segunda-feira, abril 27, 2020

Em meio às tratativas para a sucessão na PF, Bolsonaro recebe advogado de Flávio: “Mera coincidência”.


Wassef negou participar da escolha do novo diretor-geral da PF 
Andréia Sadi
G1
O presidente Bolsonaro recebeu no Palácio da Alvorada neste domingo, dia 26, o advogado Frederick Wassef, que advoga para Flávio Bolsonaro no caso Queiroz – além de defender o presidente Bolsonaro em casos que envolvem o Judiciário.
O blog procurou Wassef e perguntou o motivo da visita, em meio a tratativas para a sucessão na Polícia Federal. Ele disse que foi tratar de “questões de natureza jurídica, principalmente a respeito de matérias mentirosas que estão sendo ditas sobre o presidente”.
NEGATIVA – Perguntado se ele está participando da escolha do novo diretor-geral da PF e do novo ministro da Justiça, ele negou. A reportagem perguntou se ele não achava estranho e inadequado ele ir ao Alvorada justamente hoje, em meio às tratativas para a sucessão de Moro e de Mauricio Valeixo. Wassef respondeu: “mera coincidência”.
O senador Flavio também esteve no Alvorada hoje, além de ministros da ala militar. Generais passaram o final de semana tentando demover Bolsonaro da escolha de Jorge Oliveira. Acham que o desgaste será “sem precedentes” com uma dupla escolha pessoal: Ramagem, na PF, e Jorge Oliveira, no Ministério da Justiça.
“NÃO OUVE NINGUÉM “ – Eles afirmam que o presidente “não ouve mais ninguém” fora do núcleo familiar e que, se tivesse ouvido, teria cogitado um substituto “no nível do Moro”. Sugestões de diferentes auxiliares da ala militar incluíam juristas e magistrados que também haviam passado pela Lava Jato. Mas Bolsonaro fez uma escolha pessoal, até aqui.
Segundo o blog apurou, o que preocupa o presidente, hoje, é o Supremo Tribunal Federal. Assessores ouvidos pelo blog avaliam que o Congresso, com o centrão na mesa de negociação do Planalto, pode ser mais controlado e o desgaste virá da oposição.
Mas veem o ambiente do STF de forma diferente: avaliam que a relatoria de Celso de Mello no inquérito que apura as denúncias de Moro trará dor de cabeça ao presidente. Dessa forma, Bolsonaro já se prepara com seus advogados para enfrentar o tema na corte.
ALERTA DE MORO – Sergio Moro alertava nos bastidores que, se ele deixasse o cargo, o presidente Bolsonaro iria “arrebentar” a Polícia Federal. Por isso, argumentava nos bastidores, o comando da PF precisava ter o aval do ministro da Justiça.
Moro não tem relação com Alexandre Ramagem, e disse isso mais de uma vez a ministros do governo. Afirmou, ainda, que não rasgaria sua biografia só para permanecer ministro.

Em destaque

Ministros do STF ameaçam debater 'podres' de colegas se apenas Moraes for julgado na sessão de 15/9

Ministros do STF ameaçam debater 'podres' de colegas se apenas Moraes for julgado na sessão de 15/9 Por Mônica Bergamo, Folhapress 1...

Mais visitadas