sexta-feira, junho 01, 2012

EU ACHO TUDO ISSO UM SACO








Raul Seixas, musicista, cantor e compositor baiano é o autor da música “Ouro de Tolo” que traça o perfil insosso da classe média e no final de uma das estrofes fechava: “Eu acho tudo isso um saco”.
A grande mídia nacional vem focando a chamada “CPI do Cachoeira” que se apresenta mais como um circo mambembe com espetáculos deprimentes como o visto na manhã de hoje, a enganar os trouxas, como na expressão que gosto de usar de” saindo do nada para lugar nenhum”, revelando nas estrelinhas e em seu derredor promiscuidades da política nacional a enfeixar as siglas partidárias.
Em paralelo a CPI do Cachoeira a revista Veja que tinha Cachoeira como fonte para escandalizar e desmoralizar pessoas, desacreditando ainda mais os seus leitores, eu sou ex-leitor Veja, revelou em reportagem extravagante que segundo o Min. Gilmar Mendes, do STF, o ex-presidente Lula em encontro realizado no escritório do ex-ministro Jobim, lhe propusera que o processo do Mensalão não fosse julgado no período eleitoral.
O encontro acontecera no início do mês de abril e somente veio ser levado a conhecimento público mais de um mês depois. O Min. Gilmar Mendes vez por outra vem tendo seu nome ligado a alguns acontecimentos não condizentes com a posição de um Ministro do STF. Como Ministro do STF, se conversa no sentido houvesse, impunha a Gilmar Mendes no dia imediato, internamente, se reunir com os demais pares da Corte e relatar os fatos e prevenir de possíveis pressões políticas sobre o caso (como se não houvesse...hi) e isso não aconteceu. Uma empresa especializada em interpretar versões ao analisar a entrevista do Min. Gilmar Mendes avaliou que 80% do que o Ministro dissera era questionável, como se fosse usado um detector de mentiras.
Minha mãe, já falecida, usava um dito popular de que “quem com porcos se mistura farelo come.” Um ex-presidente embora tivesse Jobim como Ministro, não devia se reunir com Jobim e Gilmar ao mesmo tempo, ficando equidistante de certos fatos da vida republicana.
Como a se incluir no concerto nacional, Jeremoabo teve capítulos de circo mambembe. Segundo o locutor de uma rádio, notícia que não ouvi e passo apenas o que me foi dito por terceiros, como uma rádio peão, noticiou que Tista de Deda se tivera reuniões com Spencer e Lula de Dalvinho, ex-prefeitos, e destes obtivera apoio para a candidatura de sua mulher a Prefeito em outubro próximo. Já pelo que me foi dito hoje, em entrevista a “Jeremoabo FM”, Tista confirmou as conversas que tivera e que nada está fechado.
Vamos desmistificar os fatos. Em Jeremoabo quem se tornar adversário político de outro não poderá com este sequer dirigir uma palavra.  O fato de uma pessoa ser adversária política de outra não deverá impedi-la de cumprimentar ou conversar com seu adversário político, mantendo-se a divergência apenas no plano político sem qualquer vinculação pessoal. Na política, o diálogo é algo natural e deve ser conservado.
Embora em Paulo Afonso e equidistante dos fatos, em tese, sei o que se passou na conversa entre Lula e Tista e as propostas apresentadas, somente não as divulgando por não dispor de autorização de Lula para tanto. Na última terça feira estive em Paulo Afonso com Lula e Janete eles me passaram informações do que fora discutido na reunião com Tista. O que informo é que não houve fechamento de acordo político até agora.
Já na manhã de hoje recebi em meu escritório em Paulo Afonso a visita de Deri e conversamos um pouco da vida política de Jeremoabo e os possíveis desdobramentos das diversas campanhas.
Da possível reunião entre Tista e Spencer me reservo de qualquer apreciação, já que tenho ligação profissional direta e laços de amizade com Spencer e depois disso não estive com ele e nem dele recebi qualquer ligação telefônica no sentido. Não creio da possibilidade de Spencer apoiar candidato de Tista ou qualquer outro. Nas conversas que tenho com ele, a posição dele é que se retirou definitivamente da vida política e jamais participará de campanha de qualquer candidato em Jeremoabo. Como cidadão, no dia, da eleição, irá comparecer apenas para votar.
A política é dinâmica e até o pedido de registro das candidaturas tudo pode acontecer, e tanto é que já disse tanto a Lula quanto a Deri que convenção para escolha de candidatos deva ser deixada para o último dia, 30.06, e isso deverá acontecer em Jeremoabo com todos os Partidos.
Uma aliança entre Tista e Lula ou Lula e Deri ou Deri e Tista se acontecer, é algo natural na política. Agora tem alianças não pensáveis, como óleo e água que não se misturam.
FRASE DA SEMANA. "Os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis”. Abraham Lincoln
Paulo Afonso, 31 de maio de 2012.
Fernando Montalvão. montalvao@montalvao.adv.br



 

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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