sábado, julho 28, 2018

Aconselho que vocês de Jeremoabo leiam essa matéria para depois reclamar.

Resultado de imagem para foto na politica interesse pessoal




Na Politica . Interesse Pessoal acima de tudo.


Publicado por Sergio Furquim



O significado da palavra política:
Política é a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego politiká, uma derivação de polis que designa aquilo que é público. O significado de política é muito abrangente e está, em geral, relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público.
“O verdadeiro valor da palavra política. É a preocupação a serviço do bem comum de todos e não a política de interesses pessoais”.
O que constatamos em relação à política não é a preocupação do bem comum e sim a preocupação do interesse próprio de cada politico.
Para ingressar na Política e pleitear ser candidato a cargo eletivo: Prefeito, vereador, deputado, senador e Presidente da Republica tem que estar filiado em algum partido.
Pergunto será que existe ideologia na atual circunstancia.
IDEOLOGIA: AQUILO QUE SERIA OU É IDEAL
O QUE PERCEBEMOS É QUE AS PESSOAS DEIXARAM A IDEOLOGIA DE LADO POR MERO INTERESSE PESSOAL.
Hoje em dia notamos que as pessoas não têm uma ideologia firmada, elas mudam de acordo com seus interesses pessoais.
Isto esta acontecendo em todas as classes sociais e também nas entidades de classes, estas pessoas são como camaleão.
Eles passam por alterações frequentes de humor, de comportamento, ou de opinião, podendo ser chamados como volúveis.
Hoje eu apoio você sou fiel a você, já amanhã eu apoio o que foi meu adversário. Não há uma ideologia e sim um jogo de interesse pessoal.
O candidato e indicado pela convenção da agremiação partidária.
A partir da homologação das candidaturas pela Justiça Eleitoral o candidato esta apto a disputar o cargo que escolheu.
Neste momento o candidato começa sua campanha eleitoral percorrendo um caminho a procura de apoio aos amigos, parentes e até pessoas estranhas. Pedindo apoio e oferecendo vantagens tais como: emprego, cesta básica, pagamento de energia elétrica, gás de cozinha. Oferece o impossível em troca dos votos para ser eleito. Isto ocorre nas pequenas cidades onde quem pode mais chora menos. Se algum eleitor adversário fizer denuncia este será perseguido se for servidor vai ser despedido. As denuncias geralmente não são averiguadas e se for averiguadas vai ser arquivada.
Agora se as denuncias for por parte de quem esta no poder ai sim vai ser apurada rigorosamente, isto nas cidades pequenas onde ainda vigora o coronelismo.
Chega à eleição tem um vencedor. Este vencedor ofereceu empregos e cargos em troca do apoio, só que o vencedor não cumpre com as promessas. Não cumpre porque as promessas era mentirosa os eleitores faminto por empregos acreditaram na promessa mentirosa.
Além de não cumprir com as promessas começa a desprezar os companheiros que ajudaram a se eleger.
Isto é normal, estamos assistindo em que um vice arquiteta o impeachment para ficar em seu lugar. Onde esta o companheirismo a gratidão. O vice não tem votos.
Para sair vitorioso em uma eleição não existe inimigo politico porque o interesse pessoal esta acima de tudo.
“O Interesse pessoal fala mais alto. Não existe inimigo politico existe interesse pessoal. Existe barganha política dou meu apoio e recebo cargos na administração. E ainda tem carta branca para indicar os amigos políticos. Enquanto as pessoas pensarem em interesse pessoal o município certamente vai continuar estagnado.”
Ai começa a ingratidão do candidato eleito para com o eleitor, articulador politico e demais companheiros.
“INGRATIDÃO
Ingratidão e a ausência de um sentimento em não reconhecer o bem que outrem nos proporcionou.
O ser humano e imprevisível enquanto a pessoa que você estendeu a mão está numa posição confortável ela te trata muito bem, mas a partir que você não está mais no comando à pessoa que você estendeu a mão passa a ignorar e te trata você como uma pessoa estranha isto é INGRATIDÃO.”.
“PENSE BEM ANTES DE ENTRAR PARA VIDA PÚBLICA”.
Se você não quiser passar aborrecimento não entre na vida pública.
Hoje em dia a maioria das pessoas pensa apenas em interesse próprio. Não existe lealdade na vida pública enquanto você estiver à frente de um cargo ou função pública você estará rodeado de pessoas, mas o momento que você não estiver mais comandando pode ter certeza que você acabara sozinho.
Não existe mais lealdade e sim interesse pessoal.
Nos pequenos municípios a situação leva grande vantagem sobre a oposição:
Nas eleições municipais a maquina administrativa coloca todos os servidores e maquinários para distribuir bens e serviços que não pode ser promocionalmente utilizada, dando ensejo a qualquer tipo de retribuição, já que feita gratuitamente. A entrega de uma cesta básica vale gás, serviços de terraplanagem em propriedade particular com pedido ostensivo de voto, ou acompanhada de “santinho” de candidato, desvirtua o propósito original do ato, sacrificando o principio da moralidade administrativa. Se o eleitor denunciar e perseguido e ainda não há nenhuma apuração.
Isto continua até hoje sem perspectiva de mudança. Quem esta no poder acha que pode fazer o que bem entender. Se analisar bem este pensamento esta correto, porque não acontece nada mesmo com denuncia de favorecimento pessoal e aos amigos políticos.
ISTO AINDA É BRASIL
Sérgio Furquim

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas