quarta-feira, outubro 31, 2018

Adalberto Vilas Boas o Beto do Caju também sabe denunciar políticos supostamente corruptos


Crédito: Antonio Queirós
O vereador de Salvador, Vado Malassombrado (DEM),
 é acusado de estelionato por ter passado dois
 cheques supostamente sem fundo no valor de
 R$ 5 mil, cada, totalizando R$ 10 mil, na compra
 de um ônibus em 2016. Ao Bahia Notícias, ele admitiu
 ter sustado os cheques, mas negou ter cometido
 crime. Quem acusa o político é Adalberto Torres
 Vilas Boas, que entrou com um processo judicial
 no mesmo ano, na Vara dos Feitos Relativos às
 Relações de Consumo, Cível, Comercial, Fazenda
 Pública e Registros Públicos de Jeremoabo, que ainda
 está em curso..
Fonte: Política Livre

Vereador de Salvador é acusado de estelionato ao passar cheques sem fundo; ele nega
Foto: Valdemar Lopes/ CMS
O vereador de Salvador Vado Malassombrado (DEM) é acusado de estelionato por ter passado dois cheques supostamente sem fundo no valor de R$ 5 mil, cada, totalizando R$ 10 mil, na compra de um ônibus em 2016. Ao Bahia Notícias, ele admitiu ter sustado os cheques, mas negou ter cometido crime.

Quem acusa o político é Adalberto Torres Vilas Boas, que cobrou do democrata a dívida diversas vezes, segundo ele. Adalberto entrou com um processo judicial no mesmo ano, na Vara dos Feitos Relativos às Relações de Consumo, Cível, Comercial, Fazenda Pública e Registros Públicos de Jeremoabo. O caso está tramitando. A última movimentação do processo, de acordo com o sistema PJe do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), foi em outubro do ano passado. Atualmente, o caso está concluso para despacho do juiz.

O veículo custou R$ 20 mil e foi parcelado em quatro vezes de R$ 5 mil, sendo que apenas 50% do valor total foi pago. Em entrevista ao Bahia Notícias, a vítima relatou o caso. “Tem dois anos e cinco meses, ou seja, 29 meses de atraso, e não me dá nenhuma satisfação, nem tenta negociar, realmente houve a má-fé. Um vereador, com o salário que tem, não assumir um compromisso desse é vergonhoso para um homem público, que precisa da opinião pública. É essa imagem que ele passa para os eleitores dele e do grupo? É vergonhoso, por isso que as pessoas falam mal dos políticos. Uma ovelha negra dessa contamina o rebanho”, disparou.

Tudo começou quando a filha de Adalberto Vilas Boas, Daniela Vilas Boas, foi acionada pelo pai para colocar o anúncio na OLX, site de compra e venda. “Meus pais moram no interior da Bahia. Alguém conhecido do vereador Vado olhou, ligou para meu pai e marcou para ir lá pegar. Deu os cheques, e os dois últimos foram sem fundo. Fica complicado, porque foi há dois anos. Meu pai é um homem de família, trabalhador. Temos uma família honesta, direita”, lamentou ela ao BN.

No mesmo ano que adquiriu o ônibus, Vado, em outubro, conquistou 7.405 votos dos soteropolitanos, ficando na suplência, mas assumiu logo a cadeira do Legislativo municipal após Claudio Tinoco (DEM) ser nomeado secretário municipal de Cultura e Turismo da gestão ACM Neto. Em 2018, o vereador concorre a deputado federal. Veja fotos dos cheques abaixo:


“SUSTEI O CHEQUE, MAS POR DEFEITO DO CARRO”

Procurado pelo Bahia Notícias, o vereador deu sua versão para a denúncia feita por Adalberto e Daniela. Ele confirmou ter sustado os dois cheques, mas afirmou que fez isso porque tinha um acordo com o dono do ônibus, que não foi cumprido. Além disso, negou que tivesse sido notificado do processo movido por Adalberto.


De acordo com ele, logo depois da compra, ainda em Jeremoabo, o veículo apresentou defeito. “Logo quando fechamos negócio, o carro quebrou no meio caminho. Não chegou nem a sair de lá [da cidade]. O carro ficou no meio do caminho”.

Ainda segundo o vereador, o próprio Adalberto garantiu que faria os consertos, já que disse não saber dos defeitos no ônibus. “Ele fez o paliativo no carro e, ao chegar aqui [em Salvador], o carro apresentou problema”, contou. Vado, alegou ter acertado com o proprietário que faria os reparos em Salvador. Em troca, o valor dos consertos seria descontado das parcelas do pagamento. 

“Eu disse que a gente resolveria a questão nas parcelas. Compensou o primeiro cheque. Quando levei o carro para a oficina, fiz o orçamento do conserto, ele achou caro. Queria que eu tirasse o ônibus da oficina. Eu fiz o serviço e o dono do carro ficou de vir em Salvador para a gente acertar e nada de acertar. Como tava para vencer o outro cheque, eu avisei a ele que ia sustar os dois cheques. Ele disse que não precisava, que vinha aqui, achando ele que eu era menino”, disse Vado, ao defender que tomou a medida por não sentir confiança nas palavras de Adalberto. 

Ele também negou que tenha sido intransigente e falou que sempre deixou aberta ao proprietário a possibilidade de negociação. Mesmo com o fato de o polêmico ônibus ter sido o mesmo que ficou completamente destruído após pegar fogo em agosto do ano passado, no fim de linha do bairro de Massaranduba, em Salvador. 

“Queria que ele resolvesse porque quem está perdendo sou eu. Quando venceu a parcela do primeiro cheque, eu disse a ele que o ônibus tava parado, que não me adiantava o ônibus quebrado. Nessa parte, eu sou vítima. Cadê o direito do consumidor? Ele não queria assumir algo que a gente tinha combinado. [...] A menina me ligou recentemente, dizendo que é filha dele, e eu disse para ela vir no meu polo cultural. Ela não mora em Jeremoabo, mora em Salvador, pelo que me disse, mas nunca veio aqui. Não sei o porquê”, contou. 

VADO PODE RESPONDER POR ESTELIONATO

Segundo o advogado e professor de Direito Processual Penal Ivan Jezler, o vereador pode ser acusado pelo crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, caso seja comprovado que ele agiu de má-fé ao sustar os cheques para pagamento do ônibus. No entanto, o processo contra o político ainda está no âmbito cível, e não no criminal. 


“No âmbito criminal, existiria esse delito [estelionato]. Para configurar esse crime, precisaria existir dolo na frustração do pagamento. Tem que ficar caracterizado que ele tinha intenção de frustrar o pagamento”, explicou. Caso seja instaurado algum processo criminal contra Vado, o risco de prisão é mínimo porque pena prevista para o crime, segundo Jezler, é de um a cinco anos de prisão - ela poderia ser convertida em benefícios previstos na lei.   

“Como é um crime com uma pena que não é alta, ele teria uma série de benefícios e precisaria cumprir algumas condições, como reparar o dano e comparecimento periódico em juízo. O processo fica suspenso por uns 4 anos e, depois de cumprir as condições, a punibilidade é extinta”, afirmou o advogado. 

Entretanto, uma possibilidade perigosa para Vado é o afastamento do mandato de vereador pela Justiça ou sofrer um processo disciplinar por quebra de decoro, que poderia ser aberto na Câmara pelos próprios colegas vereadores. Mas para Jezler, no entanto, como o suposto crime cometido não é grave, não haveria motivo para uma medida cautelar de afastamento do cargo. 

“Quando é um crime contra a administração, decreta-se isso. Mas estelionato não tem pertinência. Não é nenhuma acusação de crime grave”, argumentou.

Questionado pela reportagem se tem receio de perder o mandato por causa da denúncia, Vado negou. “Eu sou uma pessoa comum. Como não sou rico, não tenho acesso à linha de crédito, faço minhas coisas no cheque, coisa que nunca me trouxe problema. Esse é o primeiro problema que me aparece com cheque”, defendeu. 
Fonte: Bahia Notícias.

Nota da redação deste Blog - Para que os leitores entenda, transcrevi as duas matérias acima.
As vezes o artista porque é deputado, vereador, ou qualquer outro cargo político, pensam que estão acima da Lei e podem fazer tudo, principalmente praticar atos não republicanos.
O bom político deve ser ficha-limpa, ter atitudes ilibadas, e servir de exemplo para os demais cidadãos, no entanto, o que assistimos atualmente no Brasil é o Lava a Jato tirando a máscara de muitos.
 Nem todo cidadão que reside no interior é omisso nem covarde, como exemplo cito o cidadão  Adalberto Torres Vilas Boas mais conhecido entre nós como Beto do Caju, que achando-se lesado soube bater as portas da Justiça e vários órgãos da imprensa tanto do interior quanto da capital.
Que essa atitude do nosso conterrâneo Beto sirva de exemplo para todos nós jeremoabenses, que na maioria das vezes, somos lesados nos nossos direitos como cidadãos, e por covardia ficamos omissos, preferimos ser roubados a exercer nossos direitos de cidadãos.
Beto em busca de seus direitos, só faltou falar com o Papa e com a ONU.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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