quinta-feira, outubro 23, 2014

“O HERÓI SEM CARÁTER”

 e verdadeiro sobre ele.
O título do artigo, “O HERÓI SEM CARATER”!
Remexendo na gaveta de recorte de jornais – valorosos e não raros mais úteis que o google-, encontro um texto escrito em 7 de setembro de2010. Apenas coincidência a data da independência. O título, Macunaíma. O herói sem nenhum caráter de Mario de Andrade.
Faltava pouco menos de um mês para o primeiro turno da eleição em que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazia o “diabo” e conseguiria na etapa final realizada em 31 de outubro eleger uma incógnita como sua sucessora. Deu todas as garantias de que a chefe de sua Casa Civil, Dilma Rousseff, seria uma administradora de escol para o Brasil. Não foi, conforme comprovam os indicadores de um governo que se sustenta no índice positivo do emprego formal, cuja durabilidade depende do rumo da economia.
Como ex. presidente, Lula agora pede que se renove a aposta. Sem uma justa causa, apenas baseado na ficção por ele criada de que a alternância do poder faz mal a democracia brasileira. A propósito de reflexão a respeito da nossa história recente, convido a prezada leitora e o caro leitor ao reexame daquele texto. “Só porque é popular uma pessoa pode escarnecer de todos, ignorar a lei, zombar da justiça, enaltecer notórios ditadores, tomar para si a realização alheia, mentir e nunca dar um passo que não seja em proveito próprio? Um artista não poderia fazer, sequer ousaria fazer isso, pois a condenação da sociedade seria o começo do seu fim. Um político tampouco ousaria abrir tanto a guarda. A menos que tivesse respaldo, que só revelasse a sua verdadeira face lentamente e ao mesmo tempo cooptasse os que poderiam repreendê-lo tornando-os dependentes de seus projetos dos quais aos poucos se alijariam os críticos por intimidação ou cansaço.
A base de tudo seria a condescendência dos setores pensantes e falantes, oponentes tíbios, erráticos, excessivamente confiantes diante do adversário atrevido, eivado por ambições pessoais e sem direito a contar com aquele consenso benevolente que é de uso exclusivo de representantes dos fracos, oprimidos e assim nominados ignorantes.
O ambiente em que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou o personagem sem freios que faz o que bem entende e a quem tudo é permitido – abusar do poder, usar indevidamente a máquina pública, insultar, desmoralizar – sem que ninguém consiga lhe impor paradeiros, não foi criado da noite para o dia. Não é fruto do ato discricionário, não nasceu por geração espontânea nem se desenvolveu por obra da fragilidade da oposição. Esse ambiente é fruto de uma criação coletiva. Produto da tolerância dos informados que puseram seus atributos e respectivos instrumentos à disposição do deslumbramento, da bajulação e da opção por indulgência. Gente que tem vergonha de tudo, até de exigir que o presidente da república fale direito o idioma do país, mas não parece se importar de lidar com quem não tem pudor algum.
Da esperteza dos arautos do atraso e dos trapaceiros da política que viram nessa aliança uma janela de oportunidade. A salvação que os tiraria do aperto em que estavam já caminhando para o ostracismo. Foram ressuscitados e por isso estão gratos.
Da ambição dos que vendem suas convicções (quando as têm) em troca de verbas do Estado. Da covardia dos que se calam com medo das patrulhas. Do despeito dos ressentidos. Do complexo de culpa dos maus resolvidos. Da torpeza dos oportunistas. Da superioridade dos cínicos. Da falsa isenção dos preguiçosos. Da preguiça dos irresponsáveis.
Lula não teria ido longe com a construção desse personagem que hoje assombra e indigna muitos dos que lhe faziam a corte não fosse a permissividade geral. Se não conseguir eleger a sucessora não deixará o próximo governo governar. “Importante pontuar que só fará isso se o país deixar que faça; assim como deixou que se tornasse esse ser que extrapola”.






Colunista

Lula, entre imbecil e canalha

101 ALBERTO GOLDMAN,

Este canalha não tem remédio. Não tem outro nome. Em primeiro lugar porque nunca fizemos qualquer ofensa aos nordestinos



Líder do PSDB divulga nota em repúdio a ataques de Lula contra jornalistas
Divulguei na tarde de hoje nota de repúdio aos ataques feitos pelo ex-presidente Lula à imprensa, inclusive citando nominalmente dois dos mais respeitados jornalistas do país: William Bonner e Miriam Leitão. Ao colocar toda uma militância como inimigos deste ou daquele jornalista, Lula finge não perceber o risco a que esta expondo os profissionais, especialmente em um período eleitoral - e quando o equilíbrio da disputa exige equilíbrio tambem das lideranças partidárias envolvidas.
Leia no link abaixo a nota em desagravo e em solidariedade aos dois profissionais e à toda a imprensa:


Lula intensifica ataque a Aécio para escapar do avanço de mar de lama da Petrobras. No "Aqui entre nós", o colunista de VEJA Au
VEJA.ABRIL.COM.BR

Professora é presa por manter relações sexuais pelo menos 2 vezes por semana com estudante


Nesta terça-feira, 21 de outubro, foi protocolado junto à Câmara dos Deputados Federais, no Distrito Federal, o pedido de impeachment da presidenta Dilma...
BR.NOTICIAS.YAHOO.COM
Curtir




EFE e Reuters - Ato a favor de Dilma em Duque de Caxias, no Rio e por Aécio em São Paulo

Na semana decisiva das eleições, militantes e eleitores vão às ruas


Tucanos e petistas intensificam atos em São Paulo, onde Aécio levou vantagem 





Edição Digital


Governo segura divulgação de dados que podem afetar campanha de Dilma

Estatísticas de educação e economia, entre outras, só serão conhecidas após eleição











  • 'O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Antonio Dias Toffoli, propõe uma revisão do uso do horário (...)'
    Dora Kramer'O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Antonio Dias Toffoli, propõe uma revisão do uso do horário (...)'


Condenado por morte de Dorothy Stang se entrega


Dr. Rosinha
DR. ROSINHA

O nível de intolerância na campanha presidencial



“O ódio e o preconceito têm se expressado no cotidiano da rua contra todos que usam um adesivo no carro, na roupa ou caminham com uma bandeira ou pedem votos para Dilma. Vejo e sofro isso”

Ataque ‘apequena’ biografia de Lula, diz Aécio

Em coletiva, Aécio rebateu declarações de Lula: "Papel inexpressivo"
Em resposta à comparação com o nazismo e com Herodes, candidato do PSDB disse que ex-presidente ‘não está disputando a eleição’. Ele reafirmou compromisso com programas sociais









..

MISSÃO IMPOSSÍVEL: OAB QUER QUE OS PARTIDOS COMBATAM CORRUPÇÃO


Vladimir Platonow
Agência Brasil








A MORTE ANUNCIADA DA ESCOLA

Eduardo AquinoO Tempo







Exposição parcial
risco dá direito
a aposentadoria especial do INSS

O segurado não tem que provar contato com agentes nocivos em toda a jornada
de trabalho para conseguir o benefício






STF nega liminar para trancar ação contra prefeito de Itaparica

:

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liminar em Habeas Corpus impetrado pela defesa do prefeito de Itaparica, Raimundo Nonato Filho, que foi denunciado por dispensa ilegal de licitação e por crime de responsabilidade, mantendo, com isso, o curso da ação penal a que responde





Historiador tucano compara Lula a Stálin

:






“A chantagem do PT não vai intimidar os nordestinos”

Foto:Juarez Matias: Foto:Juarez Matias





Mídia militante 1: herdeiro do Estado de SP diz "foda-se a Venezuela"

:






Mídia militante 2: herdeiro do Estado de Minas avisa que não haverá governabilidade

:

Após participar de comício do tucano Aécio Neves em Belo Horizonte, Geraldo Costa Neto, herdeiro do Estado de Minas, chama o ex-presidente Lula de "cachorro verborrágico" no Facebook e diz que a presidente Dilma Rousseff não terá governabilidade; mensagem também foi disparada pelo Whastap




Em BH, Aécio promete 'o maior governo da história'

Foto: Orlando Brito/Coligação Muda Brasil: O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, participou, nesta quarta-feira (22/10), na Praça da Estação, em Belo Horizonte (MG). Aécio estava acompanhado da mãe Inês Maria, do senador ele Antonio Anastasia (PSDB-MG), li





CPI da Petrobras discute convocação de Aécio e Dilma

:





Novo presidente será anunciado às 20h de domingo

:





Merval: com Dilma, Brasil caminha para o fascismo

:





Valadares: "os abutres estão mostrando suas garras asquerosas"

: ,,




Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas