terça-feira, julho 29, 2025

A 4 dias do tarifaço, Amorim provoca Trump em entrevista a jornal inglês


Lula e Celso Amorim -- Metrópoles

 Amorim é o condutor da política externa do país

Máro Sabino
Metrópoles

Se alguém ainda tem dúvida de que Celso Amorim  é um desastre ferroviário para as relações exteriores do Brasil, precisa ler o que ele disse ao jornal inglês Financial Times.  O título da reportagem é sugestivo da encrenca em que nos meteram: “Brasil vai dobrar a aposta no Brics em desafio a Donald Trump”.

A partir do título, só piora. Enquanto empresários tentam estabelecer um canal de diálogo com o governo de Donald Trump para tentar adiar ou atenuar o tarifaço sobre a importação de produtos brasileiros, visto que não existe conversa nenhuma do governo brasileiro com a Casa Branca, o ideólogo que guia o país para a marginalidade internacional comparou os Estados Unidos à finada União Soviética, em desfavor dos americanos.

DISSE AMORIM – A provocação está lá no jornal: “Amorim disse que a interferência de Trump nos assuntos internos do Brasil era algo não visto ‘nem mesmo na era colonial’. ‘Acho que nem mesmo a União Soviética teria feito algo assim’, disse ele.”

De fato, não. Se fosse desafiada pelo Brasil e pudesse fazer algo a respeito, a União Soviética, que Deus não a tenha, invadiria o país, fuzilaria todos os integrantes do governo e colocaria um fantoche no Palácio do Planalto.

A comparação fica tão mais cínica porque o governo Lula aliou-se desavergonhadamente a Vladimir Putin. O tirano russo sonha reviver o império soviético, anexando, em um primeiro momento, a Ucrânia — criticada duramente no comunicado final da última cúpula do Brics, como se fosse ela a grande agressora na guerra patriótica contra a invasora Rússia.

Na sua entrevista alucinada ao Financial Times, o ideólogo ainda afirma que, no último ano de governo Lula, o Brasil “provavelmente terá um maior foco na América do Sul, cujos países comercializam menos entre si do que em outras partes do mundo”.

Ao final, Celso Amorim repete a máxima segundo a qual “países não tem amigos, apenas interesses” para criticar Donald Trump, que não teria “nem amigos, nem interesses, apenas desejos”. Não é pior, convenhamos, do que ter os amigos errados e defender apenas os interesses dos outros.

Isto aqui não tem jeito, não. O negócio é jogar truco e esperar pela próxima eleição, sempre tendo em mente que o problema no Brasil nunca foram as urnas eletrônicas, mas os eleitores.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Importante entrevista, enviada por Duarte Bertolini. Mostra a esculhambação em que está nossa política externa, que já foi considerada modelo, quando o Itamaraty ainda não havia sido tomado pelos barbudinhos de Lula, que é o apelido da geração de Amorim, que aos 83 anos continua prestando belos serviços à Rússia e à China. (C.N.)


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