quinta-feira, dezembro 26, 2019

Vídeo flagra placa de carro e suspeitos de atacar Porta dos Fundos; grupo reivindica ato


Vídeo flagra placa de carro e suspeitos de atacar Porta dos Fundos; grupo reivindica ato 
Foto: Reprodução / Youtube
Um vídeo de uma câmera de segurança localizada próximo à sede do Porta dos Fundos, no bairro do Humaitá, no Rio de Janeiro, flagrou a placa de uma caminhonete onde estavam alguns dos homens que realizaram um atentado com coquetéis-molotov, no último sábado (21), por volta das 4h (clique aqui e saiba mais).

De acordo com informações do jornal O Globo, além da placa do carro, a câmera gravou ainda o rosto de um dos três suspeitos, que estava com o rosto descoberto. Os demais usavam máscaras. Ainda segundo a publicação, o material será entregue nesta quinta-feira (27) à polícia, que também vai buscar outras imagens na região, já que o local conta com seis câmeras que apontam para a entrada do prédio.

Testemunhas como o segurança que debelou as chamas no edifício serão ouvidas ainda nesta semana. No dia do crime a região estava movimentada, pois acontecia uma festa de confraternização de funcionários de restaurantes em um bar ao lado da produtora. De acordo com o jornal, a festa perdurou até as 3h.


INTEGRALISTAS REIVINDICAM ATAQUE
Nesta quarta-feira (26), um grupo que se autodenomina Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Grande Família Integralista Brasileira divulgou um vídeo no qual reivindica a autoria do atentado e mostra imagens do ataque à sede do Porta dos Fundos.

Gravadas por um deles, as imagens mostram três homens arremessando os coquetéis-molotov. "Reivindicamos a ação direta revolucionária que busca justificar os anseios de todo povo brasileiro contra a atitude blasfema, burguesa e antipatriótica que o grupo de militantes marxistas culturais Porta dos Fundos tomou quando produziu o seu Especial de Natal a mando da corporação bilionária Netflix, deixando claro para todo o povo brasileiro mais uma vez, como o grande capital anda de mãos dadas com os ditos socialistas", diz o grupo.

Segundo o Estadão, o grupo seria o mesmo por trás de um ataque na Universidade Federal do Estado do Rio (UniRio) no fim do ano passado,  no qual foram queimadas bandeiras e faixas antifascistas.

Bahia Notícias

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