terça-feira, janeiro 25, 2011

"Caso" Battisti - Moção do Senador Suplicy

Por Carlos Alberto Lungarzo 25/01/2011 às 11:54
Esta é, talvez, a mais importante proposta individual já feita pelo caso Battisti. Peço aos amigos que se esforcem em difundi-la. Carlos Alberto Lungarzo Anistia Internacional USA 2152711 ? ID Br. V033174-J
No dia 18 de Janeiro de 2011, o Senador Eduardo Matarazzo Suplicy enviou um e-mail a Dario Pignotti, um jornalista argentino que atua no Brasil como correspondente da Agência ANSA. O motivo da mensagem é que esta agência tinha publicado, através de seu escritório em Trieste, mais uma das centenas de queixas contra Battisti dos familiares dos mortos, que, aliás, foram mortos por outros: Memeo, Masala, Mutti, Giacomini, Grimaldi e Fatone. Estas vítimas cobram do Battisti cumprimento de duas prisões perpétuas na Itália, na esperança de que depois de cumprir a primeira, sua alma vá ao inferno e aí cumpra a segunda. Segundo eles, pedem isso não por espírito de vingança, mas de justiça! Que bom que eles fazem a ressalva. Pode haver algum malicioso que pense que eles são vingativos. Contexto Geral Esta cobrança não é nenhuma novidade. Desde que começou a ser conhecido o caso Battisti, a Folha de S. Paulo publicou em forma relativamente destacada (até onde eu consegui conferir) 19 declarações de Alberto Torregiani, filho do ourives que fora assassinado por um comando dos PAC em fevereiro de 1979. Jornais, revistas e redes de TV deram também destaque a Maurizio Campagna, irmão do policial morto pelo mesmo grupo em abril desse ano, e a Alessandro Santoro, filho de Antonio Santoro, chefe dos carcereiros de Udine, morto em junho de 1978, em represália pela aplicação de torturas a prisioneiros na cadeia judicial de Udine. Já Adriano Sabbadin, filho do açougueiro Lino, da uma vila perto de Veneza, foi várias vezes citado pela mídia Brasileira, como um das pessoas que viu Battisti matar seu pai. É importante indicar que, em todos os depoimentos feitos por Adriano (incluído aquele reproduzido por Giuseppe Crucciani em seu livro Os Amigos do Terrorista), ele declara algo muito diferente: ?que quando seu pai foi morto, ele estava falando ao telefone e, chegando bruscamente ao local onde estava seu pai ensangüentado, viu duas pessoas fugindo?. Ele acrescenta que a justiça, se baseando na confissão de um ?arrependido? tinha identificado um desses homens como Battisti. Em, pelo menos 14 depoimentos e declarações à imprensa que eu chequei, repete-se o mesmo relato. Suponho que deve haver outros muitos. Ou seja, Adriano acredita que seu pai foi morto por Battisti, porque os delatores falaram isso, mas não se proclama testemunha. O caso de Torregiani é ainda mais expressivo: muito cedo, ele reconheceu que Cesare não estava no lugar do ataque, e até admitiu que a bala que o atingiu e o deixou paralisado, foi disparada por seu pai, quando visava outro alvo. Essa versão foi confirmada até por alguns procuradores italianos, apesar de que estes não pouparam mentiras para acumular culpas sobre Battisti. O jornalista francês de direita Guillaume Perrault, do jornal Le Figarò, confirma esta informação em seu livro Generation Battisti, do qual falei numa matéria anterior. Como se tudo isto fosse pouco, em 2006, o mesmíssimo Alberto se referiu em primeira pessoa ao caso, no seu livro Estava na Guerra, mas não Sabia. É claro que com uma manifestação tão categórica, Alberto não pode justificar de maneira razoável seu ódio por Battisti e, menos ainda, sua falta de rancor contra os verdadeiros assassinos. Mas, ele sempre foge do ponto e apenas diz que Battisti merece castigo por ter sido o planejador, ou, então, muda levemente o roteiro e diz que Battisti matou outras pessoas, com as quais ele [Alberto] é solidário. No caso de Alberto Torregiani, há forte consenso de que ele está sob ameaça dos políticos italianos, pois recebe uma indenização como vítima de crime político, criada pelo estado, que o mesmo estado poderia cortar a qualquer momento. Alberto lutou muito tempo na justiça para obter essa reparação. Quando aos outros três parentes, não temos informações tão consensuais. Não se pode pedir de ninguém que se torne herói ou mártir, mas acreditamos que o assunto já tomou estado público suficientemente grande, como para que a vida e integridade de Alberto esteja fora de risco. Portanto, seu empenho em acusar Battisti talvez não seja só reflexo do medo de acabar como Mino Pecorelli ou outros que se opuseram à Máfia política e o fascismo. Todas estas vítimas de Battisti atuam de maneira muito original. Usualmente, as pessoas não podem evitar ressentimento contra pessoas que têm prejudicado seus afetos. Isto, seja ou não psicológica e socialmente nocivo, sem dúvida é muito humano, e acredito que seria quase impossível para qualquer de nós controlar nossa indignação, pelo menos, nos primeiros momentos. O que surpreende é que todos eles se revoltam contra Battisti, AO QUAL NINGUÉM VIU NO LOCAL DOS FATOS, mas não se importam de que os VERDADEIROS EXECUTORES ESTEJAM LIVRES. Com efeito, Memeo e Fatone podem ser facilmente encontrados, pois o primeiro trabalha numa sociedade filantrópica e o segundo está numa cidade do Sul. Sobre Mutti, do qual se desconhece se está vivo ou morto, nada se fala, mas muitos membros daqueles grupos de vítimas mostram agradecimento por ter delatado Battisti. Face a esta situação, Suplicy propôs uma medida que somente uma pessoa corajosa e esclarecida é capaz de assumir: CONVIDA ÀS VÍTIMAS PARA UMA ACAREAÇÃO COM CESARE BATTISTI A Mensagem de Suplicy A mensagem está traduzida literalmente do e-mail que me enviara Suplicy com a cópia, sem nenhuma ressalva de sigilo. Considero muito importante sua iniciativa, e a torno pública (mesmo sem consultar com ele) porque a conhecida modéstia do lendário Senador talvez lhe impeça fazer publicidade de suas próprias ações. A tradução do inglês é literal, mas eventuais interpolações entre colchetes são minhas. Prezado Dario Pignotti: Se você tiver o telefone de Alberto Torregiani e dos outros membros das famílias dos que foram mortos pelos PACs, eu agradeceria se você pudesse envia-los para mim. Eu direi a eles que se eles estão realmente pensando em vir ao Brasil, eu os convidarei para falar com Cesare Battisti na [no presídio de] Papuda. Como Cesare mencionou em sua correspondência com Alberto Torregiani em 2008, ele está disposto a explicar a ele e aos outros, cara a cara, que ele não participou de maneira alguma nos assassinatos de Pierluigi Torregiani, Campagna, Sabbadin or Santoro. Também [Battisti declara] que nunca um juiz italiano lhe perguntou se ele tinha matado alguém. Que ele esteve ausente do julgamento que o condenou a prisão perpétua. Que as únicas pessoas que o acusaram foram beneficiados pela delação premiada. Também, como após o seqüestro e assassinato de Aldo Moro decidiu nunca mais participar em ações que poderia por a vida de outros em perigo. Que a Corte Italiana aceitou que aqueles que foram seus defensores usaram falsas procurações, como foi provado pelos especialistas da justiça francesa. Como minhas maiores considerações Eduardo Matarazzo Suplicy O Que Podemos Esperar A dor e o sofrimento não impedem totalmente que algumas pessoas sejam cínicas. De fato, sofrimento injusto pode exacerbar as tendências vingativas e linchadoras. Neste sentido, é paradigmática uma afirmação de Alberto Torregiani no dia 20 de janeiro. (Vide http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,filho-de-vitima-de-battisti-... ) O texto do filho do ourives não tem desperdiço. Ele disse que está disposto a perdoar (sic) Battisti, desde que este mostre arrependimento e aceite sua culpa. Ou seja, a reparação que se pede de Cesare não é fazer algo em prol da sociedade, mas deixar-se humilhar e reconhecer culpas que não têm. Mas isto não é tudo. O perdão de Torregiani é algo como uma benção, ou uma reza, nada mais. Não significa abdicar do doentio revanchismo, mas apenas uma questão formal. Ele deve cumprir a pena, disse Alberto. Ou seja, além de dar duas cadeias perpétuas a Battisti, eles querem que se humilhe e se auto-acuse de um crime forjado. Observem que, num estilo mais dissimulado, esta é uma afirmação parecida a que faz o presidente de Cáritas, numa entrevista de Veja, onde conta por que ele votou contra Battisti no CONARE. Alberto falou muitas vezes, desde começo de 2009, de sua intenção de vir ao Brasil para depor no Supremo. Mesmo os ministros Peluso e Mendes não se entusiasmaram com a idéia como os italianos pensavam, porque isso já era uma atrocidade jurídica sem tamanho, e poderia ter produzido uma crise dentro do tribunal. Atualmente, ele não faz o mesmo oferecimento, mas várias vezes mencionou que queria vir a Brasil para ?explicar? às autoridades como Battisti é safadinho. Mas, há umas duas semanas, Alberto vem dizendo que ele está dirigindo a campanha contra Battisti na Itália e que não sabe se poderá vir ao Brasil. Mas, é óbvio que se ele quer prender Battisti, deve vir ao Brasil. O Estado Italiano já tem a dose de ódio, paranóia e falta de decoro que é possível. Quanto mais pode ajudar Alberto? Então, o melhor seria que ele e as outras três ?vítimas? venham ao Brasil e aceitem encontrar-se com Battisti na Papuda. Eles poderiam dizer a Cesare toda a ?verdade? e o perigoso terrorista deveria reconhecer seus crimes e pedir perdão de joelhos. Não é exagero. Uma acareação é um método que consegue colocar em evidência os mentirosos mais perfeitos. Então, se eu fosse uma daquelas ?vítimas?, aceitaria o generoso oferecimento de Suplicy sem pensar duas vezes. Se (por um acaso quase impossível) as ?vítimas? decidissem vir a Brasil e se encontrassem com Cesare na Papuda, a equipe que organize a entrevista deverá transmitir esse fato por algum canal (por exemplo, Senado), em vivo, e formar uma audiência tão grande como possível. Sem esta precaução, a mídia publicará tudo distorcido. Eu propus ao Senador Suplicy (ele está viajando e acredito que não recebeu minha mensagem) que também deveria fazer um convite público a Pietro Mutti. O convite não pode ser pessoal, porque ninguém sabe onde está, mas pode ser publicado na imprensa italiana. Numa pseudo-reportagem feita pela revista Panorama há 10 dias, o repórter que simula estar entrevistando Mutti, põe em boca deste um desafio: Ele não está oculto, não tem nome falso, tem seus documentos originais, e está disposto a mostrá-los a quem quiser. Tudo bem. Então, Pietro Mutti, dê uma oportunidade ao senador Suplicy de falar com você e assim você poderá contar-lhe a história que já rendeu tanto à aliança entre fascismo, neo-stalinismo, máfia política, e clericalismo.
URL:: http://cesarelivre.org/node/338
Fonte: CMI Brasil

Em destaque

E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

Mais visitadas