quinta-feira, maio 07, 2026

100 anos do Hospital de Cirurgia

Adiberto de Souza

.Diego Leonardo Santana Silva

Atualmente realiza pós-doutorado na Universidade de Pernambuco com estágio na Universidade de Vigo, na Espanha

Doutor em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Integrante do Grupo de Estudos do Tempo Presente (GET/UFS/CNPq) 

Bolsista para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional de Pernambuco (PDCTR/FACEPE/CNPq)

Em 2 de maio de 1926 era inaugurado o Hospital de Cirurgia, um dos mais importantes da capital sergipana. Idealizado pelo Dr. Augusto Leite, o hospital atendia à necessidade de uma Aracaju que estava na terceira década do século XX e que buscava superar os desafios sanitários da época.

Foi durante o governo de Maurício Graccho Cardoso, entre 1922 e 1926, que a questão sanitária aracajuana contou com um enfrentamento mais eficiente. Ao longo dos anos, as “febres do Aracaju” atormentaram os moradores da capital e se tornaram uma preocupação de médicos, intelectuais e governantes da época. Buscando soluções, Graccho Cardoso mandou trazer do Rio de Janeiro o renomado médico carioca Paulo de Figueiredo Parreiras Horta. A partir disso, foram pensadas inciativas para melhorar o cuidado médico sergipano, e com isso surgiram instituições como o Hospital de Cirurgia e o Instituto Parreiras Horta.

A criação do Hospital de Cirurgia marcou a chegada da medicina moderna em Sergipe. O hospital foi idealizado para seguir os padrões médicos mais avançados de sua época e, durante décadas, atendeu a milhares de sergipanos. Ao decorrer do tempo, o Cirurgia foi ampliado ganhando a Maternidade Francino Melo, em 1930; o Hospital Infantil, em 1937; e a Casa Maternal Amélia Leite, inaugurada em 1947 e que funcionou no hospital até 1958 quando ganhou sede própria. Também atuou no campo da formação de profissionais da área da saúde com a Escola de Auxiliares de Enfermagem Dr. Augusto Leite, que funcionou de 1952 até 2017, sendo também o lar da Faculdade de Medicina até 1958, quando ela foi transferida para a Universidade Federal de Sergipe. Além das ações institucionais, também ocorreram iniciativas dos colaboradores do hospital como a AMO (Associação dos Amigos da Oncologia), criada em 1996.

O pioneirismo foi uma de suas marcas. O Hospital de Cirurgia se destacou na odontologia, na oncologia, na cardiologia entre outros serviços. Em um dos mais emblemáticos momentos, em 1986 se tornou destaque nacional quando a equipe liderada pelo Dr. Teles realizou o primeiro transplante cardíaco do Nordeste. Em 2023, o Hospital de Cirurgia se tornou o primeiro de Sergipe a se tornar habilitado para realização de transplante de fígado.

Nos últimos anos, o Hospital de Cirurgia superou uma crise que ameaçou sua própria existência e conseguiu se consolidar como um hospital de referência em Sergipe. Em 2024, veio mais um reconhecimento nacional com a instituição recebendo a certificação de acreditado nível 1 do Selo de Acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA).

De fato, nesses 100 anos, o Hospital de Cirurgia se tornou uma parte da vida de milhares de pessoas, um local de esperança, superação e cuidado em uma história que merece ser contada e homenageada. Devido a esse histórico, em julho deste ano, está previsto o lançamento de um livro sobre a História do Hospital de Cirurgia produzido pela editora Dika: publicações inteligentes.

 

https://infonet.com.br/blogs/getempo/100-anos-do-hospital-de-cirurgia/

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