
Senador tinha a preferência de Davi Alcolumbre para o Senado
Rafaela Gama
O Globo
Depois de o Senado rejeitar a indicação para o Supremo Tribunal Federal do advogado-geral da União, Jorge Messias, aliados do senador Rodrigo Pacheco afirmam que o interesse dele em ser indicado para a vaga hoje é considerado “página virada” e relatam que ele está concentrado em viabilizar a candidatura ao governo de Minas Gerais.
Cotado no passado para ocupar o lugar deixado pelo ministro Luís Roberto Barroso, Pacheco foi o nome que tinha a preferência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), mas foi preterido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), responsável pela indicação.
ACENOS AO AGU – Na véspera da sabatina, interlocutores de Pacheco destacam que ele fez acenos ao AGU, que incluíram a publicação de uma foto ao lado dele e a assinatura de uma carta do PSB em apoio à indicação.
Messias, no entanto, recebeu 34 votos a favor de sua nomeação como ministro, abaixo do mínimo dos 41 necessários, e 42 contrários, impondo uma derrota ao governo. Lula agora precisará decidir se realizará uma indicação ou se deixará a vaga em aberto até o período depois das eleições de outubro.
FOCO EM MINAS – Mesmo tendo a preferência de Alcolumbre, Pacheco tem sinalizado que o tempo em que foi considerado para a vaga já passou e agora ele deve focar na possibilidade de construir uma candidatura viável ao governo de Minas, indo atrás de alianças para viabilizar a construção. No estado, ele é cotado pelo presidente como a principal aposta para um palanque governista que fará frente ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e ao atual governador Mateus Simões (Novo).
Pacheco, no entanto, ainda não decidiu se disputará a eleição, mas o entorno dele viu com otismo os resultados da pesquisa Genial/Quaest divulgados nesta semana, que o mostraram em terceiro lugar. Na liderança, estavam Cleitinho, com 30%, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, com 14%. Atrás dele, pontuaram Simões, com 4%, o influenciador Ben Mendes (Missão), com 4%, e o ex-presidente da Federação de Indústrias de Minas Gerais, Flávio Roscoe, com 2%.