ilegalmente pelo prefeito Paulo César e que a rádio está legalmente autorizada a funcionar pela Anatel abrindo espaço para o povo exercer sua liberdade de expressão.Várias entidades repercutiram o atentado à liberdade de imprensa e emitiram nota condenando a atitude do prefeito, como o SINDIJOR-SE, Fenaj, Abraço Brasil e Abraço Sergipe, ABI, entre outras. Mas estranhamente o Sindicato dos Radialistas de Sergipe se mantém calado. E alguns colegas questionam que se o motivo é porque o sindicato está correndo de polêmicas porque recentemente recebeu um terreno do governo estadual. Será que o Sindicato perdeu sua autonomia, independência? É aguardar!

 Laranjeiras: Pesquisa IDAPE aponta reeleição com folga de Juca O prefeito de Laranjeiras, José de Araújo Leite Neto (Juca), lidera com folga as intenções de voto no município. É o que aponta a pesquisa realizada pelo IDAPE (Instituto de Desenvolvimento da Administração, Pesquisa e Educação) e publicada hoje, 27, pelo Jornal da Cidade. Juca aparece em primeiro lugar com 56% das citações dos eleitores do município, enquanto que na segunda colocação aparecem empatados o ex-prefeito Paulão da Varzinhas e Alexandre Sobral, ambos com 8%. Em quarto estão Renilson da Mercearia e Emerson da Farmácia com 4% cada. Zé Nelson alcançou apenas 0,4% das citações.

Índices Não sabem ou estão indecisos: 11%; brancos e nulos somam 8%. A pesquisa foi realizada no último dia 15 de setembro, com 452 eleitores residentes nas zonas rural e urbana de Laranjeiras. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O IDAPE também perguntou sobre o nível de aprovação da gestão Juca. Considerando as somas dos índices bom e regular, o prefeito é aprovado por 63,5% da população. As ações nas áreas de saúde, infraestrutura e educação, messa ordem, foram consideradas as mais eficientes.

Disputa Filiado ao MDB, Juca pode concorrer à reeleição em 2024, e já tem dito que se depender do agrupamento ao qual faz parte e da vontade dos laranjeirenses, colocará seu nome novamente à disposição. Em 2024, ele disputou o pleito com outros três candidatos, tendo alcançado 6.551 votos, com uma diferença de 13% para o segundo colocado.

Ilha das Flores receberá o título de “Capital Sergipana do Arroz” Foi aprovado ontem, 27, o Projeto de Lei 403/2023, de autoria do deputado estadual Cristiano Cavalcante(UB), que concede ao município de Ilha das Flores o título de Capital Sergipana do Arroz. Localizada a 135 km de Aracaju, Ilha das Flores é uma cidade da região do Baixo São Francisco. A maior parte da renda do município vem da agricultura, por meio das plantações de arroz.

Renda através da rizicultura “Só em 2020, foram produzidas 31.084 toneladas de arroz em Sergipe, tornando o Estado o terceiro maior produtor de arroz do Nordeste, depois do Maranhão e Piauí. Neste período, a rizicultura ocupou, uma área de 4.220 hectares, produzindo uma média de 7.366 Kg/ha, sendo a maior parte em Ilha das Flores, onde 1020 produtores rurais familiares vivem da rizicultura, gerando renda e movendo a economia do município”, explicou Cristiano. O projeto foi aprovado por unanimidade e será encaminhado para que possa ser sancionado pelo Governador do Estado.

Barra dos Coqueiros: Prefeito Alberto Macedo encaminha projeto que leva dignidade às famílias de baixa renda A Barra dos Coqueiros está a um passo de conquistar mais dignidade humana. Na busca por um município cada vez mais justo e igualitário, a gestão do prefeito Alberto Macedo visa implementar um novo programa municipal de transferência de renda, o “Projeto Barra Cuida da Gente”. Esta iniciativa já foi encaminhada para ser apreciada na Câmara de Vereadores, no dia 18 de setembro, através do Projeto de Lei do Executivo 050/2023. A propositura ainda não foi colocada em pauta e precisa passar pela votação favorável dos parlamentares para que a ideia saia do papel e se torne uma realidade. 

Vulnerabilidade social Com o intuito de beneficiar 3 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, o projeto oferecerá um auxílio financeiro de R$200 reais a cada beneficiário. Essa medida, que pode parecer modesta para alguns, é crucial para muitos indivíduos e famílias que enfrentam dificuldades econômicas e sociais significativas. “Representa um importante passo na direção de uma comunidade mais acolhedora e solidária, focada em garantir um amparo adequado àqueles que mais precisam”, endossa o prefeito Alberto Macedo.

Desigualdades A pandemia entre outros fatores socioeconômicos expôs as desigualdades existentes em nossa sociedade. Deixando evidente a necessidade de apoio governamental direto para aqueles que estão à margem. O aporte não apenas alivia a pressão financeira imediata, mas também representa um gesto de empatia e solidariedade por parte da gestão municipal. A iniciativa do prefeito Alberto Macedo demonstra uma visão de gestão pública centrada nas pessoas e em seus direitos fundamentais.

Cenário mais igualitário e justo O administrador municipal destaca ainda, a importância de ações locais que, quando somadas, contribuem para um cenário mais igualitário e justo. “É importante frisar que o Projeto Barra Cuida da Gente vai além do aspecto financeiro. Ele simboliza um compromisso com a dignidade e o bem-estar de todos os habitantes da cidade. A dignidade humana é um princípio fundamental e universal, e essa iniciativa busca preservar e promover esse direito essencial”, reforçou Alberto. 

Exemplo inspirador Em um mundo onde a desigualdade persiste, o Projeto Barra Cuida da Gente é um exemplo inspirador de como a liderança política pode fazer a diferença na vida das pessoas. Com a aprovação da propositura, a cidade seguirá trilhando um caminho que valoriza a solidariedade e coloca em prática a noção de que é possível construir um futuro mais inclusivo e que ninguém deve ser deixado para trás.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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