O Brasil estreia hoje na Copa do Mundo, mas a verdade é que o clima por aqui é bem diferente daquela empolgação de antigamente.
Sei que muita gente que nos acompanha — e talvez você se sinta assim também — anda desanimada com os rumos do futebol. É difícil vibrar como antes quando esse esporte tão brasileiro parece ter sido engolido por interesses comerciais e políticos que vão muito além das quatro linhas. Mas é justamente contra esse desânimo e essa apatia que o jornalismo investigativo da Pública se levanta.
Em um levantamento exclusivo, nós mapeamos o avanço predatório das empresas de apostas online e descobrimos que um a cada três jogadores convocados para a Seleção atua em times patrocinados por bets.
A nossa cobertura também revelou que as contradições dessa Copa nos Estados Unidos, México e Canadá vão além do dinheiro das apostas. Em entrevista à Pública, a advogada Marta Mitico explicou como falhas graves da própria FIFA e das delegações deixaram imigrantes e delegações em situações vulneráveis devido a restrições de entrada no país sede.
Trump não merece receber a Copa, foi o que defendeu Marina Amaral na sua coluna desta semana. Xenofobia, racismo e arrogância não combinam com a celebração multinacional do futebol.
Para piorar, já alertamos sobre um adversário invisível, mas perigoso: o risco de calor extremo na final deste ano é o dobro do que era há três décadas, na Copa de 94. No nosso podcast Bom dia, Fim do Mundo, discutimos como o aquecimento global e as mudanças na temperatura política transformaram o planeta desde o último mundial no país.
Mas nem só de denúncias pesadas vive a nossa cobertura. Na crônica 'Álbum da copa: cotação da alegria', olhando para onde aperta o nosso bolso e o nosso coração, Izabella Cristo trata com humor o fenômeno das figurinhas, mostrando como um simples álbum se transforma em um retrato da infância, da convivência e, claro, do consumo.
Nós investigamos dentro e fora de campo porque as nossas matérias provam que expor os negócios por trás da Copa e os interesses das bets é nosso jeito de defender a soberania brasileira. Mas, para manter a seleção da Pública em campo, incomodando e trazendo a verdade à tona, precisamos do seu apoio.
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