terça-feira, janeiro 25, 2011

Veja dicas de estudo para os concursos do Banco do Brasil



Instituição realiza duas seleções para cadastro de reserva, em 15 estados.
Candidato com boa classificação aumenta chances de ser chamado.


O Banco do Brasil lançou na semana passada dois concursos para formação de cadastro de reserva ao cargo de escriturário em 15 estados: um para
36 cidades nos estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Paraíba e Paraná e outro para 48 municípios nos estados de Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Sergipe. Para o primeiro, as inscrições estão encerradas. No segundo, o prazo vai até 7 de fevereiro.

No caso de cadastro de reserva, a convocação dos aprovados respeita a demanda da instituição financeira e também o prazo de validade do concurso, que é de um ano, prorrogável por igual período. Portanto, o candidato que conseguir uma boa classificação aumenta suas chances de ser chamado.

De acordo com especialistas, como o conteúdo dos editais está praticamente igual ao do último concurso realizado pelo banco no ano passado para o interior de São Paulo, com poucos tópicos acrescentados em duas disciplinas, quem estudou com base no documento anterior leva vantagem sobre os demais. Além disso, a organizadora é a mesma: a Fundação Carlos Chagas. Veja dicas por disciplina ao fim da reportagem.

Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso, diz que alguns itens foram acrescentados nas disciplinas de conhecimentos bancários e habilidades no atendimento. No primeiro caso, foram incluídos os tópicos BNDES, Conselho de Política Monetária (Copom) e Cédula de Crédito Bancário. Na segunda disciplina há o decreto lei 6.523, que regulamenta a lei 8.078 sobre o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

Além disso, dizem os especialistas, a principal característica da Fundação Carlos Chagas é cobrar os assuntos de forma equilibrada e direta, não deixando de fora nenhum tópico das disciplinas. De acordo com o edital, para ser classificado, o candidato terá que acertar mais de 40% da prova de conhecimentos gerais, mais de 50% da prova de conhecimentos específicos e no mínimo 50% no conjunto das duas provas.

A prova de conhecimentos gerais terá 40 questões com as disciplinas de língua portuguesa, atualidades, matemática e raciocínio lógico. A de conhecimentos específicos reúne 40 questões de informática, conhecimentos bancários e ainda habilidades no atendimento, que engloba código de defesa do consumidor e do consumidor bancário.

Tempo curto para o primeiro concurso

A forma de estudar depende do conhecimento anterior e da disponibilidade do candidato, mas os especialistas destacam que no concurso para os estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Paraíba e Paraná os candidatos terão menos de um mês para se preparar - a prova será no dia 6 de fevereiro. Nesse caso, Estrella recomenda focar o estudo em conhecimentos bancários e habilidades no atendimento.

“Se o candidato já estudou para outros concursos, ele já viu português, matemática e raciocínio lógico. Mas conhecimentos bancários são muito específicos. Já habilidades no atendimento abrange código de defesa do consumidor, que é um conteúdo muito extenso e demanda conhecimento da lei”, explica. "Quem começou a estudar agora deve pegar uma apostila bastante resumida para ter o mínimo de embasamento teórico de todas as matérias e posteriormente fazer as questões para tentar pegar os pontos mais cobrados normalmente nas provas”, aconselha Estrella.

Carlos Eduardo Guerra, diretor do Centro de Estudos Guerra de Moraes, também acha que a prioridade no caso de quem tem pouco tempo para estudar deve ser dada às disciplinas de conhecimentos específicos. “A Fundação Carlos Chagas faz muitos concursos, então o candidato deve aproveitar para fazer as provas anteriores mesmo que seja de outros concursos que não do BB”, orienta.

Ele acha possível o candidato aproveitar o tempo a seu favor tanto se ele fizer a prova em fevereiro quanto em março, como é o caso do concurso para os estados do Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Sergipe. “Isso desde que faça uma dedicação integral e abra mão dos compromissos pessoais”, ressalta Guerra.

Para quem já vinha se preparando para o concurso baseado em editais anteriores, o tempo final deve ser aproveitado para rever os pontos específicos e aqueles em que há mais dificuldade, além de fazer provas anteriores, orienta o especialista.

Veja abaixo as dicas por disciplina:

Matemática e raciocínio lógico

Benjamin Cesar, professor do Canal dos Concursos e autor do livro “Matemática Básica", pela Editora Campus/Elsevier, recomenda ao candidato treinar razões, proporções, divisão proporcional, regras de três simples e composta, problemas que envolvem porcentagem e funções exponenciais e logarítmicas.

“Deve-se fazer resoluções de problemas que envolvem a solução de equação de 1º e 2º graus. São bastante comuns também as sequencias, em que o candidato percebe a lei de formação e a partir daí descobre outros termos da sequência", diz.

Na parte de estatística, ele destaca cálculo de média, mediana e os problemas de probabilidade. Com relação à matemática financeira, o professor diz que o candidato deverá estudar todo o conteúdo para resolver as questões, pois os temas são interligados.

Na disciplina de raciocínio lógico, Cesar recomenda que o candidato dê atenção especial para as equivalências e as negações. “As aplicações dos princípios aditivos e multiplicativos são questões certas”, diz. Ele ressalta, entretanto, que todo o conteúdo deve ser estudado.

Língua portuguesa

O professor de língua portuguesa Adriano Vieira diz que a prova deverá ter bastante interpretação de texto, com questões de contextualização. Porém, para ele, o candidato não deve deixar de lado o estudo da gramática aplicada ao texto, priorizando concordância, regência, crase e termos da oração. “O ideal é o candidato treinar muito texto, de preferência da própria banca. Minha sugestão é buscar os últimos concursos de nível médio organizados pela Fundação Carlos Chagas”, afirma.

Dentro do conteúdo programático da redação de correspondências oficiais, Vieira destaca a importância da formatação e o objetivo de cada documento. “Serão cobradas questões sobre a disciplina, não se trata de elaborar uma dissertação. Os candidatos devem saber que o documento responsável pela redação oficial no Brasil é o Manual de Redação da Presidência da República, que rege a redação oficial do Poder Executivo. É fácil de baixar na internet”, indica.

Conhecimentos bancários

De acordo com João Batista Bernardo, professor de conhecimentos bancários da Academia do Concurso, o conteúdo programático dos editais deste ano tem dois tópicos que não existiam nos concursos anteriores: o Conselho de Política Monetária (Copom) e Cédula de Crédito Bancário.

O professor ressalta que em todos os concursos os assuntos mais solicitados têm sido sistema financeiro nacional, cheques, câmbio e depósitos à vista (abertura de contas correntes, documentos exigidos para pessoa física e pessoa jurídica e tipos de contas).

“O candidato tem que saber as principais atribuições do Conselho Monetário Nacional, Banco Central, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, sem confundi-las. Com relação às instituições financeiras privadas, não interessa ao candidato o que faz um banco de grande porte. O candidato deve saber diferenciar um banco comercial de um banco de investimento e de um banco de desenvolvimento”, diz.

Habilidades no atendimento

Mônica Roberta, professora de habilidades no atendimento do curso Reta de Chegada, diz que o candidato deve dividir a disciplina em duas partes: de um lado as leis e os decretos, incluindo o Código de Defesa do Consumidor, e do outro o lado mercadológico, com marketing, serviços, venda e etiqueta. “Não é recomendável que o aluno estude os dois conteúdos no mesmo dia porque são muito diferentes. Ele deve fazer uma bateria de exercícios de provas passadas, assim vai fazendo as questões e revendo a teoria desses conteúdos mais explorados”, diz.

Segundo ela, a lei 10.098/00 fala sobre a acessibilidade para portadores de necessidades especiais e mobilidade reduzida, a lei nº 10.048/00 fala sobre atendimento prioritário e o decreto nº 5.296/04 regulamenta e amplia essas duas leis.

“Nessa prova pode ser cobrado muito conceito. Por isso, o aluno deve estudar bastante cada disciplina com atenção. Acredito em um peso maior da parte de legislação, o que dá vantagem ao pessoal da área de fiscal ou direito; contudo, o diferencial será a parte de marketing”, diz.

Segundo ela, tudo deve ser estudado, pois a classificação pode depender de uma questão de peso menor.

Informática

Roberto Andrade, professor de Informática do Centro de Estudos da Língua Portuguesa (Celp) , diz que nas provas da FCC dois assuntos básicos serão sempre cobrados: teclas de atalho (combinações de teclas e suas funções nos seus respectivos programas) e execução de tarefas (operações dos menus do Windows, Word, Internet Explorer, Excel).

“Não basta ao candidato conhecer bem o conteúdo de informática, é preciso principalmente dominar a interpretação das questões para responder exatamente o que é pedido, sem cair nas pegadinhas. Atenção às expressões perigosas como somente, apenas, obrigatoriamente, todas, elas induzem ao erro, pois confundem a interpretação do candidato. O caminho certo para a aprovação no concurso é a realização de muitos exercícios, principalmente tudo que a banca produziu anteriormente, não só as provas do seu concurso”, recomenda.

Dentro do Microsoft Windows, ele destaca a importância das operações básicas nos menus e execução de tarefas, bem como a manipulação de diretórios e arquivos (uso do Windows Explorer): tipos de arquivos, localização, criação, cópia e remoção de arquivos, cópias de arquivos para outros dispositivos, uso da lixeira para excluir e recuperar arquivos e uso da ajuda do Windows. Ele recomenda atenção especial aos atalhos de teclado e teclas de função que sempre são exigidos (Ctrl+A, Ctrl+C, F12, F1, entre outros).

Nos editores de texto Word e Writer, o professor destaca a criação e formatação de documentos, os ícones e suas funções, bem como as principais diferenças entre os dois programas, extensões de arquivo e menus.

De acordo com ele, no Excel e no Calc, o candidato deve estar atento às fórmulas (soma, subtração, divisão, porcentagem, média, SE, o uso do “$”) e, principalmente, lembrar de algumas regras básicas, tais como a fórmula deve começar com o sinal de igualdade, caso contrário não funcionará.

“Deve ser dada atenção especial na prioridade dos operadores matemáticos, pois o Excel segue rigorosamente as regras matemáticas, como fazer primeiro a potenciação, depois divisão e multiplicação e depois soma e subtração. Atenção aos parênteses colocados nas fórmulas”, diz.

Andrade ressalta que aumentou o nível de exigência nas questões sobre internet e no uso de termos específicos (URL, DNS, https, LAN, servidores). Ele recomenda ainda que sejam estudadas as funções do Internet Explorer (principalmente o novo), como manutenção e organização dos favoritos, histórico, downloads, navegação em hipertexto e uso de hyperlinks, webmails e pesquisas.

Outros temas que o professor considera relevantes são cookies, vírus, cavalo de tróia (trojan), worms, phishing, pharming, antivírus e firewall, além de wireless e MP3. Para ele, o candidato deve ainda dominar as funções básicas do Outlook, como configuração de contas, envio e recepção de e-mail, anexos e composição e exclusão da mensagem.

Fonte: G1

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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