sexta-feira, outubro 24, 2014

















Você que tem graduação, pós graduação, mestrado ou doutorado em qualquer área e está desempregado não se preocupe seus problemas acabaram. Basta fazer o Pronatec!
Dilma mandou uma economista da plateia da Rede Globo fazer o Pronatec. Depois dessa, vamos dormir e pensar se é válido votar em um dos candidatos!
Boa noite pessoas

Receita de Aécio para acabar com a corrupção: tire o PT do poder

Ricardo Noblat

Nem que a vaca tussa, Dilma Rousseff responderá à pergunta que Aécio Neves lhe fez duas vezes, ontem à noite, durante o debate entre os candidatos a presidente promovido pela Rede Globo de Televisão.
A pergunta: “O que a senhora tem a dizer sobre os mensaleiros do PT condenados pela Justiça e que estão presos?”
Dilma nada tem a dizer. Não teve no debate da Globo e tampouco nos demais debates do primeiro ou do segundo turno. Como é possível que uma presidente da República nada tenha a dizer sobre um assunto desses?
Como se viu, entre nós, é possível sim. Não responder a perguntas incômodas é considerado por um povo que se acha esperto uma prova de grande esperteza – de fraqueza ou medo, jamais.
O debate foi dividido em quatro blocos. Em dois, candidato perguntou a candidato. Nos outros dois, eleitores indecisos perguntaram aos candidatos. O primeiro bloco, onde os candidatos se confrontaram, terminou empatado.
Aécio ganhou com folga os três blocos seguintes. Respondeu às perguntas com tranquilidade. Protagonizou os momentos marcantes do debate. Deixou Dilma atrapalhada várias vezes. E se saiu melhor ao ser interrogado pelos eleitores indecisos.
Cometeu uma frase matadora, destinada à passar à história dos debates. Foi quando uma eleitora perguntou o que poderia ser feito para acabar com a corrupção. Aécio disse: “Existe uma medida para acabar com a corrupção: tirar o PT do governo!”
O melhor do debate: as perguntas dos eleitores indecisos, que expuseram a dura realidade da vida das pessoas de carne e osso. Nada a ver com as pessoas que desfilaram na propaganda eleitoral de Dilma.
Um garoto contou que perdera um primo assassinado pelo tráfico de drogas. A professora, a trágica história do aluno que abandonou a escola para se tornar um dos chefes do tráfico. O florista cobrou uma solução para o problema das moradias. Afinal, o aluguel triplicou em quatro anos.
O mico da noite foi para... Dilma, naturalmente. Uma economista do Ceará, de 55 anos de idade, disse que não consegue mais emprego. Resposta de Dilma: faça o Pronatec, um curso de qualificação. Puxa, a mulher já é qualificada. Precisa de emprego, não de curso técnico.
A vitória de Aécio em mais um debate, dificilmente, será capaz de imprimir um novo rumo à eleição. A tendência é que os eleitores de Dilma achem que ela venceu o debate. Os eleitores de Aécio acharão que o vencedor foi ele. É assim que costuma acontecer.
De resto, algo como 84% dos eleitores de Dilma e dos eleitores de Aécio diz que não há hipótese de mudar seu voto. Um por cento dos eleitores de cada um diz que é alta a probabilidade de mudar. Para 4% de cada, existe alguma possibilidade de mudar. E 11% não respondem ou não sabem.
Aécio Neves e Dilma Rousseff (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo )Aécio Neves e Dilma Rousseff (Imagem: Marcelo Carnaval / Agência O Glob














PROTOCOLADO NO CONGRESSO NOVO PEDIDO DE IMPEACHMENT DE DILMA



Deu no Yahoo

















DILMA DIZ QUE VEJA NÃO FICARÁ IMPUNE. E ELA? TAMBÉM FICARÁ?


Dilma Rousseff
Minhas Amigas e Meus Amigos






Dilma e Aécio discutem propostas, mas corrupção esquenta o debate

No último confronto antes do segundo turno, na TV Globo, tucano questionou a presidente sobre denúncia da revista 'Veja' que envolve a campanha da petista no esquema de corrupção na Petrobras e se ela considerava adequada a punição aplicada aos mensaleiros do PT; presidente rebateu criticando a matéria da revista e indagando por que o mensalão tucano em Minas não foi a julgamento
O fluxo de menções no Facebook de cada presidenciável ao longo do debate presidencial no 2º turno
G1.GLOBO.COM








Os candidatos à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), durante o debate promovido pela Globo

Eleição presidencial

Corrupção pauta o último debate entre Dilma e Aécio

Frente a frente, candidatos apostaram em temas que marcaram reta final da campanha



Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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