DENÚNCIA: É mais fácil entrar no céu do que receber um resgate na VIVO PREVIDÊNCIA – A Via Crucis de um pai pelo direito do filho
Os consumidores que buscam planejar o futuro de suas famílias através de planos de previdência privada esperam, no mínimo, segurança e respeito quando chega o momento de resgatar o que é seu por direito. No entanto, a realidade enfrentada junto à VIVO PREVIDÊNCIA tem se mostrado um verdadeiro teste de paciência, uma maratona de desrespeito que faz parecer "mais fácil entrar no céu do que conseguir receber um resgate" através do site da empresa.
Minha via crucis particular teve início no dia 30 de março de 2026, quando dei entrada no pedido de resgate de previdência em nome do meu filho menor, J.C.M. Desde então, o que deveria ser um procedimento administrativo padrão tornou-se um pesadelo burocrático interminável, desenhado, ao que parece, para vencer o cidadão pelo cansaço.
A Linha do Tempo do Descaso e a Desculpa da Assinatura Digital
No dia 26 de abril de 2026, diante das primeiras barreiras, entrei em contato solicitando orientações claras, pois a plataforma digital da empresa apresentava excesso de entraves. Seguindo estritamente o que rege a modernização digital do país, enviei o requerimento utilizando a assinatura digital oficial do portal SOU.GOV — uma ferramenta federal amplamente aceita por tribunais, cartórios e órgãos públicos de todas as esferas devido à sua segurança e autenticidade jurídica.
Para a minha surpresa, por várias vezes consecutivas, o sistema da Vivo Previdência rejeitou o documento sob a alegação idêntica de que "a assinatura está corrompida". Fica aqui a pergunta que não quer calar: será que a plataforma do Governo Federal (SOU.GOV), utilizada por milhões de brasileiros diariamente, está mesmo "corrompida", ou o sistema da seguradora é que cria barreiras artificiais para reter o dinheiro do cliente?
Toda a Documentação Enviada (E Reenviada): O Que Mais Eles Querem?
Não se trata de falta de zelo ou de documentos incompletos. A relação de arquivos solicitados foi enviada por mais de uma vez de forma nítida e integral:
Requerimento de Resgate formalizado;
RG do menor (J.C.M.);
RG do pai e responsável legal (J.D.M.M.);
Vídeo gravado de identificação, atendendo rigorosamente à solicitação e orientação de segurança da própria Vivo Previdência;
Comprovante de residência atualizado;
Dados bancários completos (Número da conta-corrente e nome da agência) para a realização do depósito.
Mesmo com todo esse dossiê entregue, a empresa recusa-se a liquidar o pagamento, amparando-se em um labirinto de validações tecnológicas que desafiam o bom senso e a legislação de defesa do consumidor.
Conclusão: O Excesso de Burocracia Não Pode Vencer o Direito
Em mais de trinta anos de atuação acompanhando processos administrativos e rotinas públicas, nunca presenciei tamanho excesso de burocracia e tamanho travamento para a liberação de um direito privado. O dinheiro investido pertence ao menor, foi poupado com esforço e a empresa tem a obrigação legal de facilitar o canal de devolução, e não transformá-lo em uma fortaleza intransponível.
Este Blog traz a denúncia a público para exigir que a Ouvidoria da Vivo Previdência tome providências imediatas e analise o caso de forma humana e técnica. Não aceitaremos o cansaço como resposta. O respeito ao cliente deve ser mantido tanto na hora de vender o plano quanto na hora de pagar o resgate.
Blog de Dede Montalvão: Defendendo o direito do consumidor, combatendo os abusos das grandes corporações e exigindo respeito para as famílias da nossa terra.
José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025