segunda-feira, abril 27, 2020

Bolsonaristas tentam desqualificar Moro e promovem campanha de fake news nas redes sociais


Charge do Frank (desacato.info)
Luiz Vassallo
Estadão
“Tenho visto uma campanha de fake News nas redes sociais e em grupos de whatsapp para me desqualificar”, afirmou, neste domingo, dia 26, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. “Não me preocupo; já passei por isso durante e depois da Lava Jato. Verdade acima de tudo. Fazer a coisa certa acima de todos”, diz.
O ministro tem sido ativo nas redes sociais desde que deixou o governo, e reiterado acusações e críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Neste sábado, Moro compartilhou uma campanha do Ministério da Justiça. “Faça a coisa certa, pelos motivos certos e do jeito certo” foi o lema de campanha de integridade que fizemos logo no início no MJSP”, afirmou.
VAZA JATO –  Em seguida, no mesmo dia, foi a vez de Bolsonaro dizer, em seu Twitter: “A Vaza Jato começou em junho de 2019. Foram vazamentos sistemáticos de conversas de Sérgio Moro com membros do MPF. Buscavam anular processos e acabar com a reputação do ex-juiz. Em julho, PT e PDT pediram prisão dele. Em setembro, cobravam o STF. Bolsonaro, no desfile, fez isso”, diz a mensagem, que acompanha uma imagem do presidente ao lado de Moro”.
Moro respondeu. “Sobre reclamação na rede social do Sr.Presidente quanto à suposta ingratidão:também apoiei o PR quando ele foi injustamente atacado.Mas preservar a PF de interferência política é uma questão institucional,de Estadode Direito,e não de relacionamento pessoal”.
INTERFERÊNCIA POLÍTICA – Ao anunciar a saída do cargo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, acusou nesta sexta-feira, dia 24, o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas e relatórios de inteligência. “O presidente me quer fora do cargo”, disse Moro, ao deixar claro que a saída foi motivada por decisão de Bolsonaro.
Em seguida, o presidente exibiu mensagens que, segundo ele, demonstram a pressão do presidente para a troca de Valeixo. No conteúdo gravado no WhatsApp, o presidente mostra uma notícia sobre investigações contra deputados aliados para exigir a troca do diretor-geral da PF.
VAGA NO STF – Moro também exibiu uma conversa com a deputada federal Carla Zambelli, em que ela pede para que o ministro aceite uma vaga no STF em setembro, e também a troca na PF, pelo diretor da Abin. “Va em setembro para o STF. Eu me comprometo a ajudar. A fazer o JB prometer”. “Prezada, não estou à venda”, respondeu Moro.

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