segunda-feira, abril 27, 2020

Por que Bolsonaro ainda não nomeou o novo ministro da Justiça e o diretor da PF?


Está faltando tinta na Bic do Bolsonaro | Ruth de Aquino - O Globo
Charge do Chico Caruso (O Globo)
Pedro do Coutto
A situação política deve estar contendo a caneta na mão de Jair Bolsonaro, por não ter conseguido ainda nomear o substituto de Sérgio Moro nem tampouco escolher o novo diretor da Polícia Federal. Este sintoma é extremamente crítico para o Palácio do Planalto, na medida em que o impasse permanece tolhendo a disposição do presidente da República. Esta é a impressão na qual a opinião pública aguarda o resultado do problema.
Há ainda o fato de a Associação de Delegados da Polícia Federal anunciar sua disposição de recorrer ao Judiciário caso o presidente Bolsonaro conclua pelos nomes de pessoas muito ligadas à sua família e também pela obstrução que está sofrendo.
NINGUÉM ENTENDE NADA – É absolutamente incrível o que está acontecendo em nosso país. Escrevo este artigo no início da noite de segunda-feira, dia 27, e continuo aguardando uma definição que está custando a ser resolvida. Realmente, ninguém sabe o que está acontecendo no país.
Além das duas nomeações, aguarda-se o despacho do Ministro Celso de Mello autorizando  o inquérito reclamado pelo Procurador-Geral da República Augusto Aras contra o ex-ministro Sérgio Moro. Se autorizar, a tendência só pode ser uma: marcar a data do depoimento de Sérgio Moro sobre as acusações levantadas contra ele.
Dessa forma o Supremo Tribunal Federal iniciará o processo. O comparecimento de Sérgio Moro ao STF dará margem a uma repercussão ainda maior a respeito dos fatos que o levaram a deixar a Pasta.
ARTIGO DE MEDINA – Excelente o artigo do ex-deputado Rubem Medina sobre a questão colocada nas redes sociais e também quando do comício de domingo em Brasília, no qual surgiram faixas tendo como alvo a Corte Suprema e o Congresso Nacional. Os manifestantes Se posicionaram na presença de Bolsonaro a favor até de um novo Ato Institucional nº 5.
Medina destacou o contraste terrível entre a democracia de hoje e a ditadura implantada a partir de dezembro de 1968. O autor do texto indaga se aqueles que defendem o retorno do Ato 5 têm conhecimento de seus reflexos, sobretudo sufocando as liberdades públicas e os direitos humanos.
LEGITIMAR A TORTURA – O Ato 5 na verdade buscava legitimar as torturas e institucionalizar o peso do Estado na vida dos cidadãos. A tortura, digo eu, é a coisa mais hedionda que possa existir. Por isso quem defende a tortura e os torturadores pertence à extrema direita, como Bolsonaro, uma vez que só num regime ditatorial a tortura pode ser aplicada a torto e a direito.
Um terceiro assunto de hoje reservei para a entrevista do ministro Nelson Teich com a imprensa a respeito do coronavírus 19. Foi um espetáculo triste, pois ele e seus executivos limitaram-se a falar sobre intenções e não a respeito das medidas concretas indispensáveis ao enfrentamento da pandemia que alarma o país e o mundo.
Ao longo do encontro os representantes do Ministério da Saúde chegaram à conclusão de que o combate ao coronavírus tem de partir do SUS. Francamente o ministro Nelson Teich não demonstra um entusiasmo verdadeiro para enfrentar o desafio.

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