quarta-feira, março 28, 2018

O Blog Jeremoabohoje desmascara a pressa para aprovar as 50 Casas populares em Jeremoabo

Quijingue: protestos, tensão e aprovação da CPI


Em Sessão realizada na última terça-feira na Câmara de Vereadores de Quijingue, um grupo com cerca de 90 pessoas do distrito de Algodões, incentivados pelo vereador Reginaldo do PT, lotou o pequeno plenário da câmara e fez uma grande manifestação com faixas, cartazes e apitos, protestando pela aprovação imediata das doações dos terrenos do município a uma associação de salvador ACAFAG, lotada na Estrada do Coqueiro Grande, 126, Cajazeiras, Salvador- BA, tel: (71) 3395-5282, no terceiro Prédio, para construção de 100 casas do programa Minha Casa Minha Vida, que irá beneficiar 100 famílias na comunidade. Associação essa que os vereadores alegam não existir no endereço indicado na Receita Federal. O andamento da sessão foi interrompido diversas vezes, os manifestantes faziam muito barulho.

As manifestações começaram logo após o presidente Washington realizar a leitura de dois requerimentos. O primeiro informando a volta do vereador Reginaldo Cavalcante do PT a liderança do governo no poder legislativo e o segundo sobre a ordem judicial da retomada da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

A justiça determinou que os vereadores voltem a investigar o prefeito Almiro Costa Abreu Filho (PT) sobre a suspeita de irregularidades na contratação de uma empresa da cidade de Tucano/BA, Carlos José Jesus dos Santos-ME de nome fantasia: Avenida Móveis e Eletrodomésticos. A empresa foi contratada através de carta convite Nº15/2013  para o fornecimento de eletro e eletrônicos para a prefeitura. Por meio de uma averiguação dos parlamentares verificou-se que no endereço onde deveria existir a loja havia um depósito abandonado. O governo na liderança do vereador Reginaldo estava disposto a todo custo anular o ato e impedir que a Câmara investigasse o prefeito por meio de uma CPI.

Ontem de imediato obedecendo à ordem judicial o presidente da casa nomeou de forma proporcional de partidos políticos os nomes dos parlamentares que irão compor a comissão para investigação das denuncias no prazo de 90 dias. A Comissão está formada pelos seguintes integrantes: Vereador Romerinho – PT , Vereador Clovis – PSD e Vereadora Celia Maria do SDD , Celia no entanto justificou não poderá participar da comissão pois irá realizar exames médicos nos próximos dias, sendo substituída pelo vereador Edvando  do partido SDD.

A decisão do presidente da Câmara de não colocar o projeto na pauta irritou os manifestantes. A sessão foi interrompida duas vezes para tentar conter o tumulto. Segundo declarações do próprio presidente da casa "a manifestação não ocorreu de forma ordenada", conforme o seu Regimento Interno onde destaca que durante as sessões ordinárias realizadas no Plenário não podendo haver manifestações como palmas ou vaias, fato ignorado pelos manifestantes.

A sessão foi interrompida duas vezes, chegando a ser suspensa por 15 minutos. Após os 15 minutos para a retomada da sessão um novo tumulto teve início e diante da superlotação e a pouca segurança, embora existissem dois policiais da PM, o presidente encerrou a reunião com medo de terem sua integridade física ameaçada se retirando com os demais parlamentares para o gabinete principal. Logo após a saída dos vereadores começam as vaias e gritos em referencia aos mesmos que só puderam sair do plenário após a chegada do reforço policial do batalhão da cidade de Euclides da Cunha.

Washington se reunirá com os vereadores para tomar uma decisão conjunta em relação às próximas sessões, o presidente disse que o encerramento ocorreu para preservar a segurança das “crianças e idosos” que estavam presentes, dos vereadores e para zelar pelo patrimônio público. Durante a sessão, era visível na plenária da casa funcionários, assessores e secretários da prefeitura, os quais geralmente só comparecem aquele recinto quando existe algum assunto de interesse do poder executivo ou até mesmo pessoal.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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