terça-feira, junho 12, 2012

 

UNE renegou sua história de luta e deu adeus às armas na era Lula

Pedro do Coutto

Eleições municipais se tornaram um pesadelo para o PT, que é ridicularizado pela base aliada.

Carlos Newton



O porquê do massacre de Marconi Perillo

Carlos Chagas



A aleluia do Supremo

Sebastião Nery



Algo anda muitíssimo mal na Suprema Corte

Frederico Mendonça de Oliveira


Saiba se você vai receber atrasados do INSS em julho

No mês que vem, deverá receber até
R$ 37.320 quem teve a grana do
atrasado liberada em maio


Vietnã: os 40 anos de uma foto histórica e o perdão de Kim

Milton Corrêa da Costa

SP teve 11 arrastões a menos de 500 metros de prédios policiais

cachoeiragate

Agnelo não prova compra
de imóvel no DF, diz juíza





Lúcio: sinônimo de dinheiro no caso Marconi Perillo


Em vários momentos quando se fala de dinheiro nas investigações das relações entre Marconi e Cachoeira aparece o nome de Lúcio Fiúza Gouthier
No depoimento que Marconi Perillo dará hoje à CPI do Cachoeira, aparecerá com frequência o nome de Lúcio Fiúza Gouthier. Segundo as investigações, ele pode ter sido o elo de várias transações financeiras envolvendo o esquema do bicheiro e o governador de Goiás
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Henrique Parra: campanha eleitoral, a conta que não fecha

No Fórum, Agassiz Almeida: carta ao embaixador da ONU Khofi Annan

Depoimentos de governadores na CPI marcam semana do Congresso

 

Amor é fogo que arde sem se ver

Como dizia Rubem Braga, a poesia é necessária. E hoje, Dia dos Namorados, vamos postar um soneto clássico de Camões. E vamos divulgar também uma poesia de Cleidiner Ventura, de São Paulo, enviado por Paulo Peres, do blog Poemas e Canções.(Fonte: Tribuna da Imprensa)

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AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER
Luiz de Camões
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
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Defesa contraria Planalto e amplia sigilo de documentos

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Pasta estabeleceu segredo de 15 anos para dados que deveriam vir a público em 10, dias antes de a Lei de Acesso à Informação entrar em vigor
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Jarbas é internado e passará por cirurgia em São Paulo

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Senador (PMDB-PE) foi diagnosticado com uma obstrução coronariana e passará por cirurgia para a implantação de duas pontes mamárias; procedimento será realizado no Hospital Sírio Libanês, na quinta-feira
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PTC fecha com Pelegrino; Téo Sena marchará com ACM Neto

por David Mendes
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Maior liderança na capital, Téo Sena não seguirá decisão da sigla |Foto: BN
 
 

Presidente da OAB bate-boca com conselheiro da Ordem

Presidente da OAB bate-boca com conselheiro da Ordem
O bate-boca foi motivado por uma declaração sobre falta de transparência da OAB
Um bate-boca entre o advogado Carlos Roberto Siqueira Castro, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelo estado do Rio de Janeiro, e o presidente da OAB, Ophir Cavalcante Junior, marcou a abertura da sessão plenária do Conselho Federal da entidade, nesta segunda-feira (11). A discussão entre os dois causídicos foi transmitida ao vivo pelo site da OAB. Saiba mais sobre essa discussão na coluna Justiça.
 
 
 
 

Polícia Federal abre concurso para delegado, perito criminal e escrivão

Polícia Federal abre concurso para delegado, perito criminal e escrivão
Concurso oferece 600 vagas
A Polícia Federal lançou três editais de concursos para cargos em nível superior, que foram publicados no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11). Ao todo, serão oferecidas 600 vagas, sendo 350 para escrivão, 150 para delegado e 100 para perito criminal federal. As vagas são para os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima e em unidades de fronteira. As inscrições começam na próxima segunda-feira (18) e encerram às 23h59 do dia 9 de julho e deverão ser feitas pelo site do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe). Saiba mais detalhes sobre esse concurso na coluna Justiça.
 
 
 

Professores comemoram decisão do STF e cobram pagamento de salários

por Patrícia Conceição / Rodrigo Aguiar
Professores comemoram decisão do STF e cobram pagamento de salários
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
 
 

Victor Ramos erra 'buraco' de Nicole Bahls

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É exatamente o que você está pensando. A ex-panicat Nicole Bahls resolveu contar um pouco de sua intimidade com o jogador Victor Ramos aos seus colegas de confinamento, no reality show da Record "A Fazenda". A modelo contou que, certa vez, namorava com o zagueiro e ele errou o buraco, o que levou os peões à risada. Confira a declaração, na íntegra, da namorada do jogador na Coluna Holofote!
 
 
 

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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