sexta-feira, junho 12, 2026

EDITORIAL: As Leis no Brasil e o Divã de Freud – O Show de Vaidades nos Palcos Juninos e os Dois Pesos e Duas Medidas

Por José Montalvão

O ordenamento jurídico brasileiro e a forma como as leis são aplicadas em nosso território formam um emaranhado tão complexo e contraditório que, de fato, só mesmo Sigmund Freud para explicar. Entrar na mente do legislador ou tentar compreender a elasticidade das decisões judiciais pelo país é um desafio que desafia a lógica. O que em um estado da federação é tratado como manifestação espontânea de carisma, a poucos quilômetros dali vira crime de responsabilidade e abuso de poder.

Para entendermos esse cenário de dois pesos e duas medidas, basta puxarmos pela memória a história recente de Jeremoabo e cruzarmos os dados com o que acaba de acontecer no município de Gravatá, em Pernambuco, neste São João de 2026.

Em Jeremoabo: O Palco da Impunidade e do Corporativismo Político

Nós, jeremoabenses, fomos testemunhas oculares de um verdadeiro show de promoção pessoal nos palcos públicos de nossa terra em anos anteriores. Quando o ex-prefeito Deri do Paloma estava no poder, o circuito oficial do forró transformava-se, sem nenhum pudor, em uma extensão de seu palanque eleitoral. Durante os festejos juninos, o ex-gestor não apenas subia ao palco, mas cantava, dançava e, de quebra, operava a execução de jingles e músicas nítidas de sua campanha política.

O ápice desse exibicionismo performático ocorreu quando o cantor nacional Wesley Safadão se apresentou em Jeremoabo. O ex-prefeito não se conteve: subiu ao palco, dançou ao lado do artista e de cantoras, transformando o investimento pago com o dinheiro do contribuinte em um espetáculo de marketing pessoal. E o que aconteceu na época? Absolutamente nada. Tudo continuou exatamente como dantes no quartel de Abrantes, sob o manto de um silêncio sepulcral das autoridades de fiscalização da época.

Em Gravatá (PE): O Rigor da Lei Contra o Desvio de Finalidade

Enquanto na Bahia o vale-tudo do passado passou batido, a Justiça de Pernambuco resolveu aplicar o rigor da Constituição Federal neste ano de 2026. Atendendo a uma Ação Civil Pública por Abuso de Poder Político, o Judiciário proibiu terminantemente o atual prefeito de Gravatá e sua esposa — que acumula o cargo de primeira-dama e secretária municipal de obras — de realizarem exibições performáticas e de cantarem nos palcos do São João.

A motivação do Ministério Público e da Justiça foi clara: o nítido desvio de finalidade dos festejos públicos para a promoção pessoal e política do casal. A investigação apontou que, no São João de 2025 e em eventos posteriores, a primeira-dama subia ao palco para se apresentar de forma apoteótica ao lado de artistas consagrados (ironicamente, também como Wesley Safadão), utilizando a estrutura da prefeitura para inflar a própria imagem com vistas às urnas.

Lá, a Justiça entendeu que a festa é do povo e paga pelo povo, e que o microfone do artista não pode ser sequestrado pela vaidade de políticos que se acham donos do município.

Conclusão: Cada Caso é um Caso, Mas a Moralidade Deve Ser Única

A discrepância entre o que aconteceu em Jeremoabo com Deri do Paloma e o freio que a Justiça impôs ao casal de Gravatá nos mostra que, no Brasil, a aplicação da lei muitas vezes depende da "sorte" ou do nível de vigilância das instituições locais. Uns jogam com a impunidade, enquanto outros esbarram na linha vermelha da legalidade.

A grande lição que fica para as gestões atuais e futuras — a exemplo do modelo de respeito institucional praticado pelo prefeito Tista de Deda, que preza pelo equilíbrio e pela ordem — é que a festa pública serve para valorizar a cultura e aquecer o comércio, e não para massagear o ego de quem detém a caneta. O palco do São João pertence aos artistas e ao povo de Jeremoabo; o palanque político pertence ao período eleitoral. Que a lucidez da Justiça pernambucana sirva de lição para que os palcos do nosso sertão nunca mais sejam loteados pela demagogia e pelo abuso de poder.

Blog de Dede Montalvão: Defendendo a moralidade pública, combatendo o uso político do dinheiro do povo e exigindo que a lei seja o teto de todos os gestores.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025


 


Obra no viaduto da Francisco Porto avança e provoca mudança no trânsito

 

(Foto: SMTT)

As obras de recuperação estrutural do viaduto localizado no cruzamento das avenidas Francisco Porto e Gonçalo Rollemberg Leite entram em uma nova etapa na próxima segunda-feira, 15. Para possibilitar o avanço dos serviços, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), implantará novas adequações no tráfego da região, correspondentes à terceira fase do cronograma da intervenção.

Nesta etapa, será interditado o acesso à avenida Gonçalo Rollemberg Leite para os condutores que trafegam pela avenida Hermes Fontes. Também ficará bloqueado o retorno existente sob o viaduto, utilizado pelos motoristas que seguem no sentido da avenida Beira Mar e desejam retornar em direção à avenida Augusto Franco. Em contrapartida, com a conclusão das duas fases anteriores, o trecho que permanecia interditado para execução dos serviços será totalmente liberado para a circulação de veículos.

Para acessar a avenida Francisco Porto, os condutores que estiverem na avenida Hermes Fontes deverão entrar à direita na rua Promotor Arquibaldo Mendonça, seguir pela rua Pedro Paes Mendonça, acessar a rua Vereador Deocleciano Ramos e, em seguida, convergir à esquerda na rua Porto da Folha, alcançando a avenida Gonçalo Rollemberg Leite.

Já os motoristas que precisarem realizar o retorno em direção à avenida Gonçalo Rollemberg Leite deverão seguir pela avenida Pedro Paes Azevedo, convergir à direita e utilizar o primeiro retorno disponível. Em seguida, deverão acessar as ruas Ananias Azevedo e José Freire até chegar à avenida Francisco Porto.

Como rota alternativa, os condutores também poderão permanecer na avenida Hermes Fontes, acessar à direita a rua Manoel Gomes da Rocha, convergir à esquerda na rua Ministro Nelson Hungria e retornar à avenida Hermes Fontes. Depois, deverão seguir até a rua Ananias Azevedo, entrar à direita na rua Urquiza Leal e prosseguir em direção à avenida Francisco Porto.

As alterações foram planejadas para garantir melhores condições de segurança viária durante a execução das obras e permitir que os serviços avancem dentro do cronograma estabelecido. Toda a área contará com sinalização específica e acompanhamento operacional das equipes da SMTT, que orientarão os usuários da via e atuarão para minimizar os impactos na fluidez do trânsito.

De acordo com o coordenador de Trânsito da SMTT, Walter Faro, o planejamento operacional foi estruturado para reduzir os transtornos aos condutores e assegurar a segurança de quem circula pela região durante a execução da obra.

“Nosso objetivo é garantir que a obra avance sem comprometer a segurança viária e a mobilidade na região. Sabemos que se trata de um ponto sensível do sistema viário da cidade, por isso é importante que os condutores redobrem a atenção e respeitem a sinalização e os desvios implantados. A compreensão e a colaboração de todos são fundamentais para minimizar os impactos temporários no trânsito”, afirmou.

Obra

A recuperação do viaduto no cruzamento das avenidas Francisco Porto e Hermes Fontes representa um investimento de R$ 1.709.038,95 e tem como objetivo promover a requalificação estrutural e a revitalização estética da infraestrutura.

A intervenção contempla a substituição e instalação de elementos estruturais, executadas de forma gradual, com interdições progressivas das alças do viaduto conforme o avanço do cronograma. Na etapa final, será realizada a pintura completa da estrutura, proporcionando maior proteção aos elementos do viaduto e contribuindo para a valorização da paisagem urbana e o aumento da vida útil da infraestrutura.

Fonte: AAN

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SMTT divulga rotas alternativas durante obras da Ponte Godofredo Diniz

 A medida ocorre em razão da retomada temporária da Operação ‘Pare e Siga’, necessária para a execução de uma nova etapa da intervenção

(Foto: SMTT)

Com o avanço das obras de duplicação da Ponte Godofredo Diniz, conhecida popularmente como Ponte do RioMar, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), orienta os condutores que trafegam em direção à região da Atalaia a utilizarem rotas alternativas em períodos específicos, a partir da próxima quarta-feira, 17.

A medida ocorre em razão da retomada temporária da Operação ‘Pare e Siga’, necessária para a execução de uma nova etapa da intervenção.

Para reduzir os impactos no fluxo de veículos, a SMTT recomenda que os motoristas programem seus deslocamentos com antecedência e, sempre que possível, utilizem como rotas alternativas as avenidas Governador Paulo Barreto de Menezes, Ministro Geraldo Barreto Sobral e José Carlos Silva, que oferecem acesso à região das praias.

De acordo com o coordenador de Trânsito da SMTT, Walter Faro, a Operação ‘Pare e Siga’ será realizada entre os dias 17 e 27 de junho, em horários específicos. Na maior parte do período, a alteração ocorrerá das 21h às 6h. As exceções serão os dias 21 e 24 de junho, quando a operação acontecerá das 6h às 17h. Já nos dias 20 e 23 de junho, não haverá qualquer intervenção, e o tráfego na ponte seguirá normalmente.

“Nesses dias e horários específicos, a operação Pare e Siga acontecerá no sentido Beira Mar–Atalaia, sem necessidade de bloqueio total da ponte. Quem estiver conduzindo no sentido contrário terá fluxo normal, sem nenhuma alteração”, explicou o coordenador.

A retomada da operação acompanha o avanço das obras de duplicação da Ponte Godofredo Diniz, que já ultrapassam 60% de execução. Realizada pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), a intervenção tem como objetivo ampliar a capacidade viária da região, melhorar a mobilidade entre as zonas Sul e de Expansão da capital e proporcionar mais fluidez e segurança ao trânsito.

Como orientação final, a Prefeitura de Aracaju recomenda que os condutores planejem seus trajetos com antecedência, respeitem a sinalização temporária implantada no local e sigam as orientações dos agentes de trânsito, contribuindo para a segurança da operação e para a redução de congestionamentos durante o período das intervenções.

Fonte: AAN

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EDITORIAL: O Espírito de Escorpião da Oposição de Jeremoabo e a Força Inabalável do Trabalho

 

EDITORIAL: O Espírito de Escorpião da Oposição de Jeremoabo e a Força Inabalável do Trabalho


Por José Montalvão

A política é o terreno do debate, do confronto de ideias e da fiscalização. No entanto, o que testemunhamos hoje em Jeremoabo por parte de um grupo que se intitula "oposição" não é política; é oportunismo puro e rasteiro. Essa suposta oposição assemelha-se a uma verdadeira bactéria hospitalar: historicamente, nunca construiu nada de relevante ou trouxe benefícios reais para o nosso município, limitando-se a tentar destruir, desmecer e sabotar tudo o que foi feito em favor do povo.

O episódio mais recente dessa crônica de pequinez envolve o desabafo público de uma cidadã nas redes sociais que, de forma inoportuna e desinformada, atacou a gestão municipal a respeito da fiscalização de um feirão itinerante. Bastou o vídeo ir ao ar para que os oportunistas de plantão, que vivem na lógica do "quanto pior, melhor", saíssem de suas tocaia digitais. Tentam, de maneira rasteira e indevida, pegar carona no vídeo alheio para inflamar uma minoria e jogá-la contra o prefeito Tista de Deda.

Enquanto Eles Atiram Pedras, o Governo Entrega Casas e Organiza a Festa

A diferença entre quem quer ver a destruição de Jeremoabo e quem acorda cedo para trabalhar pelo município é nítida e visível aos olhos de qualquer cidadão de bem. Enquanto essa turma do atraso se ocupa em gastar saliva nas esquinas e destilar veneno na internet, o prefeito Tista de Deda responde da única forma que sabe: trabalhando intensamente.

  • A Realidade das Casas Populares: O governo municipal não para. Os canteiros de obras já estão a todo vapor para erguer as 50 residências populares autorizadas neste mês de junho, garantindo moradia dignidade, teto seguro e propriedade própria para as famílias mais carentes do nosso chão.

  • A Preparação para a Alvorada: A gestão segue acertando os oiteiros, alinhando a segurança pública, ordenando o trânsito e preparando a logística para que a nossa tradicional Alvorada e o São João sejam um sucesso absoluto de público, marcados por muita paz, tranquilidade, amor e harmonia familiar.

O prefeito Tista de Deda sempre foi, e continua sendo, o maior parceiro de quem quer produzir. O governo municipal apoia o trabalhador, o comerciante local e o empreendedor que gera emprego na nossa terra. A única coisa que o prefeito não apoia, e nunca apoiará, é o desrespeito às leis do nosso município. A regularização tributária e o cumprimento do Código de Posturas servem para proteger a cidade e o próprio comércio local, estabelecendo regras iguais para todos.

O Povo de Jeremoabo Está Vacinado Contra o Veneno

Essa oposição defasada, destrutiva e carcomida pelo tempo insiste em agir com o "espírito do escorpião" — aquele que, por puro instinto perverso, pica e destrói até a si mesmo. Eles esquecem que Jeremoabo é infinitamente maior do que toda essa pequinez política.

Nossa população tem memória. O povo jeremoabense já sofreu muito no passado por votar errado e amargar tempos de abandono, atraso e salários atrasados. Hoje, a nossa gente está devidamente vacinada contra a demagogia barata, o oportunismo de época de eleição e as falsas narrativas de rede social. O eleitor sabe distinguir perfeitamente quem passa o ano inteiro trazendo obras e dignidade para as comunidades de quem só aparece para tentar plantar a discórdia e colher o caos.

Conclusão: O Progresso Não Vai Parar

Os escorpiões da política podem continuar destilando o seu veneno nas redes sociais, pois o barulho deles não tem o poder de paralisar as máquinas da prefeitura e nem de diminuir a alegria do povo que se prepara para festejar o melhor São João da Bahia.

Jeremoabo segue avançando firme, sob o império da lei, com os pés no chão, os olhos no futuro e o coração voltado para o trabalho sério. O veneno da oposição não encontra espaço em um corpo que se alimenta de progresso e de verdade!

Blog de Dede Montalvão: Desmascarando o oportunismo político, defendendo a legalidade e aplaudindo o trabalho que transforma a vida do povo de Jeremoabo.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

quinta-feira, junho 11, 2026

EDITORIAL: As Pautas-Bomba e a Hipocrisia no Congresso – O Vale-Tudo Político que Ameaça o Futuro do País

                                                    Foto Divulgação

EDITORIAL: As Pautas-Bomba e a Hipocrisia no Congresso – O Vale-Tudo Político que Ameaça o Futuro do País  


Por José Montalvão


O cenário político brasileiro nos depara frequentemente com um paradoxo inaceitável e profundamente antirreferencial: o Congresso Nacional, órgão constitucionalmente incumbido de elaborar, debater e aprovar as leis do país, é muitas vezes o primeiro a atropelar as regras de responsabilidade fiscal que ele próprio estabeleceu. Diante de tamanha aberração inconstitucional e antirrepublicana, fica a inevitável pergunta: qual é o exemplo que as excelências em Brasília estão deixando para o cidadão comum, de quem se exige o pagamento rigoroso de impostos e o cumprimento estrito de cada linha da legislação?

Enquanto o trabalhador brasileiro precisa equilibrar o orçamento familiar na ponta do lápis, o Legislativo federal flerta com o populismo fiscal, desenhando o que o mercado e os técnicos chamam de "pautas-bomba". Felizmente, o desenho institucional da nossa República prevê freios e contrapesos. Diante desse cenário de terra arrasada, o Supremo Tribunal Federal (STF), de pronto, agiu como guardião da Carta Magna. O ministro decano Gilmar Mendes lançou um alerta categórico: tais propostas são flagrantemente inconstitucionais, pois o ordenamento jurídico proíbe, de forma expressa, a criação ou o aumento de despesas públicas sem a indicação clara e real da respectiva fonte de custeio.

O Impacto Trilionário: Uma Conta Que Ninguém Consegue Pagar

Os dados técnicos oficiais não deixam margem para narrativas políticas vazias. Cálculos iniciais desenvolvidos pelo Ministério da Fazenda e amplamente divulgados pelo portal G1 apontam para um efeito verdadeiramente catastrófico se o Congresso Nacional decidir levar adiante essas matérias explosivas.

A Fazenda estima que o impacto consolidado das quatro principais propostas em análise no Legislativo supera a assustadora marca de R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos. Essa perda brutal de receitas, somada ao aumento desmedido de gastos obrigatórios, provocaria um efeito dominó perverso na economia real: pressões imediatas sobre a dívida pública, desvalorização da moeda e uma elevação inevitável na taxa de juros, o que sufoca o crédito, encarece o custo de vida e afasta os investimentos geradores de emprego.

Para dimensionar a gravidade e a falta de compromisso com o país por parte de alguns parlamentares, o impacto dessas pautas-bomba é mais do que o dobro de toda a economia estimada com a Reforma da Previdência Social de 2019. Naquela oportunidade, o Brasil atravessou anos de intensos debates com a sociedade e mobilização exaustiva para economizar R$ 855 bilhões em uma década, buscando o equilíbrio das contas. Agora, em poucos turnos de votação puramente corporativista ou de enfrentamento político, o Congresso ameaça pulverizar esse esforço e jogar o país no abismo inflacionário.

A Lei de Responsabilidade Fiscal Não Pode Ser Letra Morta

A aprovação de projetos que geram despesas sem receita correspondente viola os princípios mais básicos da administração pública e da moralidade. Não se faz política econômica de responsabilidade distribuindo bondades com o chapéu alheio e empurrando a conta para as próximas gerações.

Se o próprio Congresso ignora o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) — que exige a estimativa do impacto orçamentário e financeiro de qualquer proposição que crie gasto —, cria-se um ambiente de insegurança jurídica total. O teto orçamentário e as leis financeiras não podem ser vistos como meras sugestões que os deputados e senadores cumprem apenas quando convém.

Conclusão: Responsabilidade Acima do Populismo

O Brasil não comporta mais a velha política do "quanto pior, melhor". O uso de emendas e projetos de lei como ferramentas de chantagem ou pressão política contra o Orçamento da União é um atentado contra o bolso de cada cidadão.

Este Blog une-se às vozes que cobram lucidez e espírito público das lideranças do Congresso Nacional. Que o freio constitucional imposto pelo STF e o alerta rigoroso emitido pela equipe técnica da Fazenda sirvam para reestabelecer o bom senso em Brasília. O país precisa de reformas estruturantes que gerem crescimento, e não de bombas fiscais que destroem o futuro da nossa economia.

Blog de Dede Montalvão: Defendendo a responsabilidade administrativa, combatendo a hipocrisia fiscal e exigindo o cumprimento das leis por quem as escreve.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

"Controle e “desvios de conduta”...

 

Controle e “desvios de conduta” no Judiciário brasileiro
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Author Photo Moisés Lazzaretti Vieira
Plural
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ABSTRACT
O artigo esboça elementos para analisar os mecanismos de controle dos agentes judiciais no âmbito do poder Judiciário. Através de análise documental procuramos evidenciar as dimensões históricas e políticas da construção da ideia de controle sobre as atividades da magistratura com foco na disposição institucional...
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EDITORIAL: Teletrabalho Não é Salvo-Conduto para Funcionário Fantasma – O Rigor que a Moralidade Pública Exige

 

EDITORIAL: Teletrabalho Não é Salvo-Conduto para Funcionário Fantasma – O Rigor que a Moralidade Pública Exige


Por José Montalvão

O teletrabalho na administração pública costuma gerar debates intensos, mas uma premissa deve ficar clara desde o primeiro instante: trabalho remoto não é salvo-conduto para o absenteísmo, para a inatividade ou para abrigar funcionários fantasmas. Pelo contrário, quando implementada de forma séria, essa modalidade é estruturada exatamente para exigir maior rigor, transparência e prestação de contas do que o modelo presencial tradicional.

Diferente do formato nas repartições físicas, onde muitas vezes a mera presença ou a assinatura em um livro de ponto costumava bastar para camuflar a ociosidade, o regime de trabalho remoto baseia-se exclusivamente no cumprimento de metas e entregas mensuráveis. No entanto, para que essa engrenagem funcione com integridade, o ambiente político e administrativo precisa estar limpo de suspeitas.

Como o Teletrabalho de Verdade Impede a Existência de "Fantasmas"?

A modernização da máquina pública nas esferas federal e estadual trouxe ferramentas robustas para blindar o dinheiro do contribuinte. O principal mecanismo contra a fraude no trabalho remoto reside em dois pilares inegociáveis:

  1. Programa de Gestão e Desempenho (PGD): Instituído amplamente na administração pública (a exemplo do Decreto Federal nº 11.072/2022), o PGD substitui o controle de ponto puramente burocrático por um plano de trabalho detalhado. Cada atividade executada fica registrada no sistema, com prazos, responsáveis e resultados expostos à fiscalização.

  2. Metas de Produtividade Elevadas: Para ter o direito de exercer suas funções em teletrabalho, o servidor é obrigado a assinar um Termo de Ciência e Responsabilidade. A lei estipula que as metas estipuladas para o regime remoto podem ser até 20% superiores às exigidas daqueles que atuam no modelo presencial.

Portanto, em um sistema auditável, quem não entrega o relatório, quem não alimenta a plataforma ou quem não cumpre a meta é cortado imediatamente. No papel, o teletrabalho deveria ser o pior inimigo do servidor fantasma. Mas o que acontece quando a proposta surge em meio a um cenário de desconfiança?

A Atitude Correta da Câmara de Coronel João Sá Diante das Denúncias

É analisando esse contexto de controle que jogamos luz sobre os recentes acontecimentos políticos no município vizinho de Coronel João Sá. Diante de denúncias graves e nominais apresentadas pelo professor Marcelão — apontando a suposta existência de funcionários fantasmas na folha de pagamento da municipalidade —, o prefeito local tentou implantar o regime de teletrabalho por meio de um decreto executivo.

Os vereadores da Câmara Municipal de Coronel João Sá agiram com extrema prudência, responsabilidade cívica e respeito ao erário ao se absterem de votar a aprovação do projeto. A postura das vereadoras foi corretíssima.

Aprovar a toque de caixa a regulamentação do trabalho remoto justamente no momento em que a sociedade civil cobra explicações sobre nomes específicos que recebem sem trabalhar seria, no mínimo, assinar um cheque em branco. Sem uma auditoria prévia na folha de pagamento, sem a clareza de quem de fato trabalha e sem uma estrutura técnica que garanta a fiscalização das metas, o teletrabalho poderia ser desvirtuado e utilizado de forma imoral para legalizar o isolamento e a ausência daqueles que só aparecem nos cofres públicos no dia do pagamento.

Conclusão: Primeiro a Limpeza, Depois a Modernização

A tecnologia deve servir para otimizar o serviço público e gerar economia com custeio de prédios, água e energia, nunca para blindar o apadrinhamento político ou esconder o absenteísmo.

A Câmara de Coronel João Sá deu um exemplo de independência de poderes. As duas vereadoras mostraram que o papel do legislador é fiscalizar com rigor. Primeiro, que se apurem as denúncias do professor Marcelão com transparência; que se limpe a folha de qualquer irregularidade e que se comprove quem realmente sua a camisa pelo município. Somente após essa faxina moral é que se deve discutir a modernização tecnológica. Fora disso, qualquer decreto vira cortina de fumaça.

Blog de Dede Montalvão: Defendendo a moralidade administrativa, apoiando o controle social e cobrando a transparência total no serviço público da nossa região.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

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