quinta-feira, março 29, 2018

A politicagem das 50 casas: uma enganação sem fim.

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Há elementos inescrupulosos que aproveitam-se da boa fé e do pouco conhecimento da população, principalmente do povo mais humilde, para de forma descarada pregarem a mentira.

As 50 casas tão faladas é um engodo, os vereadores da oposição agiram certo de forma corajosa, responsável e em benefício do município de Jeremoabo, agiram com transparência requerendo transparência.
O que está acontecendo hoje em Jeremoabo não passa da reprise de um filme já rodada no cidade de Quijingue, há mais de dois anos.
Seria burrice e irresponsabilidade dos vereadores da oposição se tivesse dado um pulo no escuro aprovando coisa obscura, pois quem viveu de aventuras foi Tarzan.

Ao encerrar esse pequeno comentário quero dizer apenas duas coisas: a primeira é que a mentira além de ser pecado é feio mentir; a segunda é que estou transcrevendo mais uma matéria da cidade de Quijinque -Bahia, para que não venham dizer que é invenção dos vereadores da oposição ou mesmo do Blog Dedemontalvao-Jeremoabo hohe.


QUIJINGUE

segunda-feira, 09 de Março de 2015 11:45

Vereadores querem mais clareza sobre a entidade que quer construir casas populares e prefeito mobiliza famílias beneficiadas

polemica-vereadores-de-quij.2Vereadores não encontraram nada funcionando no imóvel onde seria sede da ACAFAG, em Salvador, responsável pela construção de 100 casas populares, Por outro lado o prefeito continua se mobilizando para concretizar a obra.
Resultado de uma investigação sigilosa iniciada no final de fevereiro, mais precisamente no dia 23, quando um grupo de vereadores liderado pelo presidente da Câmara Washington Góis, resultou na descoberta que o local onde supostamente funciona a Associação de Apoio Comunitário a Educação a Cultura e a Cidadania (ACAFAG), indicada pelo prefeito Almiro Costa Abreu Filho conhecido por Almirinho (PT) para construir as casas populares do distrito de Algodões através de recursos da Caixa, nada funciona e foi encontrada com placa de aluguel.
Vereadores buscam explicação do porque, eles encontrarem o local com uma placa de uma associação, encontrar fechado placa de aluguel.
Vereadores buscam explicação do porque, eles encontrarem o local com uma placa de uma associação, encontrar fechado placa de aluguel.
Os vereadores foram ao endereço indicado e o prédio, onde deveria funcionar a entidade, na Estrada do Coqueiro Grande, 126, Cajazeiras, em Salvador, existe uma placa de aluguel e, segundo o proprietário do imóvel, todos os cômodos estão vazios e prontos para alugar.
O que os vereadores querem saber é quem “arranjou” esta associação e quais suas reais intenções. Segundo o vereador Washington Góis, existe um movimento de pressão por parte de pessoas ligadas ao prefeito e diante desta realidade propôs a formação de uma comissão composta por dois vereadores oposicionistas e dois governistas, mais dois membros beneficiários das casas populares para ir a Salvador constatar o que eles relataram e por unanimidade, os vereadores se mostraram favoráveis à aprovação imediata das doações dos terrenos, desde que a empresa não seja fantasma.
O projeto do Minha Casa Minha Vida que irá beneficiar 100 famílias no distrito de Algodões e associação responsável pelo gerenciamento do projeto é a ACAFAG, entidade que funciona há muitos anos e tem o CNPJ 63.226.302/0001-00 e realizou trabalhos em outros municípios. A escolha da associação para o gerenciamento do MCMV foi feita pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) do Governo do Estado.
Habilitada como Entidade Organizadora para a execução do Programa Minha Casa Minha Vida pela Portaria Interministerial n. 105/2012 de 02/03/2012, no nível D, sendo validada nessa condição conforme Portaria n. 107 de 26/02/2013.
Na sexta-feira (06), o prefeito Almirinho participou de uma reunião com o Superintendente de Habitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado e o presidente da ACAFAG para tratar sobre o este projeto.
Enquanto a câmara mobiliza uma viagem a Salvador, o prefeito convoca as famílias para uma reunião nesta segunda-feira, (09), às 18 horas, no CESC em Algodões, onde deverá justificar para os principais beneficiários essa suposta irregularidade aponta pelos vereadores,  bem como encaminhar para os meios de comunicação.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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